#Videoselfie: Como foi o Rock in Rio 2017

2017 tinha começado muito feliz porque sabíamos: era ano de Rock In Rio no Brasil! E o festival começou a anunciar mudanças, apareceu com um visual levemente diferente, trouxe pulseirinha <3 e deixou a gente na pilha das expectativas ao longo de todos esses meses. Finalmente ele chegou, fez nosso ano brilhar. Estivemos lá e é hora de dizer como foi o Rock in Rio 2017.

letreiro rock in rio

Foto: Mangabeira – I Hate Flash

Pisa menos, estrutura!

O que deu show de verdade em tudo o que o Rock in Rio se propôs a fazer este ano foi a estrutura. A gente, que está acostumada aos festivais lá de fora, cada dia que passa podemos encher a boca para dizer que temos um festival com estrutura de padrões internacionais. E às vezes até melhor do que a de alguns festivais gringos.
Um refinamento do esquema de transporte, graças à integração do metrô e BRT, banheiros com numeração e indicação de lotação – coisa que não havíamos visto em nenhum festival, até então, bebedouros visíveis e sinalizados e uma ampla praça de alimentação. Tudo isso fez o festival fluir de uma maneira muito legal.
Além disso, mais espaço deixou o RIR mais habitável. Apesar de as distâncias entre os palcos terem se tornado notáveis, não podemos reclamar, afinal não houve tumulto para sair de um show para outro.Todo mundo pôde se locomover com segurança dentro do festival.

Mas….

Ainda existe uma confusão enorme na hora da saída. As pessoas estão afobadas para ir embora, ou de fato o festival precisa pensar em saídas alternativas, dividir saídas e orientar melhor o público? Essa é uma questão que precisa ser respondida, antes que coisas ruins aconteçam, porque o gargalo da saída de festival é um momento com grande potencial para confusão. Atropelos, empurra-empurra e fraturas podem ocorrer. Ninguém quer isso, nem a produção nem o público. Portanto, é preciso pensar.

Pulseira: tem que manter isso aí!

segundo fim de semana do rock in rio

Primeiramente, mantenham a pulseira! Amamos, veneramos. Mas é preciso calibrar nossas expectativas e usos dela, principalmente quando o assunto envolve um cadastro.
Em geral, existem dois grupos mais comuns de pulseira de festival – as pulseiras de identificação de dia/entrada e as pulseiras cashless. Porém, o Rock in Rio ~parece ter inventado uma terceira~: todo mundo ficou se perguntando sobre a necessidade de fazer o cadastro, sendo que a pulseira não teve a função de pagamento dentro do festival.
Alguns podem falar que é por questão de segurança…mas o festival não se responsabiliza por perdas e roubos das pulseiras… então, realmente não entendemos a função do cadastro.
Agendar brinquedos com a pulseira: uma utopia

Aquilo que parecia uma função palpável – marcar brinquedos com a pulseira, tornou-se algo impossível para pobres mortais. Explico: as vagas para os brinquedos se esgotaram com uma média de 30 minutos. A galera do Rock in Rio club pode chegar com 30 min de antecedência à abertura dos portões e usar suas pulseiras para marcar os brinquedos. Logo, essa equação termina com um resultado nada legal para quem chega cedo mas não entra 30 minutos mais cedo…É preciso encontrar uma solução mais justa.

Hell is repetition

O ano é 2017, mas também poderia ser 1985, 2001,2011, 2013, 2015… enfim. Rock in Rio e seu looping eterno sustentado por uma essência da repetição. Não só são os artistas repetidos, como Bon Jovi, Sepultura e Maroon 5, por exemplo. Mas também existem vários elementos que fazem esse looping ser real.

