Fotos Priscila Brito

Dicas de viagem para o Lollapalooza Chile

Já pensou em sair daqui do Brasil para dar uma espiadinha no Lollapalooza Chile? Pois então está na hora de você começar a se programar. A filial chilena do festival, primeira a se estabelecer aqui na América do Sul, já anunciou suas datas para 2016: dias 19 e 20 de março, no mesmo batlocal, o Parque O’Higgins, em Santiago. A venda de ingressos também já tem data: a partir de 11 de agosto. Nossos hermanos campeões da América sempre soltam essas informações com muita antecedência, o que te ajuda a planejar sua viagem para o Lollapalooza Chile.

Eu fui ao Lolla chileno este ano e digo: VÁ. Vá porque Lolla Chile é <3. É um festival com acesso muito fácil, em uma região central de Santiago, água de graça (fundamental no verão escaldante do Chile) e algumas atrações gringas “de brinde”, que tocam lá, mas não tocam no Lolla daqui (neste ano, por exemplo, o Chile teve Chet Faker e Cypress Hill). Se você quer mais detalhes sobre o clima e as condições do festival, pode ler minhas impressões e também uma avaliação da estrutura. No nosso ranking geral de festivais, o Festivalômetro, o Lollapalooza Chile tem nota 8.8 e está no Top 5.

viagem para o lollapalooza chile

A seguir, dou mais informações e algumas sugestões para você se orientar no planejamento da viagem:

Ingressos

Como eu disse acima, os ingressos estarão à venda a partir de 0h01 do dia 11 de agosto no www.puntoticket.com (o fuso é o mesmo de Brasília). Como em tantos outros casos, o site exige cadastro e há uma área específica para registro de clientes estrangeiros. Para o Lolla deste ano, estrangeiros podiam comprar utilizando PayPal ou WebPay. Se você quiser se precaver um pouco mais, também deixe seu cartão de crédito internacional a postos (e lembre-se de desbloqueá-lo para compras no exterior).

No total, são seis lotes de ingressos. Para dois dias de festival, os valores variam de R$ 320 (Early Bird) a R$ 730 (último lote). Se você quer mesmo garantir esse precinho amigo do Early Bird, CORRA e compre (ou tente comprar) assim que as vendas forem abertas, pois este lote de ingressos evapora por motivos óbvios. Veja abaixo os valores de cada lote para os ingressos válidos para o fim de semana (ainda não há informações sobre os ingressos diários). Os preços estão convertidos em reais, com taxas inclusas e com base na cotação do peso chileno de 7/08.

Early Bird – R$ 320
Lote 1 – R$ 435
Lote 2 – R$ 510
Lote 3 – R$ 565
Lote 4 – R$ 640
Preço normal – R$ 730

O lineup completo tem saído entre outubro e novembro nos últimos anos, simultaneamente com o lineup do Brasil e da Argentina. Você pode esperar até lá pra se decidir, mas fique sabendo que Noel Gallagher, Of Monsters and Men, Mumford and Sons e Alabam Shakes já estão agendados para o festival no Brasil, o que sugere forte possibilidade deles tocarem no Chile também (eventualmente, há uma atração graúda do Brasil que não vai pro Chile. Neste ano eles não tiveram Pharrell; no ano passado não tiveram Muse). Estes nomes não foram confirmados oficialmente pela produção do Lolla no Brasil, mas foram anunciados pelo José Norberto Flesch, editor do jornal Destak e uma das principais fontes quando o assunto é shows internacionais no Brasil.

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Onde ficar em Santiago

O Lolla acontece no Parque O’Higgins, um dos principais e mais antigos de Santiago, localizado na região central da cidade, como você vê na foto acima. Sendo assim, a sugestão é procurar hospedagem no centro de Santiago, principalmente nos arredores da avenida Bernardo O’Higgins, entre as estações República e Universidade Católica.

