o que fazer em santiagoStock Photos/Jose L. Stephens/Shutterstock

O que fazer em Santiago: 33 passeios entre caminhadas, museus, festivais, vinícolas e excursões

Quando você vai a uma cidade duas vezes e, ao parar pra pensar no que fez, se dá conta de que ainda ficou coisa para trás, é um bom sinal. Sinal de que há uma quantidade considerável de roteiros possíveis. Foi o que percebi ao fazer a lista a seguir do que fazer em Santiago.

Ok, no meu caso é particularmente um sinal também de que meu tempo foi apertado, já que as duas visitas envolveram um fim de semana dedicado só ao Lolla Chile. Isso já ocupa muito do tempo livre pra fazer turismo. Mas não muda a minha percepção de que a cidade oferece opções dentro dos seus limites e também fora deles, nos arredores.

O turismo basicão

Tudo começa com aquela “obrigação” que não é de fato uma obrigação. Mas a gente fica com aquela culpazinha de ignorar quando se está nessas grandes cidades turísticas. O tal do turistão.

A parte boa é que em muitas situações os lugares que compõem este combo estão bem próximos, permitindo resolver tudo em um dia, e Santiago se enquadra nessa categoria – lembrando que o seu ritmo de turista pode fazer com que esse tempo varie.

O destino é o Paseo Ahumada (metrô Santa Lucía), um complexo de vias peatonais agitadíssimo, dada a grande quantidade de locais e turistas que circulam diariamente por lá. Eu fiz um guia das lojas da via principal, como um norte, mas há muito mais que isso.

Na mesma região está a Plaza de Armas, outro ponto de muito movimento típico de grande metrópole. E, com a praça, a grande Catedral Metropolitana. Nas imediações também estão Museu Chileno de Arte Pré Colombiano e o Museu de Santiago.

Perto dali, quase chegando na avenida Bernardo O’Higgins, um nome importante pra você guardar em todo seu planejamento de viagem pra Santiago, fica o Palácio de La Moneda, sede do governo executivo.

Quem gosta de visitar esses lugares e ao mesmo tempo ter informações de contexto pode contratar uma walking tour.

Cultura

Além dos museus citados acima, no perímetro da Plaza de Armas, há outras opções nas imediações também pra quem gosta desse tipo de turismo. O Museu de Bellas Artes é um deles, que pode ser combinado com a visita ao Centro Cultural Estacion Mapocho. Eles estão a uma distância a pé um do outro (metrô Bellas Artes).

O Museu de Bellas Artes é o mais famosão enquanto o centro Mapocho é mais visitado por locais. Mas ele foi uma surpresa bastante agradável com a qual me deparei na minha primeira ida à cidade. Além da arquitetura privilegiada da antiga estação de trem e das exposições de arte contemporânea, tem um restaurante com preço bem acessível e menu elaborado.

Mais popular entre os turistas é o Centro Cultural Gabriela Mistral (metrô Universidad Católica), na avenida O’Higgins, com sua arquitetura moderna no meio de uma região com prédios históricos.

Em outro canto da cidade, por sua vez, está o Pueblito Los Dominicos (metrô Los Dominicos), passeio ideal pra quem admira artesanato local. O lugar reúne a maior feira de artesãos da região, instalada em uma espécie de aldeia. Reserve tempo, pois a quantidade de expositores é grande.

Gastronomia

Quem for ao Museu de Bellas Artes e/ou ao Centro Cultural Estación Mapocho pode aproveitar o roteiro para conhecer também o Mercado Central. Ele está localizado a meio caminho das duas instituições culturais.

O local, que agrega uma grande quantidade de restaurantes e lojistas que vendem produtos locais, é uma opção particularmente interessante para quem gosta de frutos do mar, uma vez que a maioria dos estabelecimentos é especializada nesse tipo de menu. Como vegetariana que sou, apenas passei o olho – e achei tudo bem caro.

Mais opções de preço e de cardápio eu encontrei mesmo foi indo um pouquinho mais ao norte. Mais precisamente, na avenida Pio Nono (metrô Baquedano).

Além dos muitos bares e restaurantes super variados – descolados, moderninhos, estilo PF (prato feito ou a lo pobre na expressão local), que ficam movimentados o dia todo, ainda tem o Pátio Bella Vista. Digamos que é um ~complexo de happy hour~ (isso existe?), uma espécie de praça de alimentação a céu aberto com muitos bares e restaurantes.

Mas o meu point preferido em Santiago quando o assunto é comida é a Tip Top, uma loja de rua que vende biscoitos assados na hora. Biscoitos de todos os tipos, de sabores variados, coberturas e confeitos mil. Desafio você a passar por ela, sentir o cheiro e não ficar com vontade de entrar. Há várias unidades pela cidade. A mais fácil pra quem está na cidade a turismo é a da avenida O’Higgins (eu disse que ela era importante), quase chegando no Paseo Ahumada (metrô Santa Lucía).

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Foto Matías Ruiz

Parques

Grandes capitais sempre têm bons parques para visitar e o mesmo se passa em Santiago. Mas aqui eles são especiais. Alguns dos parques mais visitados na cidade são suspensos, instalados em colinas – os cerros, tirando proveito da geografia da cidade. Os dois principais são o Cerro Santa Lucía (metrô Santa Lucía) e o Parque Metropolitano, no Cerro San Cristóbal (metrô Baquedano).

