queen em montreuxFotos Priscila Brito

Seguindo os passos do Queen em Montreux

As lojas de souvenir em Montreux, na Suíça, vendem réplicas de plástico de queijos, chocolates e mini-estátuas de Freddie Mercury. O vocalista do Queen não era suíço. Veio ao mundo em Zanzibar, território britânico à época de seu nascimento. Mas ele e sua banda fazem parte da paisagem e da história da cidade. Foi lá que Freddie morou a partir dos anos 1980 e o Queen gravou seus sete últimos discos. As marcas dessa relação estão lá para turista e fã ver. A estátua de Freddie Mercury, um dos principais pontos de visitação da cidade, e uma exposição permanente (e gratuita!) sobre a história e a trajetória do Queen em Montreux.

Freddie e as boas vindas aos fãs do Queen em Montreux

A estátua de bronze de Freddie com punho erguido saudando o maravilhoso lago Léman é um daqueles pontos inescapáveis de uma cidade. Até se você não for fã do Queen vai se esbarrar com ela. Está desde 1996 na Praça do Mercado, ponto central de Montreux, por onde fatalmente você vai passar indo ou vindo de qualquer lugar. É um memorial singelo, simples, mas extremamente popular. Freddie nunca fica sozinho. Tem sempre alguém para tirar uma foto com ele, para deixar flores ou mensagens.

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Eu desisti de tirar uma foto decente com a estátua, pois estava sozinha e precisaria pedir alguém para me fotografar. Pela altura da estátua, um selfie não funciona. As tentativas de uma boa foto teriam que ser muitas e precisaria de alguém com muita paciência (leia-se: um amigo) para tanto.

Queen Studio Experience

A poucos metros dali, com uma caminhada de menos de dez minutos, está o Casino Barrière, uma joia de Montreux que hospeda máquinas de jogos em um enorme salão e também a Queen Studio Experience. A escolha do cassino para a exposição permanente sobre a banda é simples: era lá que ficava instalado, até 2002, o Mountain Studios, o Abbey Road do Queen.

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A banda chegou lá em 1978 para gravar o álbum “Jazz” e nunca mais abandonou o local. Sentiu-se tão à vontade que gravou quase todo o resto de sua discografia no Mountain. “Hot Space”, “A Kind of Magic”, “The Miracle” e “Innuendo”. A lista ainda inclui o derradeiro “Made in Heaven”, finalizado após a morte de Freddie e cuja foto da capa é a vista que o vocalista tinha de seu apartamento em Montreux. “Live Killers”, disco ao vivo, foi mixado lá também. Mais que isso: entre 1979 e 1983 o Queen foi o proprietário do estúdio.

O espaço dedicado à mostra é pequeno, mas cumpre bem a proposta de contar a história do Queen e sua relação com o estúdio. A primeira parte, instalada onde antes funcionava um dos bares do casino, se dedica à parte histórica. Quem não é fã tão devotado fica sabendo mais detalhes sobre os grandes feitos da banda; quem já é tem de presente uma quantidade caprichada de memorabília: materiais promocionais, discos raros, figurinos originais de Freddie e muitos manuscritos (eu, pessoalmente, adoro ver manuscritos de grandes figuras. Já vi do Bowie, de Lennon e McCartney, além desses de Freddie. Acho que são uma forma de trazer a presença da pessoa para perto de você).

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Muito perto de Freddie

A grande estrela da exposição, porém, é a sala de controle do estúdio. Ela é mantida intacta e da maneira exata como era usada pelo Queen. É apenas uma sala de um estúdio de gravação, mas como foi ali que Freddie gravou os últimos vocais de sua vida – o último de todos foi para a música “Mother Love”, essa parte da mostra aposta muito na evocação da presença do vocalista.

Uma réplica menor da famosa estátua da Praça do Mercado está um dos cantos da sala, num belo jogo de luz e sombra. Na outra ponta, há uma placa que indica o ponto exato onde Freddie se posicionava para gravar sua voz. No centro, a mesa de som vira brinquedo para os fãs. Enquanto toca alguma música do Queen, é possível mover alguns controles para brincar com a voz e os instrumentos.

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Para todos os fãs de rock

Visitar o Casino Barrière e a Queen Experience, e em especial a sala de controle, é um passeio válido para qualquer um que gosta de música – e não necessariamente só para fãs do Queen. O Mountain Studios foi o local onde também gravaram Nina Simone, AC/DC, David Bowie, Iggy Pop, Rolling Stones, Yes, Rick Wakeman, Led Zeppelin, Brian Ferry e Stan Getz, como eu contei nessa playlist aqui, quando eu estava prestes a chegar na Suíça.

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Casino Barrière, atração à parte

O Casino Barrière, por sua vez, se cruza de maneiras curiosas e quase anedóticas com a história do Festival de Jazz de Montreux, motivo que me levou até a cidade. Nos primeiros anos, o local recebia shows do festival. Em 1971, durante um show de Frank Zappa no festival, um maluco acendeu um sinalizador. Botou fogo no cassino, que só abriria cinco anos depois, após terminadas as reformas para reparo do local. O Deep Purple não deixou o episódio passar em branco e compôs e gravou em Montreux “Smoke on the Water”, totalmente inspirado no incidente.

Outro clássico do rock, pertencente ao Queen, também só nasceu graças aos acasos do Festival de Montreux. David Bowie estava na cidade para acompanhar o evento e foi jantar com Claude Nobs, fundador do festival. Nobs lembrou que o Queen estava na cidade por aqueles dias gravando no Mountain. Sugeriu, então, que Bowie fizesse uma visita à banda. Do encontro despretensioso que varou a noite saiu nada mais que “Under Pressure”.

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Detalhes práticos

Claro, uma visita ao Casino Barrière também pode render algumas horas de diversão e jogatina se você tiver muitos dinheiros suíços para arriscar nos caça-níqueis, roletas e outras maquininhas coloridas. O cassino fica aberto diariamente das 10h até as 3h ou 5h da manhã do dia seguinte, dependendo do dia da semana. A Queen Studio Experience também fica aberta diariamente, das 10h às 22h, e tem entrada gratuita.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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