roteiro de aalborg

Roteiro de Aalborg, uma cidade para voltar

Parti da estação central de Copenhague animadíssima com mais uma viagem de trem para um festival, o Aalborg Metal Festival, lá no norte da Dinamarca. As expectativas eram boas, afinal nossa experiência viajando para a Suécia no Øresundtog fora muito aprazível. Mas, o caminho até Malmö era de apenas 20 minutos. Já meu trajeto até Aalborg seriam de quatro horas – para uma estadia de três dias e um roteiro de Aalborg inesquecível. Decidi ir de trem e não de avião pois não havia planejado a viagem com tanta antecedência. Logo, o trem sairia mais barato do que a viagem mais curta por avião.

As passagens da Norwegian, que geralmente são mais baratas, custavam entre 500 e 600 coroas somente a ida. Ida e volta ficaria em torno de 1200 coroas, com as taxas, o que sairia em torno de 600 reais. A viagem de trem ficou em 862 coroas, ida e volta (mais ou menos 400 reais). Dei bobeira, pois se tivesse me programado antes, poderia conseguir a viagem de 149 coroas (ou 75 reais), que é o DSB Organge. Mas, o DSB Orange exige que você compre seu ticket com bastante antecedência, com lugar e data e hora de embarque definidos.

De qualquer forma, a viagem de trem até Aalborg foi a mais descomplicada, pois não tive que pensar no deslocamento aeroporto centro – que também exigiria mais planejamento de horário e grana. Comprei uma passagem estilo Klip Kort, em que poderia decidir a hora e data da minha ida e volta quando quisesse. Eu também poderia ter usado o Rejsekort, um cartão usado para todo o sistema de transporte da Dinamarca.Como tinha acabado de receber o meu, decidi postergar a experiência com ele para um momento menos importante.

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De Copenhague até Aalborg

Acostumada a viagens longas, até gosto delas, o caminho para mim vira diversão. Ops, virava… É que no Brasil sempre tem uma montanha e paisagens selvagens. Pedras para chamar de pedra-tartaruga, pedra- cavalo, pedra-dinossauro ( sim, eu olho paisagem procurando formas similares a de bichos ou objetos, sempre).

O caminho de Copenhague até Aalborg era, contudo, monótono. Repetição da sequência planícies verde-amareladas gigantes, moinhos de vento, algumas poucas indústrias, algumas poucas casas. Tudo mais ou menos na mesma arquitetura. Houve também duas quebras dessa paisagem feitas pelo mar, quando a ponte passava sobre ele para atravessar as demais ilhas do país. Uma paisagem bonita, mas pouco atrativa para o olhar depois de um certo tempo.

De trem

O trem estava um pouco cheio e era meio aquilo que a gente chama de ônibus cata-jeca no Brasil. Era um trem cata-jequesen (brincadeira com os sobrenomes aqui que terminam quase sempre em SEN ex: Larsen, Hansen, Pedersen…). O trem parava em todas as estações. Muita gente subindo e descendo. E os acentos quase todos lotados. Parece que há um grande fluxo entre essas cidades. Boa parte por conta das grandes universidades que ficam em Aalborg e Aahrus.

O trem era bem bonitinho e confortável. Mas achei muito complicado o Free Wi-Fi ser apenas para clientes TDC, uma das operadoras de telefonia do país. Você também poderia comprar com cartão de crédito 5 horas por 29 coroas (ou 15 reais). Até barato, se for considerar a quantidade. Mas preferi me concentrar na viagem, ou no sono.

Tenho também um grave problema com a direção em que estou sentada. Preciso viajar na mesma direção em que o trem vai para não passar mal, e até mesmo conseguir ler ou olhar para uma tela. E sei lá por que cargas d’água, em uma estação ou outra esse trem mudava de direção! Fiquei com estômago embrulhando, #xatiadaDSB! Apesar de tudo isso, o trem era bonitinho, quentinho e confortável.

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A chegada

5 graus. Marcava o aplicativo de temperaturas do meu celular, assim que saí da estação central de Aalborg e procurava o hotel. Era bem frio o caminho, no qual me perdi entre as belezas do início de noite em pleno meio de tarde (16h15, marcava o relógio), minhas mãos endureceram. Com pouco, a temperatura subiu. Não no termômetro, mas em mim, que comecei achar a cidade muito aconchegante.

Eu queria ver Aalborg de perto em cada canto, mas o festival já estava para começar. Esse é um dilema que a dobradinha tursimo/festival nos causa. Duas coisas boas demais que demandam escolhas e planejamento. Confesso que, o último não foi bem definido para essa viagem.

