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Mega shows, rock stars e talentos perdidos: turismo musical em Los Angeles

Não é só de Hollywood que se alimenta Los Angeles. Assim como a indústria do cinema, a indústria da música tem uma relevância tremenda na cidade. O Grammy, celebração maior dessa indústria, é a grande festa da cidade ao lado do Oscar. Grandes gravadoras se estabeleceram lá. Muitas bandas, na encruzilhada Nova York x Los Angeles, escolheram a segunda como o caminho da sorte.

Por tudo isso, o turismo musical em Los Angeles carrega essa marca da indústria: tudo é grandioso, cheira a rock star, soa como bling rings. E com um ventinho de decadência soprando de leve. É que aquilo que costumamos chamar de indústria da música está ruindo faz tempo e sobre esses escombros está sendo construída uma nova fundação. Passear por alguns dos lugares que eu vou descrever na sequência às vezes parece um anacronismo ou saudosismo eterno. Mas sem que se estrague o fascínio que essa mesma indústria tem no nosso imaginário. Décadence avec élégance.

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Turismo musical em Los Angeles: um passeio por toda a cidade e além

Reflexões cabeçudas à parte, o bacana desse roteiro de turismo musical em Los Angeles que você vai ver a seguir é a possibilidade de poder circular por lugares interessantes na cidade e nos seus arredores. Vamos para Downtown La, para Hollywood (claro!) e saímos dos limites rumo a Santa Monica e Pasadena.

Favorite o link, acompanhe pelo mapa e guarde esse post com carinho para conhecer Los Angeles de um outro jeito. By the way, uma ótima maneira de deixar sua viagem mais musical, seja em uma visita tradicional à cidade ou como esticada no pós-Coachella (uma parada praticamente obrigatória depois do festival, certo?).

Grammy Museum, Downtown LA

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Se estamos falando tanto de indústria, impossível não começar esse passeio musical por Los Angeles senão pelo Grammy Museum. Sim, fizeram um museu para homenagear a premiação que condecora os melhores artistas [capazes de salvar a indústria] da música. E, olha, é bem divertido, viu?

Super multimídia e interativo, o Grammy Museum tem jogos interativos, instrumentos musicais, vídeos e estações de áudio, simuladores de estúdios de gravação. A história da premiação tem seu lugar nesse aparato todo, mas não só. A história de gêneros musicais, a evolução da tecnologia de gravação e outros temas correlatos são apresentados de um jeito muito amigável.

Há também exposições temporárias. Quando estive lá, a mostra da vez era sobre o clássico Monterey Pop Festival, que aconteceu em 1967. Eventualmente, há também sessões especiais com convidados. Uma semana depois de eu ir embora de Los Angeles, Dan Auerbach ia fazer um pocket show no museu, por exemplo. Consulte o site do museu para saber a programação completa. No fim, tudo é uma ótima desculpa para você gastar uma tarde inteira do melhor jeito possível: ouvindo música e aprendendo mais sobre ela.

O museu fica no LA Live, um mega complexo de entretenimento com casas de shows e restaurantes, e é adjacente ao Staples Center, atual casa do Grammy.

Calçada da Fama e Rock Walk, Hollywood

Do centro rumo ao norte de Los Angeles, para um dos bairros mais famosos do mundo, Hollywood. Na principal atração do motor do cinema nos Estados Unidos, a música ocupa um espaço considerável. Falo da calçada da fama e dos muitos artistas da música que ganharam uma estrela ao lado dos grandes nomes do cinema.

Artistas de épocas e estilos tão diversos quanto Carmen Miranda, Queen Latifah, Janis Joplin e Shakira têm uma estrela ao longo da extensa Hollywood Boulevard, onde fica a calçada da fama. A graça é ir caminhando e se surpreendendo com os nomes que aparecem a cada passo.

Porém, é um “anexo” da calçada, na Vine Street, uma das ruas que corta a Hollywood Boulevard, onde se encontra a maior concentração de estrelas musicais. Não é por acaso. Elas estão justamente no quarteirão onde fica o prédio da Capitol Records, um dos impérios da era das grandes gravadoras – com ninguém menos que os Beatles no seu elenco.

