viajar para festivais de músicaIsmael dos Anjos

Do que falamos quando falamos de viajar pra festivais

Era tudo mato quando a gente colocou o Festivalando no ar. Capinamos um bocado de lotes (e seguimos capinando) pra conseguir acomodar num mesmo espaço as pessoas que encontram prazer em viajar pra festivais e que, no período a.F. (antes do Festivalando), viviam avulsas por aí.

Nesses quatro anos, fizemos um monte, viajamos outro monte, conquistamos mais montes ainda. Montes diversos, diga-se de passagem, que mostram quantas ideias e conceitos podem caber dentro dessa expressão aparentemente tão auto-esclarecedora que é viajar pra festivais.

Viajar pra festivais é ir aos maiores do mundo

É aqui onde o fogo começa, né? Festivais que são praticamente uma marca, aftermovies inspiradores, lineups que rendem discussões acaloradas. São os maiores festivais do mundo que, normalmente, movem dentro da gente a enorme disposição que é necessária para encarar quilômetros de viagem, planejamento minucioso e economias sem fim.

Aqui não é diferente. No Brasil ou fora dele, os grandes festivais estão sempre no nosso radar. Rock in Rio, o festival dos festivais no Brasil? É claro que a gente vai. Em Lisboa? Também, por que não? Wacken, Hellfest e Graspop Metal Meeting, a trindade demoníaca do metal na Europa? Estivemos. Lollapalooza? Brasil, Argentina, Chile; fechamos a conta na América do Sul.

Mas a gente não se limita a isso.

viajar pra festivais

Viajar pra festivais é ir para aqueles que (quase) ninguém conhece

Por que ir para um festival que você nunca ou mal ouviu falar? Por que NÃO ir? Por que se empaturrar com um festivalão se a gente pode degustar doses pequenas e surpreendentes de sabores desconhecidos?

Foi assim que a gente decidiu ir num tal de Popegoja, festival indie de novas bandas suecas, numa aventura divertida que incluiu atravessar por dois dias seguidos a fronteira da Suécia com a Dinamarca pra pegar uma praia na ida e voltar morrendo de frio.

Foi assim que a Gra foi parar em um muquifo no interior da Dinamarca, no Metal Magic, pra ver algumas de suas bandas preferidas, dias depois de ter passado pela perfeição e superioridade em festival, a.K.a Sweden Rock.

Foi assim que eu fui parar no Paraguai, pela curiosidade de descobrir como era um festival com nome que já valia a pena: Asunciónico.

É também incluir um festival no roteiro até quando essa não é a finalidade da viagem

Nem sempre a gente viaja motivada por um festiva. Mas sabemos que qualquer viagem pode trazer uma oportunidade de festival, a qualquer momento e a única coisa que a gente tem que fazer é não perdê-la.

Eu fiz uma viagem para a Alemanha para um intensivão de alemão e o amigo que me hospedou precisou, de última hora, ajudar o irmão que trabalharia em um festival. Um dia depois de chegar lá estava eu numa geleira na Áustria, no Wow Glacier Love.

A Gra foi passar a virada de ano na Holanda e, ao circular pelo país (que é minúsculo), aproveitou para conhecer um festival aconchegante em Eindhoven (Eindhovem Metal Meeting) e um dos mais importantes para os membros da indústria em Groningen (Eurosonic Noorderslag).

É passear pelo Brasil e dar visibilidade pra cena local de festivais

Tão grande quanto o Brasil é a quantidade de festivais que acontecem nele e atravessar. Por isso, atravessar o país também faz parte da nossa missão de viajar pra festivais. No Nordeste (Forcaos, em Fortaleza, e neste ano o MADA, em Natal, na condição de embaixadoras do festival); no Sul (Coolritiba); no litoral de São Paulo ou no interior (Respect Festival, Ilha Comprida; Metal Land e Forró da Lua Cheia, em Altinópolis). A gente está por aí festivalando em português e ouvindo sotaques diferentes, conhecendo propostas de festival diferentes.

Sem limites e sem limitações

Mores, no Festivalando não há limites, não há fronteiras geográficas ou de possibilidades e é disso que a gente fala quando falamos de viajar pra festivais.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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