Não é só porque você vai estar na região próxima ao local do festival. É também porque nessas imediações você vai ficar muito perto do metrô e também de vários pontos de interesse da cidade, como o Cerro Santa Lucía, o Paseo Ahumada, a Plaza de Armas e o Palacio de la Moneda. O mercado de Santiago também não está muito longe desse ponto. Pra maioria deles, você terá que passar por pouquíssimas estações do metrô, ou, se for animado como eu, vai poder até ir a pé.

Se você quer facilitar sua vida, dá uma olhada nesta seleção de hotéis em Santiago que eu fiz pensando em quem vai ao Lolla Chile

santiago chile

Plaza de Armas, no centro de Santiago

Eu fiquei neste hostel a meio caminho do Parque O’Higgins e a meio caminho da avenida Bernardo O’Higgins. De metrô, foram duas estações apenas até chegar ao Lolla. Dava até para ir/voltar a pé. À noite, via da janela do quarto o pessoal voltando andando do festival. Evitei esse desgaste nos dias de Lolla, mas nos dias em que tirei para conhecer Santiago fui a pé para o Cerro Santa Lucía e para o Paseo Ahumada, por exemplo. Adoro andar a pé quando estou viajando para mergulhar um pouco mais nas cidades.

Outra vantagem de ficar próximo à avenida O’Higgins é que nela passam algumas das linhas de ônibus com acesso ao aeroporto (mais detalhes adiante).

Quantos dias ficar

Eu fiquei cinco dias em Santiago. Foram dois dias só por conta do Lolla e mais três para turistar. Foi suficiente para conhecer os pontos principais da cidade. Mas acontece que há muito mais o que fazer (e, talvez, a necessidade de mais dias) se você extrapolar os limites de Santiago. Por exemplo, ir a Valparaíso ou Viña del Mar (há quem faça bate-volta). Ou visitar as Cordilheiras dos Andes, ou as vinícolas nas proximidades da cidade. Fiquei quietinha em Santiago porque estes passeios me custariam mais dinheiro, e a minha viagem teve que ser super econômica devido a circunstâncias inesperadas. Me doeu não poder visitar os Andes, logo eu que venho dessa terra montanhosa que é Minas. Ainda está “em construção” a minha série de posts sobre Santiago, mas já fiz alguns relatos de viagem que você pode ler aqui.

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Tive que me contentar em subir o Cerro Santa Lucía para aparecer na mesma foto que os Andes

Como sair e chegar no aeroporto de Santiago

O aeroporto Arturo Merino Benítez está ligado ao centro da cidade por linhas de ônibus regulamentadas que têm pontos de parada nas proximidades de várias estações de metrô, inclusive nas da avenida Bernanrdo O’Higgins, que sugeri como ponto de referência para hospedagem. No site do aeroporto você pode consultar os horários, tarifas e trajetos. Eu utilizei a linha Aeropuerto – Los Heroes (a estação de metrô onde é o ponto final e ponto de partida do ônibus) e me custou menos de R$ 10 a viagem.

Comece a sua pesquisa de passagens para o Chile e América do Sul 😉

Como se locomover em Santiago

Santiago é uma beleza de organização para os padrões sul-americanos e tem uma rede de metrô satisfatória, ao menos para quem vai circular pelas áreas mais centrais da cidade. Circulei bastante a pé pela cidade em diferentes horários do dia e não presenciei cenas horrendas de engarrafamento, mas mesmo assim acho que o metrô é a melhor opção para grandes distâncias (ou quando o cansaço aperta). Também circulei pelo metrô em horários distintos, inclusive no fim do dia, quando normalmente há pico de movimento, mas não presenciei estações entupidas. Achei tranquilo utilizar o serviço nos dias em que estive lá.

