" /> A experiência Forró da Lua Cheia ou porque você deveria ir a este festival
experiência Forró da Lua CheiaForró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

A experiência Forró da Lua Cheia: saiba porque você precisa ir a este festival

No último feriado de Corpus Christi (01/06), o Festivalando se jogou na experiência Forró da Lua Cheia. Primeiramente, é preciso lembrar todo mundo que, apesar do nome, o festival tem muito mais do que forró a oferecer. Por exemplo, neste ano tocaram As Bahias e a Cozinha Mineira, Emicida, Novos Baianos, Nação Zumbi, Baiana System e Olodum e por aí vai.

Antes de mais nada, é preciso dizer que os quatro dias de festival (31/05 a 03/06) foram vividos intensamente por nosso colaborador e fotógrafo Cauê Diniz, que conta por meio dos seus relatos e suas lentes como foi este festival, que certamente vai entrar para a lista dos queridinhos aqui no blog.

Festival Forró da Lua Cheia: porque você precisa ir, independente do Forró – Por Cauê Diniz

A primeira coisa que pensei, e talvez a primeira impressão (aquela que fica): e essa vista, hein? Altinópolis é a cidade alta (1.200m) da região de Ribeirão Preto, um grande vale com muitas plantações. Então, imagina um festival onde o palco principal fica bem no alto da montanha? Além disso, toda uma vista para um vale ao lado, com uma árvore linda, frondosa, com uma sombra enorme pra todo mundo ficar embaixo e, quiçá, amarrar sua rede? Assim, só a vista já fazia tudo aquilo valer muito a pena.

Ok, é preciso admitir que nem todo mundo entra no festival assim nesse clima, na paz da vista e tal. Afinal, você chega cheio de barracas e tralhas, equilibrando colchão pra não deixa o cobertor arrastar na terra, passa a revista, vai achar um lugar estratégico pra montar seu acampamento, arma barraca, desmonta mala, aquele trampo habitual de acampar em festival… Mas, a hora que se livra de tudo isso e sai pra dar aquela reconhecia no local, vem um tapa na cara. Ou, na verdade, um carinho: cara, que vista!

experiência forró da lua cheia

Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Clima bucólico em toda parte

Além de tudo isso, na fazenda ainda há um bosque onde a galera monta as barracas e um lago, conservando aquele clima bucólico gostoso. Chalés e banheiros são de alvenaria. Mas, de repente, você se depara com um galinheiro escondido. Num outro dia, topamos uma família inteira de cabras pastando ao lado das barracas. Clima de natureza, check!

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

experiencia forro da lua cheia

Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

experiencia forro da lua cheia

Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Experiência Forró da Lua Cheia dia #2

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

O festival tem dois moods bem distintos: dia e noite. Os shows começam pra valer mesmo apenas depois do pôr do sol, já escuro. Então, durante o dia, um DJ se alterna com shows pontuais no palco Piscina. [Sim, este é o nome de um palco onde rolam shows na piscina!]. Além destes,  também rolam alguns pocket shows na Praça de Alimentação.

Na piscina, você vai encontrar tanto quem está alí lagartando, curtindo a ressaca da noite anterior, como quem já está iniciando uma pool party com cara de festa de faculdade.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

O grande barato com relação a outros festivais, talvez por esta dinâmica de horários de shows, é que as diversas oficinas gratuitas que rolam durante a manhã e a tarde são pra valer. Vemos este tipo de atividade em outros festivais, mas no Forró da Lua Cheia elas não estão lá somente pra constar. A galera participa de verdade, inclusive com fila de espera em algumas atividades.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Oficinas para todos os gostos

Os temas são tão variados que se você está acampado vai acabar achando alguma coisa pra fazer. Saca só alguns que garimpamos: mindfullness, acroyoga, parada de mãos, reiki, compostagem caseira, sua breja em casa, ginecologia natural, escrita criativa, massoterapia, forró para iniciantes. A única bad é que descobrimos que algumas atividades não recebem nenhuma contrapartida da organização além das credenciais de acesso. Então, pelo empenho e carinho que vimos dos instrutores, certamente é algo a rever.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Também há apresentações de grupos folclóricos e performances. Em geral, o clima durante a tarde é aquele de dar um rolê. Ainda rola de entrar de repente numa dança circular ou atividade pro corpitcho. Ou, até mesmo, levar os pequenos em algumas das atividades especialmente desenvolvidas pra eles (sim, o festival é kids friendly).

