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Do que falamos quando falamos de turismo musical?

Desde o início destacamos o fato de o Festivalando ser movido não só a viagem para festivais de música, como também o fato de ser um projeto de turismo musical. Falamos assim, separadamente, porque são correlatos, mas não são sinônimos. Mas por mais natural que possa parecer pra gente falar disso, e por mais que tanta gente já tenha feito algum tipo de turismo musical em suas viagens, é curioso notar como basicamente não se fala sobre isso de um modo geral.

O turismo musical já é uma vertente bastante explorada e estabelecida lá fora, mas por essas bandas de cá ainda é meio ignorada – a não ser aqui no Festivalando. Como a gente está esse tempo todo encorajando um jeito novo de conhecer o mundo, tendo a música como bússola, já passou da hora de colocar os pingos nos is e falar, afinal, o do que estamos falando quando falamos de turismo musical.

Nós falamos de viajar para festivais e shows

turismo musical

Foto: Sandor Csudai – www.facebook.com/csudaisandor

É o nosso motor, não é mesmo? E também é provavelmente a forma de turismo musical que mais leva gente a se deslocar por grandes distâncias, ou pelo menos aquela sobre a qual há mais informação a respeito, com direito a números, cifras e estatísticas de mercado.

Mais que isso, viajar para festivais tem implicações para a experiência de turismo muito maiores do que simplesmente ir ver música ao vivo, como a gente destacou lá nos primórdios do Festivalando. Uma viagem para festival te obriga a sair da zona de conforto do turismo tradicional. Quando o festival é o seu destino, você acaba indo a cidades e países que não necessariamente estariam em seu roteiro numa viagem convencional, por exemplo. Ou acaba convivendo de uma maneira mais próxima com locais do que visitando os pontos turísticos tradicionais.

Nós falamos de conhecer lugares – inspirados, modificados, dedicados ou marcados pela música

Denis O'Regan/Divulgação

Denis O’Regan/Divulgação

Você pode ir a Berlim e visitar a Potsdamerplatz, o Portão de Brandemburgo e outros pontos famosos da capital da Alemanha. Ou você pode visitar esses mesmos lugares do ponto de vista do David Bowie, que viveu na cidade e criou uma relação com cada um desses lugares, tendo uma história bem peculiar para cada um deles.

Você pode visitar museus de arte e também visitar museus dedicados exclusivamente a uma banda, como os Beatles, Queen ou Ramones. Ou conhecer lugares que o destino quis que ficassem marcados pela música, como a John Lennon Wall, em Praga. Ou, então, ir a lugares que se fizeram importantes para a história da música e de um determinado gênero, como a Neseblod.

E ainda você pode se surpreender e descobrir que é possível fazer roteiros completos em cidades incluindo apenas passeios relacionados à música. Aplica-se a lugares diversos, seja Oslo ou São Paulo – onde provavelmente você já teve oportunidade de ir, mas sem nunca antes ter olhado para a cidade sob esse ângulo.

Nós falamos de conhecer e se conectar com a música local

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No papo que tivemos com a Gaía Passarelli sobre viagem para festivais e turismo musical ela chamou atenção para o fato de que ao incluir a música em uma viagem, é legal sair do conceito de música pop/indie/rock de festival. Como quando ela foi para o sul da Índia e procurou saber mais sobre a cultura musical local. “Se ficar com o radar ligado pra essas outras manifestações, isso vai ser sempre uma forma interessante de colocar música na vida”, ela falou pra gente.

Todo povo produz sua própria música e não vai faltar oportunidade para ter esse tipo de experiência, seja onde for. Gaía deu o exemplo da Índia, mas nem é preciso ir tão longe assim. O Rio de Janeiro, por exemplo, é uma cidade essencialmente musical, da Lapa às quadras das escolas de samba, passando pelos bailes funks.

Agora se joga e vai conhecer o mundo de outro jeito, fazendo turismo musical 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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