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O prédio por si só já vale uma admirada, pois tem uma arquitetura toda peculiar, circular. Bem ao lado fica um mural LINDO que também vale a contemplação: um grafite com estrelas do jazz que também fizeram parte do catálogo da Capitol, como Nat King Cole.

Só rock

A dois quarteirões ao sul da Hollywood Boulevard, mais precisamente na Sunset Boulevard, se encontra uma calçada da fama exclusivamente concebida para o rock. É a Hollywood Rock Walk, localizada na calçada da Guitar Center, uma grande loja de instrumentos de Los Angeles.

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Aqui, no lugar das estrelas entram os moldes das mãos de astros do rock gravados em blocos de cimento. As mãos dos integrantes do Motörhead, Iron Maiden, Sonic Youth, Chuck Berry e outros estão lá, assim como os bustos de outros ilustres, como Muddy Waters e Miles Davis.

Caminhando mais um pouco, você vai chegar no trecho da avenida chamado Sunset Strip, onde se desenrolou boa parte da história do rock nos anos 1970 e 1980.

Amoeba Music, Hollywood

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Alex Millauer via Shutterstock

Ainda em Hollywood, ainda na Sunset Boulevard, fica o que poderíamos chamar de um memorial da resistência. A gigante Amoeba Music, uma das poucas lojas de discos gigantes de outros tempos a resistir de pé aos tsunamis do mp3 e do streaming (a exemplo da Rough Trade, que visitei em Nova York, a HMV, lá em Londres, e a Neseblod, que a Gra foi conhecer em Oslo, ou a Cogumelo Records, uma instituição em BH).

Entrar na Amoeba Music é como acessar um portal mágico para os anos 1990. CDs, fitas K7, fanzines e cartões com a face de Kurt Cobain. É impressionante o mar de balcões e balcões separados por gêneros musicais. Há também sessões de pôsteres, camisetas e livros.

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O mais legal da loja são os shows. Verifique o site da loja quando estiver em Los Angeles para saber a programação. Perdi um do Matisyahu por ter vacilado em não checar antecipadamente o calendário. Os shows são gratuitos, mas com lotação limitada. Porém, quem compra algum merchandising relativo ao evento tem entrada garantida.

Músicos de rua, Santa Monica

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Federico Rostagno via Shutterstock

Em direção à grande Los Angeles, a oeste, chegamos a Santa Monica, região que pode ser facilmente confundida com um bairro de LA, mas é na verdade uma cidade à parte. A propósito, cidade com clima de férias permanente. A praia que leva o nome da cidade; o famoso pier com parque de diversões e restaurantes; a Third Street Promenade, rua exclusiva para pedestres que concentra grandes lojas. Tudo é um convite para a diversão sem fim.

No meio disso tudo, músicos de rua. Muitos deles. Dos bons, talentosíssimos. O Santa Monica Pier e a Third Street Promenade são o espaço oficial para a apresentação deles. Oficial mesmo, pois este é um mercado tão concorrido na região que é preciso ter uma licença da prefeitura para se apresentar na rua. A autoridade local regulamenta todo o o processo, inclusive o tempo e o local exato onde cada artista deve ficar.

É o que sobrou para gente tão talentosa que teve a (in)felicidade de nascer em um mercado artístico tão concorrido e saturado como o da música pop norte-americana.

Rose Bowl, Pasadena

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Joseph Sohm via Shutterstock

Novamente fora dos limites de Los Angeles, agora na direção norte, vamos para a Pasadena, a cidade onde moram Sheldon, Leonard e Penny. É lá que fica o estádio Rose Bowl, mais conhecido por nós brasileiros como o estádio do É TETRA É TETRA, mas na realidade um palco constante de mega shows (ao lado do Hollywood Bowl).

Eu fui até lá para ver o show do U2 na Joshua Three Tour. Na saída, dei uma olhada no cartaz com as atrações seguintes: Metallica, Green Day, Coldplay. Só gente pequena, né?

Quando for a Los Angeles, verifique o site do estádio para saber da programação. Talvez você tenha a sorte de ver a sua banda preferida em um show no Rose Bowl.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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