turismo musical em nova york strawberry fields central parkLady Writer via Shutterstock. Demais fotos: Priscila Brito

Ao vivo, nas ruas e na história: como mergulhar no turismo musical em Nova York

Nova York é uma das cidades “mais tudo” do mundo. Dentro desse tudo, inclua o adjetivo musical. Experimentar a música na cidade, dos mais variados jeitos, é tarefa fácil. Ou não. A quantidade de lugares, eventos e situações em que é possível se esbarrar com música é tão grande que daria para escrever um guia inteiro sobre turismo musical em Nova York.

Como a cidade é um dos grandes centros do mundo, acabou também se convertendo em um dos centros da indústria da música. Muitos artistas e movimentos musicais nasceram ou pra lá migraram (e ainda o fazem) para se projetarem. O resultado é uma lista gigante de coisas a fazer e conhecer para caçadorxs de música “no estrangeiro”, como a gente aqui no Festivalando.

Nas duas semanas em que estive lá, vivenciei muito o lado musical da cidade, e ao mesmo tempo tive que deixar muita coisa pra trás. Haja tempo e dinheiro para dar conta de tudo que esse furacão chamado Nova York joga pra cima da gente! Mas fico satisfeita que eu tenha conseguido experimentar de tudo um pouco: shows ao vivo, os lugares históricos e os melhores endereços da música.

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Turismo musical em Nova York e história: jazz, punk e outros sons históricos

Junto com outras cidades dos Estados Unidos, Nova York é um dos berços do jazz; e dividindo o título com Londres, a cidade que nunca dorme foi um dos epicentros do punk. Pra que ninguém se esqueça disso, há museus oficiais e extra-oficiais. A história da música (e de quem a fez) também é lembrada de outras formas.

Louis Armstrong House Museum e National Jazz Museum

Um dos nomes mais influentes do jazz, Louis Armstrong tem seu próprio museu em Nova York. Mais precisamente, a casa onde o músico viveu seus últimos trinta anos foi transformada em museu. Os cômodos foram preservados e complementados com objetos, instrumentos, documentos (inclusive a partitura de “What a Wonderful World”) e textos que ajudam a contar a história de vida de Armstrong.

turismo musical em nova york louis armstrong house museum

O museu fica no Queens, uma ótima desculpa para sair do tradicional circuito de Manhattan e conhecer a vastidão de Nova York e o distrito onde se formou os Ramones e hoje tem uma população de origem latina numerosíssima. A visita ocorre necessariamente através de um tour guiado que dura uns 30, 40 minutos e que começa de hora em hora. Enquanto você espera pelo próximo tour, ou depois – como preferir, você pode visitar os jardins e uma pequena sala de exposições co mais material sobre a vida de Armstrong.

Já no Harlem fica o National Jazz Museum, um dos muitos museus dedicados ao jazz espalhados pelos Estados Unidos. Esse está na lista de coisas que eu não tive tempo de fazer, mas ficou no quase. Aos domingos (dia que eu planejava ir lá), você pode visitar o museu e curtir um show de jazz na sequência.

CBGB – ou o que sobrou do templo do punk

Quem está chamando o CBGB de museu sou eu, e estou colocando-o na categoria dos “extra-oficiais”. É que desde meados dos anos 2000 o clube que se tornou histórico por abrigar os shows da cena punk foi comprado pelo estilista John Varvatos, que lá instalou sua loja de roupas masculinas.

Porém, Varvatos é um grande fã de música e fez questão de preservar a estrutura original do clube. Ainda é possível, por exemplo, ver os cartazes e flyers colados nas paredes. Como a música passa pelo próprio conceito das coleções do estilista, a decoração da loja também é toda musical. Pôsteres, discos, instrumentos e fotografias decoram o lugar. Logo na entrada, há uma banca com os últimos lançamentos em vinil. E a trilha sonora, adivinha?

east village nova york

Vale muito a visita. E não se preocupe em entrar numa loja de roupas caras só para conhecer o passado do local. Os vendedores aparentemente estão super acostumados com essa peregrinação e não se importam com esse tipo de ~cliente~.

