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Cinco lugares para fazer turismo musical no Rio de Janeiro

Se você acha que o Rock in Rio ou o Carnaval são o máximo que se pode ter em experiência musical durante uma viagem para o Rio, estamos aqui pra te provar que não é bem assim que a banda toca. Vocês já sabem que a gente ama não só viajar para festivais, como também inserir doses musicais nas nossas viagens. Em um lugar como a Cidade Maravilhosa, que protagonizou momentos importantes da música nacional, isso é tarefa das mais fáceis. Por isso, em parceria com a Expedia, o Festivalando te mostra onde fazer turismo musical no Rio de Janeiro.

Lapa

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Luiz C. Ribeiro via Shutterstock

Um dos bairros mais famosos do Rio de Janeiro é sinônimo de boemia, mas não existe boemia sem música. Basta uma caminhada para ouvir da rua a música que vem de dentro dos bares – rock, MPB, ritmos latinos. E essa é a única certeza que você vai ter antes de chegar lá. Porque flanar pelas ruas da Lapa é se deparar com experiências pop-up inimagináveis sempre acompanhadas de trilha sonora. Algumas das memórias mais legais e inusitadas que trago das minhas viagens ao Rio foram registradas em alguma esquina da Lapa, envolvendo música, claro.

Um dia antes de ver Paul McCartney no Engenhão, eu saí com meus amigos para um rolê na Lapa e fomos surpreendidos por um show de clássicos dos Beatles no meio da rua, fechando o quarteirão. Foi o melhor aquecimento pro show épico que eu assistiria no dia seguinte. Na época do último Rock in Rio, em plena quarta-feira, eu e Gra fomos pra Lapa passar o tempo. Começamos a noite num bar ouvindo cover de Faith no More e Foo Fighters e terminamos a madrugada dançando salsa na calçada.

Um colombiano de bermuda preta e camisa do Iron Maiden me puxou pela mão. Era professor de salsa e queria um par pra dançar. Me ensinou que eu tinha que seguir a marcação de quatro tempos, segurar os quadris e soltar os pés. Uma, duas, três, quatro músicas e a gente já era atração pros estranhos que também foram parar aleatoriamente naquela calçada – alguns brasileiros, um peruano, um argentino, um alemão. Parecia cena de um filme do Fellini.

Você pode encontrar mais dicas da vida noturna no Rio de Janeiro que a Expedia Brasil separou.

Circo Voador

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Michelle Castilho/Circo Voador

O Circo Voador é praticamente um monumento obrigatório pra quem guarda pelo menos o mínimo de simpatia pelo rock nacional. O espaço que nasceu no Arpoador para dar vazão a grupos de teatro nos anos 1980 se mudou e fixou-se na Lapa (olha ela!) pouquíssimo tempo depois para ser um palco de lançamento das bandas que consolidaram o rock no Brasil. Legião, Barão, Paralamas, todo mundo fez shows memoráveis ali.

O melhor de tudo é que o Circo não vive de passado e segue firme como um dos principais espaços culturais da cidade, com programação intensa e em muitos casos acessível. Confira sempre a agenda da casa quando for ao Rio, pra não correr o risco de perder coisas como um show da Céu e do B Negão ao custo de um 1 kg de alimento, como aconteceu na minha mais recente ida ao Rio de Janeiro.

Estátuas

Algumas cidades têm estátuas de figuras mitológicas, religiosas ou históricas. O Rio tem estátuas de compositores e isso é lindo, não é mesmo? Mais ainda porque sobrou espaço pra todo mundo, do samba ao rock, passando pela bossa nova e forró.

Tom Jobim, Cartola, Braguinha, Noel Rosa, Tim Maia, Dorival Caymmi, Renato Russo, Pixinguinha, Ismael Silva, Luiz Gonzaga, Adelino Moreira e Ary Barroso estão espalhados por diversos pontos do Rio de Janeiro. É um convite pra conhecer os bairros da cidade e ter uma aula de história da música brasileira. Ah, Michael Jackson também ganhou estátua em sua homenagem!

Veja no mapa a localização de cada uma delas:

Do Leme ao Pontal

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Donatas Dabravolskas via Shutterstock

Bom, aqui a música não é parte intrínseca do passeio, mas apenas uma inspiração. Não importa se você gosta ou não da música do Tim Maia, apenas use-a como um convite para conhecer as praias do Rio fora do circuito turístico Copacabana-Ipanema-Leblon. A gente meio que se acomoda e opta pelo mais fácil e mais conhecido e acaba se restringindo a esses três locais. Mas o fato é que a Praia do Leme está logo antes de Copacabana e a Praia do Pontal, um pouco depois da Barra. E no meio do caminho tem mais um monte com novos cenários pra conhecer (Arpoador, Joatinga, Prainha, Reserva, Recreio).

Quadras, becos e comunidades

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Bossa nova, funk e samba nasceram ou se desenvolveram no Rio (não vamos entrar na treta da origem baiana ou carioca do samba) e se você se interessa por algum desses gêneros pode ouvi-los nos locais onde eles foram estabelecidos. As escolas de samba realizam ensaios regulares em suas quadras, o Beco das Garrafas foi revitalizado para regatar a aura dos bares onde se desenvolveu a bossa nova e os bailes funk são regulares nas comunidades.

O Festivalando produziu este post com dicas do Rio de Janeiro a convite da Expedia Brasil.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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