Os elementos visuais e também audiovisuais do Rock in Rio

a cidade do rock mudou de lugar, mas parece ter sido transferida de uma vez com um guincho, com tudo que estava lá em 2015. Sabemos que não é bem assim, que há incrementos como o letreiro da entrada, o lago e a Gourmet Square. Porém, ainda sim parece que estamos no mesmo Rock in Rio de sempre. Será isso porque a arquitetura e layout do festival continuam mais ou menos iguais? O visual dos palcos, por exemplo? A marca? Aquele gingle sofrível dos anos 80? Talvez. O que tudo isso pode acarretar para um festival a longo prazo? Não sabemos ao certo, mas temos nossos palpites…

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

7 comments

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  1. Tato Bonaldo 25 setembro, 2017 at 09:20 Responder

    Foi minha primeira vez e achei incrível, em nada houve perrengue. Certamente a saída precisa melhorar, mas é complicado quando se está falando de 100K pessoas querendo ir pro mesmo lugar ao mesmo tempo. Não fiz cadastro da pulseira e deu na mesma. Espero que 2019 seja cashless. Enfim, já me preparando para retornar em 2019. A vocês, parabéns pelo excelente trabalho informativo, vou me inteirar em relação à festivais na gringa tb…rs Valeu!! 🙂

    • Gracielle Fonseca 25 setembro, 2017 at 10:05 Responder

      Muito contente que você teve esta ótima experiência, Tato! O Rock in Rio é nosso grande festival brasileiro, e eles estão realmente entendendo muitas coisas, aprimorando e respeitando mais os festivalgoers. Obrigada pelos elogios, nosso trabalho é esse, deixar vocês informados e preparados =) beijão!

  2. Rodrigo Furtado 25 setembro, 2017 at 15:52 Responder

    Parabéns pelo vídeo com a impressão de vocês e pelo trabalho. Gosto muito de ir em festivais e shos, mas geralmente fico só em SP. Foi a primeira vez que fui ao RIR e criei altas expectativas pois só ouvi elogios sobre a qualidade do som. Mas confesso que me decepcionei, achei o som no dia 23 bem ruim no palco mundo. Eu fui especialmente para ver o The Who, consegui um lugar bem na frente do palco, um pouco antes da mesa de som, mas achei o som muito embolado, quase não dava pra entender o que o Roger contava. O som só piorou quando o Guns subiu ao palco. Vocês tiveram a mesma impressão?

    • Gracielle Fonseca 26 setembro, 2017 at 09:40 Responder

      Ei, Rodrigo! Eu vi o Show do Who um pouco mais de trás, porque cheguei um pouco atrasada, depois da quarta música. Neste momento eu não percebi o som tão embolado não, achei que estava legal,melhor do que foi no Aerosmith dia 21, qdo o som estava meio baixo. Talvez a Pri tenha tido outra impressão, pois ela sim estava bem à frente. No show do Guns eu fui para frente e achei bom, então não sei, rsrs. Precisamos de mais gente falando sobre para tirarmos conclusões. E obrigada pelos elogios, querido!! Beijos e até!

    • Priscila Brito 26 setembro, 2017 at 10:13 Responder

      Oi, Rodrigo! Eu vi o The Who bem lá na frente, mas numa posição mais pra lateral esquerda do palco (mais ou menos na direção do Bob’s). Alto realmente não estava e me lembro de ter ouvido umas pessoas gritarem “aumenta o som!”. Quando acabou, muitos fãs saíram e eu consegui ir mais pro centro e pra frente do palco na hora do Guns (na direção do telão). Aí sim achei que o som estava satisfatório. Pelo visto, a distribuição do áudio não estava igual em todos os pontos.

  3. Renan 25 setembro, 2017 at 17:43 Responder

    Outro ponto a ser acrescentado foi a enorme fila dos banheiros femininos. Lembrei do post da Pri quando olhei aquela demora toda, enquanto que nem havia fila nos banheiros masculinos. Talvez seria de se pensar num banheiro unissex, mas no Brasil é algo complicado ainda. A estrutura está sensacional, mas o problema é o line up. Muita coisa repetida e Palco Sunset parecendo um Palco Brasil.

    • Gracielle Fonseca 26 setembro, 2017 at 09:43 Responder

      Ei, Renan! Hahaha é verdade. Mas pelo menos agora sinalizavam qual banheiro estava mais tranquilo para ser acessado.Porém, também concordo que os banheiros deveriam ser unissex!Concordo inteiramente com vc sobre o lineup… vi um dos sunsets mais decepcionantes de todos os tempos… apesar de tudo isso, me senti recompensada por ter visto grandes shows no palco mundo. Mas espero que voltem com aquela programação linda do sunset, como foi em 2015!

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