Bônus 1: Strawberry Fields

O memorial de John Lennon no Central Park é um dos pontos mais visitados do parque em questão e, provavelmente, de toda a cidade. Foi criado com a intenção de ser um lugar silencioso e para meditação (um guia de áudio narrado pela Yoko, ativado via QR code, conta em detalhes a história). Mas a grande quantidade de turistas e os músicos de rua que ficam lá tocando músicas dos Beatles em troca de gorjetas mudaram radicalmente o sentido da coisa.

No fim, é aquela coisa: as pessoas vão lá, fazem fila, tiram uma foto e pronto. Tomara que elas ao menos se lembrem de que John viveu na cidade e teve um fim trágico.

Bônus 2: os instrumentos do Met

Quase ninguém sabe, e praticamente ninguém deve ir lá por essa razão, mas o fato é que o Met – apelido do carinhoso do Metropolitan Museum of Art de Nova York, um dos lugares mais visitados da cidade – tem uma galeria inteira só com instrumentos musicais. Infelizmente, a galeria estava fechada para manutenção durante a minha visita, mas lembre-se disso se for lá!

Os endereços da música ou como ver capas de disco ao vivo

Eu escrevi um texto inteiro dedicado ao East Village. O bairro localizado em Lower Manhattan ficou marcado pela efervescência cultural nos anos 1960 e 1970 que a reboque levou muitos artistas a usarem as ruas da vizinhança como cenário para suas capas de disco. Essa coincidência incrível colocou Bob Dylan, Led Zeppelin, Ramones e New York Dolls em endereços muito próximos.

Mas os endereços das capas de disco não se restringem aos limites do East Village. Kiss, The Who, Velvet Underground e outros mais também deram outro sentido para endereços triviais de todos os cantos de Nova York. No mapa você decide encontra todos eles e decide qual caminho musical vai fazer.

Bônus: Rough Trade

A gravadora independente que se desmembrou em loja de discos tem sua matriz e todas as demais filiais na Inglaterra. Mas a loja de Nova York – a única do outro lado do Atlântico – é a maior de todas. É um playground delicioso para escutar e descobrir música nova à moda antiga. A loja te um calendário de shows bem recheado também. No dia em que estive lá, foi exatamente para ver um dos shows do Northside Festival.

Música ao vivo: shows, shows, shows e mais shows

Se você quer ver shows, o lugar é aqui. Qual artista não quer incluir uma data em Nova York na sua turnê? Mas o Festivalando adverte: os shows são tantos que você pode acabar ocupando todos os seus dias lá vendo bandas ao vivo!

Shows de graça: motivos para amar Nova York

Já compartilhei o segredo aqui: o verão é a temporada de shows de graça em Nova York. E não é qualquer show de graça, é show de artista cujo ingresso aqui no Brasil custaria horrores. Tipo Bruno Mars. Tipo Green Day. Leia o post detalhado e saiba como não perder esse presente dos deuses da música.

shows de graça em nova york

lev radin via Shutterstock

Festivais <3 <3 <3

Quando o assunto é festivais nos Estados Unidos, west coast rules (por enquanto). Mas Nova York está pouco a pouco criando seus próprios festivais de expressão e isso, inclusive, era um dos assuntos da imprensa quando estive lá. Eu fui ao Governors Ball (o mais cobiçado dos festivais de verão da cidade no momento) e ao Northside Festival. Mas a oferta só cresce. Faça uma pesquisa no nosso buscador de festivais pra ter uma ideia dos festivais que rolam em Nova York 😉

Bônus: as grandes casas de show

Sabe aquelas casas de shows de que você sempre ouviu falar, mas estava muito longe para poder frequentar? Estando em Nova York, veja quem está na programação do Madison Square Garden, do Radio City Music Hall ou Apollo Theater (estes dois últimos têm visitas guiadas fora dos horários de eventos). Se vai sobrar dólares para ver um show num desses lugares é outra história, mas não custa tentar, né? Vale também dar uma olhada no Webster Hall, no Brooklyn Bowl e no Brooklyn Academy of Music.

Como música pouca é bobagem, continue no clima da Big Apple com essa playlist de viagem para Nova York 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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