cordilheira dos andesFotos Priscila Brito

Um mirante para ver a Cordilheira dos Andes

Ver a Cordilheira dos Andes quando se está no Chile é como ver o Cristo Redentor no Rio ou a Torre Eiffel em Paris: é dever de casa turistão, né? Como você vai fazer isso é outra história. Você pode ir in loco para fazer o dever direitinho e desfrutar melhor da imponência dessas atrações. Mas, dadas as proporções monumentais destes pontos turísticos, dá para cumprir a tarefa de maneiras alternativas também, de longe. Ok, é um jeito de fazer um dever meia boca, mas na minha primeira visita ao Chile não me restou outra opção.

Quem não pode ir à cordilheira vai à colina, e foi assim que eu encontrei no Cerro Santa Lucía (cerro é colina), no centro de Santiago, um bom mirante para ver a Cordilheira dos Andes. Quando fui a Santiago para o Lollapalooza Chile, o meu esquema super-mega-maxi low budget me obrigou a ficar quietinha na cidade e evitar passeios internos ou nos arredores que consumissem meus pesos. Conhecer os Andes in loco me obrigaria a gastar um dinheiro que era importante eu poupar para depois da viagem, e o Cerro Santa Lucía só me custaria um ticket de metrô.

O Cerro Santa Lucía, lugar que também faz parte do dever de casa do turismo em Santiago, é uma espécie de marco zero da capital chilena. Foi lá que a cidade foi formalmente fundada, na primeira metade do século XVI. A colina, com cerca de 80 metros de altura, foi usada durante séculos como mirante e forte pelos colonizadores. Hoje, urbanizada, é um belo parque suspenso.

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No caminho que leva até o topo, onde há o mirante, você vai se deparar com escadas e trilhas cada vez mais íngremes (há elevadores como opção), e também com jardins, fontes, praças e os fortes que datam do período da colonização. É um mirante que por si só já é bonito, com toda sua arquitetura e vegetação, e que não se limita apenas a oferecer uma bela vista do que está ao seu redor. Sendo assim, o próprio trajeto rumo ao topo já vale muito o passeio.

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Mesmo com a poluição, lá do alto é possível ter uma visão panorâmica dos Andes (e uma visão muito melhor do que o registro que minha máquina bem mais ou menos conseguiu fazer). Como fui em pleno verão, não havia neve sobre as montanhas, o que diminui a vista em charme, mas não tira de forma alguma a imponência da cordilheira. É bonito de verdade e não dá vontade de parar de olhar (tá certo, sou suspeita para falar. Mesmo morando em BH desde que nasci, eu não me canso de olhar para a Serra do Curral toda vez que vou ao centro da cidade. Ou seja, gosto mesmo de uma montanha). Ah, é claro, dá para ter uma visão bem legal de Santiago também.

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Tive que me contentar em subir o Cerro Santa Lucía para aparecer na mesma foto que os Andes

Na descida, uma opção para fechar o passeio é visitar a feira de artesanato situada em uma das saídas do parque.

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O fato é que inevitavelmente você vai acabar se esbarrando com a vista dos Andes no horizonte de Santiago de alguma forma, o que já é um consolo. Eu cheguei na cidade em um sábado na hora do almoço, justo no dia em que começava o Lolla. Saí do aeroporto em direção ao hotel, tomei um banho e fui direto para o festival sem sequer parar para comer (crianças, não façam isso). Eu já estava curtindo o meu primeiro show do dia, o Foster The People, quando olhei para o lado e vi uma fileira de montanhas robustas ao fundo. Eram os Andes! Uma visão impactante, linda. Como este foi o meu primeiro contato visual com a cordilheira, acho que pra sempre vou associar os Andes e o Lolla. Circulando pela área dos dois maiores palcos do festival, fatalmente você vai ter essa visão, o que adiciona um elemento especial à experiência do Lolla Chile. Não foram poucas as vezes que admirei a vista nos dois dias de festival.

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Quando fui visitar o Pueblito de Los Dominicos, outra tarefa do dever turistão, no bairro de Las Condes, também me deparei com as formas gigantes dos Andes logo que saí da estação de metrô em direção ao local, um centro de exposição e venda de artesanato instalado em uma réplica de um típico povoado chileno.

O Cerro Santa Lucía tem entrada gratuita. As estações do metrô Santa Lucía, Universidad Catolica e Bellas Artes rodeiam o local. As duas primeiras dão acesso por trás. Pela última tem-se o acesso pela entrada, onde a fonte Netuno recepciona os visitantes.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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