Experiência Forró da Lua Cheia dia #3 – a noite

Os primeiros shows começam por volta das 20h. Então, é por essas horas que o  festival começa a ficar mais cheio. Principalmente nos 2 últimos dias (há um sistema de pacotes onde você pode comprar, por exemplo, só a sexta e o sábado).  Porém, não é nada demasiado.  É aquele cheio gostoso, que te deixa andar entre os 4 palcos sem perrengue e até arriscar uma ida à frente do palco principal pelas beiradas.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Além das várias atividades, uma fogueira é acesa na beira do vale durante as noites do festival. Vale dizer que esta fogueira é bem útil para aqueles que não vieram preparados para o frio (que pegou forte mesmo somente na primeira noite). Também há barracas que vendem quentão, vinho quente e milho, mantendo a tradição original do Festival. Afinal, o Forró da Lua Cheia nasceu como uma festa junina entre amigos, há 28 anos atrás.

Mas, em um festival que oferece chopp Colorado a R$ 10 sem perrengue de filas, às vezes vale a pena molhar a garganta com uma geladinha mesmo. Isso sem falar no combo energético + 2 doses de Vodka por R$ 20,00, que devia deixar envergonhados nossos amigos do Lolla, que tanto maltratam nossos bolsos em busca do álcool nosso de cada festival.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Experiência Forró da Lua Cheia: os shows

Na noite de sábado rolou o aguardado show de reunião dos Novos Baianos, com sua formação original, baseado no clássico álbum “Acabou Chorare”, de 1972 (se você não conhece, ouça e descubra que, sim, você conhece). Foi uma apresentação convincente, mesmo com um Moraes Moreira parando o show pra dar bronca por conta do som, e uma Baby do Brasil que insistiu em colocar suas convicções religiosas no meio de uma ou outra música.

experiencia forro da lua cheia

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Mas, pra chegar nele, foi necessário passar por quase duas horas de Humberto Gessinger, com um show que combinava mais com chimarrão e mate na fogueira do que com um sábado à noite de festival (fãs do Engenheiros: isso é um comentário enviesado, sim. Me perdoem.). Olodum dividiu opiniões entre os que acharam animado e os que acharam um tanto fora do contexto; e Mato Seco fechou a noite.

Na sexta, Emicida fez um belo show, politizado na medida certa. Mas ficou difícil superar o Baiana System, que veio com uma programação audiovisual impecável. Na quinta, Rincon Sapiência mostrou um rap fino e um carisma sensacional, enquanto a Nação Zumbi fez um show ok, talvez um pouco prejudicado pelo falta de acerto de som, que deixava os batuques das alfaias escondidos.

O Palco Lago: um bosque de boas surpresas

Se no palco principal a variedade podia causar algum estranhamento, aqui ela dava o tom. Foi onde vimos os shows mais energéticos e surpreendentes. As Bahias e a Cozinha Mineira quebraram tudo e receberam a resposta do público; Vanguart mostrou que é mais legal ao vivo do que no disco, Aíla fez um showzaço carregado de ativismo e performances que reforçavam suas excelentes letras.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

A Filarmônica de Pasárgada, com letras divertidíssimas e uma performance quase
teatral da dupla de frente, fez um show de público cativo mesmo com horário
alterado. E a Bandinha de Dar Dó, que pegou o público já pelas tantas da madrugada de sábado com sua clown-music, soube bem o que fazer com ele, com direto a mosh e momentos de loucura coletiva.

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

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Forró da Lua Cheia 2018. Ph: Cauê Diniz

Mas e forró? Tem mesmo?

Opa! Tem sim. O palco Forró era onde os shows começavam mais cedo e iam até mais tarde. Além de medalhões do gênero, como Rastapé e Xaxado novo, estava rolando um concurso de bandas – a vencedora foi a Banda da Feira, de Sorocaba. No último dia, foi o palco que resistiu bravamente até o sol raiar, o que pareceu ser uma tradição do festival, a julgar pelo número de festivaleiros em volta da fogueira.

Afinal, vale a pena ir ao Forró da Lua Cheia?

Vale! Pois o clima entre as pessoas é ótimo e o lugar é realmente muito bonito. Além disso, os preços são justos e todo ano tem shows maneiros pra se ver. Ainda, o mais importante: as pessoas que frequentam há anos (vide página do face deles) sempre voltam. Todo mundo parece ter uma paixão pelo festival. Então, caso você nunca tenha ouvido falar, melhor manter em seu radar!

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