É uma boa fazer o cartão Bip!, que dá acesso ao metrô, assim você não tem que ficar contando moedinhas a cada viagem que vai fazer para comprar bilhetes individuais. É possível adquiri-lo nas estações. Há um custo para o cartão e um valor de carga mínimo. As tarifas do metrô variam de acordo com os horários do dia. Aos sábados, domingos e feriados a tarifa é mais baixa. Você pode consultar todos esses dados no site do metrô de Santiago.

Dinheiro

Eu levei reais. Em qualquer casa de câmbio você vende suas dilmas com facilidade e, ao menos no período em que estive ali, consegui trocar dinheiro com base em cotações bem razoáveis. Levar dólar é sempre uma opção também quando se vai para os vizinhos sul-americanos, pois a valorização do dinheiro do Obama é muuuito superior na vizinhança. Eu avaliei que, pelo tempo que ia ficar e pela quantia que eu podia gastar (alimentação e transporte unicamente), não fazia muita diferença. Faça as contas e comparações conforme seu orçamento e suas pretensões de viagem.

Uma dica: se você vai viajar para Santiago, faça agora o seu seguro viagem. É uma forma de garantir que você vai ter assistência em qualquer imprevisto com a sua saúde sem ter que se preocupar com os gastos incalculáveis que um problema desses fora do Brasil pode ter. Aqui você pode pesquisar o melhor preço em várias seguradoras, comprar o que se adequar ao seu orçamento, conseguir um desconto e parcelar sem juros.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

8 comments

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  1. Madson Nascimento 30 setembro, 2016 at 11:18 Responder

    Oi Priscila ! Primeiramente parabéns pela matéria. Estive procurando sobre dicas e depoimentos de pessoas que foram para o Lolla no chile para ter uma noção do festival e as melhores informações que tive foi com vocês.

    Fiquei com dúvida sobre o preço de alimentos e bebidas (qual era a cerveja ?)

    Estou planejando ir Lolla em 2017 e estou decidindo se vou ao Chile ou Buenos Aires.

    Até porque beber Skol no Lolla Br é foda ! rsrsrs desde já agradeço a atenção.

    • Priscila Brito 30 setembro, 2016 at 12:41 Responder

      Ei, Madson! Obrigada pelo elogio. Que bom que o texto está sendo útil pra você.

      Eu fui em 2015 e a cerveja era Corona (mexicana). Acredito que não deve ter mudado, porque normalmente a cerveja está envolvida com patrocínio do festival e esses contratos são fechados por longos períodos. Eu me lembro de ter achado as coisas meio caras lá dentro em comparação ao que paguei em restaurantes de Santiago, mas isso acontece em qualquer festival mesmo. Eu não consigo puxar direito da memória, mas acho que cada ficha valia tipo uns mil pesos (cerca de 5 reais). Devo ter gasto uns 15 mil pesos lá dentro por dia, mas deu pra comer bem (refeição de verdade) e até rolou de comprar um brownie na hora de ir embora porque tinha ficha sobrando. Pelo menos água é de graça, o que já elimina um gasto.

      O Lolla Chile é maravilhoso e tenho muita vontade de voltar. Mas quero muito ir no Lolla Argentina pra conhecer e fechar a conta dos Lollas aqui na América do Sul rsrs

  2. Luiz Mauricio Skiter 24 janeiro, 2017 at 15:29 Responder

    Olá Priscila, muito interessante sua matéria e será de grande utilidade suas dicas pois vou esse ano para lá, falta só fechar a estadia, nisso gostaria de saber se rolam alguns hostels com descontos para quem vai para o Lollapalooza? Já ouviu falar de algo assim que possa me indicar?

    Agradeço a atenção e tudo de bom.
    Abraços.

    • Priscila Brito 25 janeiro, 2017 at 09:50 Responder

      Ei, Luiz. Que bom que as minhas dicas te ajudaram. Eu não sei te dizer se existe esse tipo de desconto em função do Lolla Chile. Quando fui pra lá, fiz pesquisa de estadia por conta própria mesmo e não me deparei com nada desse tipo. Espero que você encontre um bom lugar pra ficar. Como eu disse no post, acho os arredores da O’Higgins uma boa.