Pessoalmente, acho o Cerro Santa Lucía o mais charmoso. Já o San Cristóbal é, pra mim, aquele que oferece a melhor experiência. Gratuito, o Cerro Santa Lucía tem dois terraços envoltos por uma arquitetura linda e um mirante pra ver a Cordilheira dos Andes. A subida é por escadas ou elevador.

Já o San Cristóbal oferece uma vista mais ampla e de mais profundidade dos Andes e de toda Santiago devido à maior altura. O acesso é pago (cheque os preços na época da sua visita, mas não é caro). Reside aí uma das outras razões pra experiência ser mais interessante, fora a melhor vista. Você entra no parque de funicular e tem a opção de sair também no mesmo veículo ou de teleférico. Assim, tem vistas panorâmicas da beleza que é o horizonte de Santiago.

Ainda há o Parque O’Higgins (metrô O’Higgins ou Rondizzoni), bem central e mais tradicional em comparação com os citados acima. Além das amplas áreas verdes, nele ficam a Movistar Arena, ginásio coberto que recebe grandes shows ao longo do ano, e a Fantasilandia, um parque de diversões. Ele é também a casa da minha maior razão para as visitas a Santiago, como indica o próximo tópico.

Festivais

Acima de tudo este é um blog sobre festivais de música pelo mundo. Portanto, uma lista do que fazer em Santiago obrigatoriamente contempla também os festivais da cidade. O Lollapalooza Chile, visitado por mim em 2015 e 2019, é a grande estrela.

lollapalooza chile 2019

Sebastian Astudillo/Lollapalooza Chile/Divulgação

Tendo como sua casa o Paque O’Higgins, citado acima, ficou ainda  mais afiado nesse intervalo de quatro anos entre as duas visitas. Pra mim, é o melhor na comparação com o Lolla Brasil e o Lolla Argentina. Acontece em meados de março, não custa lembrar – e tem guia pra você se organizar.

Ainda tem o Fauna Primavera, que acontece em novembro. É um “primo” do Popload Festival, uma vez que compartilha as mesmas atrações do lineup. Ainda não fui, mas já está na minha wishlist.

Vinícolas

Certamente, um dos itens que um turista tem na lista do que fazer em Santiago é visitar uma vinícola, dada a expressividade que o Chile tem na produção de vinhos. O fato é que a maior e uma das mais famosas não fica na capital. Estou falando da Concha y Toro, localizada em Pirque, cidade a uns 30 km de Santiago. Para ir, você pode contratar um tour específico que facilite a logística.

Porém, eu optei por visitar uma vinícola que ficasse dentro de Santiago mesmo, para poupar mais tempo e dinheiro. Fiquei entre a Cousiño Macul e a Aquitania (metrô Quillin + táxi). Ambas estão no sudoeste da cidade, separadas apenas por uma avenida. Optei pela Aquitania, atraída pelo charme da sua produção artesanal, modesta e o cenário imbatível com os Andes ao fundo.

Em ambos os casos, é preciso agendar os tours online diretamente com as vinícolas.

Compras

Um aspecto que adoro em Santiago é a boa qualidade das lojas de departamento de lá. Pra quem gosta de fazer compras em viagem, vale separar um tempo pra ir principalmente na Paris e na Ripley, duas das principais lojas locais. Eu gosto mais da Paris.

Também é possível comprar em lojas de departamento europeias que não são comuns em qualquer lugar da América do Sul. Mais especificamente, falo da H&M e da Topshop, que têm unidades lá.

Você pode aproveitar todas elas de uma vez só indo ao Costanera Center, o mega shopping de Santiago (metrô Tobalaba). Lá também fica o Sky Costanera, um mirante a 300 metros de altura de onde é possível apreciar a cidade. Eu achei caro (cerca de R$80 na minha última visita) e, por isso, optei por não conhecer a atração.

Excursões

Aqui reside o meu maior pecado diante de Santiago. Eu ainda não consegui fazer as viagens bate-volta que a capital proporciona. Da primeira vez foi por falta de dinheiro. Da segunda, por conta de um resfriado teimoso que me obrigou a fazer passeios curtos (acho que nessa eu estou perdoada, né?).

Sinto muitíssimo por ter deixado para uma próxima a visita ao Cajón Del Maipo. É um cânion em San José de Maipo, encrustado no vale dos Andes, e a represa de El Yeso. Uma daquelas paisagens naturais estonteantes tipicamente chilenas. Para ir, pode ser uma boa ideia contratar um tour – era o que eu teria feito se não estivesse resfriada.

Outros passeios de um dia possíveis são a Valparaíso, Viña Del Mar e Isla Negra. Nesta última é onde fica uma das casas de Pablo Neruda (a outra você pode conhecer em Santiago mesmo, a La Chascona, próxima à entrada do Cerro San Cristóbal). Para Valpo, Viña e Isla Negra você pode tanto se organizar com transporte público ou aluguel de carro quanto ir com uma agência local.

Mais opções do que fazer em Santiago

Como sempre falo aqui, isso não esgota as opções do que fazer em Santiago. Explore outros passeios e atrações:

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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