Eu sabia da credencial para entrar no festival com um mês e meio de antecedência, mas não sabia se ia ter grana para me hospedar na cidade. Por isso, a viagem era incerta e não teve atenção de planejamento. Tudo bem, pois já contei para vocês também como gosto das surpresas de andar à deriva. Às vezes boas, às vezes ruins.

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Roteiro de Aalborg

Foram três dias intensos e bem corridos. A viagem foi naquele esquema ultra econômico festivaleiro pé-de-chinelo style. Assim, cheguei quase na hora do festival, dormi duas noites em um hotel. Mas no terceiro dia, para evitar muitos gastos, peguei o último trem para Copenhague.

Assim, minha estadia ficou em 990 coroas dinamarquesas (no hotel mais barato que achei no centro de Aalborg), o que equivale a quase 500 reais. Se ficasse mais um dia, seria mais 200 e poucos reais que teria que desembolsar. Assim, a contra gosto, deixei Aalborg cedo – e ainda tive que perder o grande show de fechamento do Aalborg Metal Festival, que foi o Cannibal Corpse. O trem para Copenhague partia às 0h16. Outro trem com o mesmo destino partiria somente às 7h da manhã.

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A noite caia e as luzes e calor de cada um desses lugares atraíam. Com mochila nas costas, eu identificava alguns transeuntes da metaleiragem se dirigindo, provavelmente, para o local do festival. Mas corri para o hotel, para enfiar minhas geladas mãos debaixo da água quente!

Depois do check in, como é de tradição do pé de chinelo travel style, fui procurar um supermercado com coisinhas baratas para comer. Não vi o Netto ou Fakta, mas na esquina do hotel estava o Føtex, que tem preços tão bons quanto e até mesmo opções de comidas quentes, como pizza, filés de frango e peixe, e muitas saladas.

Foi lá a minha janta, que ficou em torno de 50 coroas dinamarquesas (25 reais) com direito a sobremesa. Talvez você poderia gastar um pouco menos do que isso no McDonalds ou Burger King, que ficam lado a lado na Nytorv, pertinho do local do festival. Mas eu realmente não consigo comer essas coisas sem passar mal.

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Ruas fofas

No meu caminho entre a estação, o hotel e a Studenterhuset, onde acontecia o festival, ruas tão fofas que dava vontade de conhecer cada centímetro delas. Bredegade, Algade, Boulevarden foram três pelas quais mais andei. Cheia de lojas, cafés e estabelecimentos encantadores. Nos arredores, igrejas do século 14 e 15. Logo depois da primeira noite de festival, fui para o hotel pois eu estava morta de cansaço, uma vez que não tinha conseguido dormir bem durante a viagem.

Mas, no dia seguinte, tive as vivências mais intensas possíveis na cidade. Andei e pude ver as belezas com mais detalhes, a Budolfi Church, igreja que ficava logo em frente ao local do festival, a Vor Frue Church e toda a vizinhança charmosa que a cercava. Lojas de brinquedos militares antigos, brechós e mais cafés.

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Cerveja e celebração

A bela Jomfru Ane Gade, ou rua da virgem Ana, que abriga um tanto de bares e restaurantes, bem como clubes noturnos (me lembrou a Guaicurus, de BH). Durante o dia essas ruas já estavam bem movimentadas naquela sexta.

Logo depois do festival fui convidada para andar novamente pela Jomfru Ane Gade, para ver o lançamento da cerveja de natal da Carlsberg (sim, os Dinamarqueses amam demais o Natal e têm eventos especiais e produtos especiais para essa comemoração que começam a acontecer/aparecer 1 mês antes). Muitas pessoas felizes, bêbadas, celebrando a vida e prontas para um deitaço com a Letícia Sabatella! Uma alegria inebriante. Em seguida, me mostraram um dos lugares mais legais da cidade, o 1000Fryd, um pequeno bar/café aonde acontecem shows alternativos. Uma banda indie tocava e animava a madrugada.

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Outras atrações

Fui muito bem recebida pelas pessoas, no festival e pela cidade, cheia de gente educada e prestativa. Não é somente por ter perdido atrações como o Lindholm Høje, que são as tumbas viking de Aalborg, ou o museu de Lindholm, o Utzon Center, que quero voltar.

Mas, sim, para sentir todas as boas sensações ao caminhar de novo pela Boulevarden, Bredegade e pela Algade, para me divertir no 1000Fryd e me encontrar de novo com o lindo Husky Ciberiano que reside no número 20 da Peder Barkes Gade. Não esperava muito dessa viagem, que foi mais focada no festival. Mas depois de todas as experiências e sensações, preciso dizer: Aalborg, sua linda!

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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