mulheres no Brutal Assault.Gra e Pri, mulheres festivaleiras no Brutal Assault (República Tcheca)

Como conseguimos viajar para 28 festivais e 15 países em dois anos

Dia desses eu compartilhei em um grupo do Facebook o nosso post com dicas para fazer um mochilão de festivais e de imediato alguém comentou: “primeiramente, dinheiro”. não deixa de ser verdade. Você precisa ter uma fonte de renda para começar a pensar em usar parte do seu dinheiro para conseguir viajar para festivais – ou para qualquer outro tipo de viagem, vá lá. Mas não é preciso um cofre do tio patinhas pra isso.

Eu e Gra viajamos na base da economia e não na base da sobra de dinheiro; ajudamos nossas famílias. Temos hoje uma flexibilidade de tempo melhor, mas fazemos frilas, estudamos, continuamos tendo prazos e compromissos para cumprir. Mas além de fazer nossas viagens com base em planejamento e sempre economizar, como já falamos tantas vezes aqui, nós também levamos em conta alguns princípios que fazem a diferença para que a gente siga sempre viajando para festivais e possa ~ostentar~ esses números que você viu aí no título do post, 28 festivais em dois anos.

Mas, veja bem, não queremos dizer que você tem que fazer ALOKA e bater essa meta (mas se você quiser bater ou até dobrar a meta, nós super apoiamos). A ideia é só mostrar que se esses números são possíveis, números menores ainda são também possíveis.

Nós definimos um objetivo claro

viajar para festivais

Nosso desejo maior é poder sempre viajar para grandes festivais e conhecer países maravilhosos, mas só ter essa vontade genérica não é suficiente pra te fazer sair do lugar. Sempre sabemos para onde exatamente queremos ir da próxima vez. Já no ano passado, por exemplo, a Gra havia definido que o Graspop, na Bélgica, era uma das prioridades dela pra esse ano.

Lição:

Se você define de antemão para onde quer ir, fica mais fácil se organizar e determinar como você vai chegar até lá, quando será a época ideal para ir, quanto vai ter que gastar e como irá se preparar para tudo isso.

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Nós aproveitamos oportunidades

Eu, Gra e Paula naquela lindeza de Budapeste

Eu, Gra e Paula naquela lindeza de Budapeste

Preste atenção nas oportunidades que você pode ter para otimizar sua viagem. Isso vale desde chances para gastar menos até formas de aproveitar o máximo no pouco tempo que você tiver disponível. Como?

Quando eu e Gra fizemos o nosso primeiro mochilão de festivais, passando por sete festivais europeus em dois meses, já havíamos estipulado que nossa partida seria em junho. Atentas às promoções de passagens, encontramos uma justamente pra voos nesse período e compramos nossos bilhetes por mil reais a menos (viu como definir as coisas ajuda?). Incluímos a Hungria e o Sziget no nosso roteiro porque a Paula, nossa amiga, estava morando em Budapeste na época e podia nos hospedar. Foram duas semanas sem ter que gastar com hotel.

Em outros casos, você pode se livrar do gasto com ingresso em troca do seu trabalho. Já demos dicas e fizemos listas sobre como ser voluntário em festival na Europa e nos Estados Unidos e no Canadá. A Gra, inclusive, foi voluntária no Roskilde, na Dinamarca.

Saiba também que na Europa e nos Estados Unidos, durante o verão, há uma quantidade enorme de festivais concentrados em datas muito, mas muito próximas. De repente, num intervalo de 15 ou 20 dias você consegue encaixar no roteiro dois ou três festivas.

Em resumo:

Tem [email protected] [email protected] estudando no exterior? Por que não procurar um festival que role onde [email protected] está morando? Decidiu que você vai, digamos, para um festival na Bélgica no fim de junho? Que tal pesquisar um pouco mais e ver se não tem algum festival rolando um fim de semana antes ou depois nos países vizinhos (Holanda, França, Alemanha) ou na Bélgica mesmo?

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Nós fazemos concessões

viajar para festivais frança

É preciso reconhecer que às vezes simplesmente não dá pra fazer tudo que você quer, nem quando envolve tempo, nem quando envolve dinheiro. E às vezes a gente tem o hábito de gastar com coisas que não são tão necessárias. No vídeo selfie sobre como economizar dinheiro para viajar para festival eu e Gra comentamos sobre isso.

A Gra fala sobre como às vezes compensa deixar de ir naqueles shows menores de fim de semana por um tempo ou carregar lanches de casa ao invés de comer fora para guardar dinheiro e, pouco a pouco, acumular dilmas pra uma viagem maior. Eu contei como fiquei os últimos dois anos sem gastar com roupa nova e mesmo assim separei várias peças em boas condições que não usava mais para doação (e minhas gavetas continuam cheias). Convenhamos, pra quê continuar comprando roupa nova todo mês se economizar esse dinheiro vai me ajudar a viajar pra festival todo ano?

Pense:

O dinheiro na maioria das vezes não é suficiente pra tudo que a gente necessita, mas nem todo dinheiro que a gente gasta é realmente necessário.

Nós nos abrimos para novas possibilidades

viajar para festivais

Às vezes o seu desejo é passar o verão inteiro na Europa pulando de festival em festival, mas pode ser que sua realidade financeira ou disponibilidade de tempo ainda não se ajustem a esse desejo. Mas por que ir pra tão longe sempre?

Pra quem gosta de música eletrônica, por exemplo, o Brasil está cheio de festivais de EDM com experiências incríveis nos quatro cantos. A América Latina é sempre um destino mais em conta pra quem ganha a vida em reais e tem uma riqueza cultural linda e um monte de grandes festivais, inclusive festivais gratuitos (a propósito, um deles é o Rock Al Parque, na Colômbia, um dos maiores e melhores festivais da América do Sul).

No ano passado eu fui para o Lollapalooza Chile, Estereo Picnic e Asunciónico (neste último eu paguei menos de R$ 160 pra ver todo mundo que tocou no Lolla Brasil por um preço bem mais alto). Vi Jack White, Skrillex, Kooks, Robert Plant, Major Lazer, Smashing Pumpkins, Foster the People e mais uma pá de artista. Conheci gente nova, matei minha vontade de conhecer Bogotá, me encantei com Santiago e me surpreendi com Assunção, além de ter treinado muito o espanhol que estudei durante a faculdade.

Saldo final:

Numa viagem de 20 dias por três países e três festivais eu gastei um pouco mais do que gastaria apenas com uma passagem aérea para a Europa com as tarifas padrão.

Se você se animou com essas dicas e quer tirar sua viagem do papel, comece por aqui.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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