  3. tulio peixoto 5 setembro, 2017 at 16:06 Responder

    Oi Priscila , estou pensando seriamente em ir pro Chile em novembro pegar o Rockout fest e Green day no dia seguinte, minha dúvida é só se vou “apenas” para os shows ou separo alguns dias para turistar la,mas é o seguinte meu medo é ter problemas la na lingua,não dominio totalmente ingles,espanhol entao(eu sei erro meu, culpa minha ,problema meu,deveria ter prestado mais atenção na escola ..rs kk)…,eu fui pro Lolla Argentina nesse ano,foi minha primeira viagem pro exterior e amei a experiência,o pais , buenos aires,festival,cultura ,pra mim era tudo novidade e me encantou , mas não vou mentir que sofri um pouco com a lingua la kkk,mas consegui sobreviver uma semana la ,pelo menos o basico dava pra desenrolar de boa ,só que ,o pouco que conversei la com nossos hermanos ,perguntei por curiosidade se a lingua nos paises vizinhos era igual la da argentina e para minha surpresa disseram que eram um pouco ,dizendo que eles mesmo estranhavam quando iam pro chile ou colombia por ex…. , enfim , queria saber como base na sua experiência o que você acha,da pra ir de “boa”, se virar igual pelo menos basico igual a argentina ou é mais complicadozinho mesmo ?

    • Priscila Brito 5 setembro, 2017 at 20:36 Responder

      Oi, Tulio! Que combo você tá aproveitando, hein? Rockout e Green Day. Bom demais. Então, é normal os argentinos falarem desse estranhamento porque tem variação de sotaque no espanhol falado aqui na América do Sul. Eu falo espanhol e considero o sotaque argentino o mais embolado de todos, sempre tenho que me concentrar mais pra entender o que eles dizem na comparação com o espanhol de outros países. Mas isso pode ser também muito do “ouvido” de cada um. De todo modo, acho que essa não deve ser razão pra se preocupar, principalmente porque você já teve uma experiência no exterior e se deu bem. Aproveite, sim, pra passear pelo Chile por alguns dias. Eu amei o país e tenho muita vontade de voltar!

  4. tulio peixoto 6 setembro, 2017 at 22:03 Responder

    Oi priscila , muito obrigado pela resposta e opinião, consegui falar com outras pessoas que ja foram pro chile e elas tb me encorajaram a ficar mais uns dias la pra conhecer a cidade ,to tomando coragem de fazer isso mesmo eheh. deixa eu so te aperriar mais um pouquinho pra tirar uma dúvida ,sua opinião : o que achou da segurança la ? se sentiu tranquila ?é de boa andar la a pé ?.Na argentina eu achei super de boa , me senti super seguro em nenhum momento tive medo de algo na rua,mas tb eu praticamente so fiquei em palermo e recoleta que são bairros nobres,turisticos ne…e eu so acostumado com isso , moro em João Pessoa ,aqui ta fogo ,igual todas as capitais brasileiras ,infelizmente ne kk..

    • Priscila Brito 7 setembro, 2017 at 15:10 Responder

      Oi, Tulio!, De nada. Eu andei com tranquilidade lá e voltei do festival de metrô mesmo. Notei que muita gente inclusive voltou a pé pra casa, porque eu fiquei relativamente perto do Parque O’Higgins, onde acontece o Lolla, e da janela do quarto eu via o pessoal andando na rua em grupos na volta. Por outro lado, lembro que na hora que fui pagar o hotel, teve um problema com o sistema de cartão e precisei ir no banco que ficava lá perto sacar dinheiro. A senhora que me atendia na recepção falou pra eu ter cuidado na hora que saísse do banco. Pode ter sido um alerta pra coisas que eu não cheguei a perceber ou vivenciar. Mas acredito, pela minha experiência, que é possível aproveitar tudo sem muitas neuras.

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