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Três locais tradicionais pra se esbarrar no natal da Dinamarca

Não curto tanto o Natal e não é novidade para quem me conhece. Acho chato e tem ano que acho até insuportável! É muito difícil eu olhar para toda parafernalha natalina sem soltar comentários ácidos e que às vezes podem até irritar as pessoas ao meu lado. Mas, como o Natal da Dinamarca é coisa importante, festa esperada e comemorada desde o J-day em Novembro, vi que seria impossível escapar da comida, decoração e de algumas festividades e tradições. Daí falo que esbarrei, porque aonde quer que você ande por aqui há natal, há história e há práticas guardadas há séculos na cultura nórdica.

Foi bom no fim das contas, pois algumas coisas são diferentes. A começar do nome, Jul = Natal, e também do nome do papai noel, aqui chamado de Julemanden. Da questão sobre o prato principal – pato ou porco? Das comidas, das quais já contamos um pouco, do calendário de presentes – existe uma tradição em que as crianças começam a ganhar presentes 24 dias antes da noite de natal. Pensando de forma friamente capitalista, invejei muito essas crianças nórdicas. Mas também bateu um sentimento ruim de que outras crianças em diferentes partes do mundo não possuem nem o que comer nesse mês “tão feliz” de Natal. Bom, vou parar antes que meu azedume para com o natal tome conta deste post…)

A coisa mais bonita de que tive notícia, contudo, foi a importância da família e amigos nesta data. Cozinhar juntos, participar de jogos natalinos, confeccionar os enfeites juntos… isso ainda é importante. Que bom!

Perambulando por Copenhague e adjacências, separei 3 lugares com atividades natalinas que, caso um dia você venha visitar esse país, provavelmente irá  “esbarrar” neles.

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Tivoli – obrigatório antes, durante e depois do Natal da Dinamarca

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Não precisa ser Natal para ir ao Tivoli, segundo parque de diversões mais antigo do mundo, que é lindo e cheio de brinquedos legais. Mas visitar os jardins deste parque durante as comemorações de fim de ano é uma tradição que poucos dinamarqueses e turistas dispensam – sim, em plena segunda-feira dia 15/12, às 18h, era difícil se movimentar perto da bilheteria devido ao número de visitantes. Por isso, os dinamarqueses sempre aconselham que, quem puder, deve tentar fazer essa visita durante os dias da semana.No fim de semana a coisa fica caótica, a ponto de o visitante mal conseguir se movimentar nos jardins.

Felizmente, apesar da muvuca da porta, pude andar com facilidade e captar cada detalhe da decoração que,ao contrário do que muitos vão propagar, não é impecável: havia duendes automatizados que supostamente deveriam segurar um dado objeto com intuito de imitar uma atividade. Por exemplo, duendes enchendo linguiça supostamente deveriam tê-las nas mãos. Por algum motivo, a linguiça de um deles estava caída no chão e ninguém colocou na mão do duende de novo… tinha também um duende que era para estar a costurar um sapato, mas estava apenas batendo a mão na mesa em vão…hehe (a chata do natal né? Eu sei que sou!).

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Jardins

Os jardins são separados por três atrações principais em meio aos brinquedos. Logo na entrada nos deparamos com a “Área Nórdica”. Nela, segundo o Tivoli, poderíamos sentir o clima da tradição de natal da Suécia, Dinamarca e Noruega. Na verdade, o que senti foi um frio terrível. Era difícil parar e tirar fotos, rsrs. As casas de madeira e alguns objetos de decoração deram esse gostinho do natal nórdico. Nessa área, com quase 2000 metros, também estava o Papai Noel. Já dentro das casinhas havia vários duendes. Na maioria lisérgicos, com movimentos repetitivos para frente e para trás.

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Em seguida, adentramos a “Vila Alpina”. Ao todo são 1200 metros de estandes temáticos. O universo do esqui e da vida na alta montanha é mostrado em roupas, sapatos, comidas e bebidas que podem ser também comprados. Por fim, no centro o teatro de natal poderia ser visto, bem como o restante do mercado de natal, outra tradição bem europeia nessa época.

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Fogos

Do dia do Natal até 4 de janeiro o Tivoli também tem um festival de fogos de artifício em sua programação, bem como paradas de natal e outros. Para mais detalhes sobre horas de funcionamento e preços, a gente deixa esse link aqui. Mas, para adiantar, esse passeio bonitinho de natal vai custar pelo menos 99 coroas dinamarquesas a entrada (mais ou menos 50 reais). Fora o tanto que você provavelmente vai gastar por lá!

Frilandsmuseet ou Museu Nacional da Dinamarca

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Esse é um dos maiores e mais antigos museus a céu aberto da Europa. A visita se faz interessante em qualquer momento do ano por toda cultura e histórica nórdica possível de ser acessada pela arquitetura, máquinas, espécies de plantas, animais, práticas e comidas. É uma verdadeira viagem ao período de 1600 a 1900. São fazendas, moinhos, casas, celeiros, vendas, construções originais que foram removidas de diversas partes das terras escandinavas, incluindo Suécia e Noruega. Uma visita durante o verão é mais prazerosa. Depois a gente faz um post detalhado aqui só sobre o museu e como foi minha visita por lá em dias ensolarados.

Há duas semanas, alguns amigos nos chamaram para revisitar o local, por conta das atividades especiais de natal. Adentramos uma das sedes de fazendas, em que era possível ainda ver utensílios originais, forma de disposição das messas e decoração de natal usada pelos povos antigos. Na cozinha, havia “atores” fazendo biscoitos especiais e chá. Todos vestidos à caráter. Também mataram e processaram um ganso, à moda antiga, para a festa natalina.

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Oficina de decoração

O mais encantador foi a oficina de decoração de natal. Os enfeites de coração, bichos e outros surgiam de um corta e cola incessante feito pelas crianças junto com os pais. Fiquei sabendo ali que, antes do natal é tradição reunir a família para essa atividade criativa.

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Aqui também é tradição dançar em torno da árvore no dia da comemoração do natal. No museu, com direito a cantoria e tudo mais, pude registrar esse momento em que as crianças e adultos pareciam realmente estar se divertindo.

Eu destaco o museu como um dos melhores pontos turísticos para entender o natal ou a antiga sociedade nórdica. Para saber sobre horários de funcionamento, acesse o site aqui. A entrada é gratuita!

Hans Christian Andersen Julemarked, ou o mercado de Natal de Nørreport

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Apesar de querer ir ao mercado de natal da Christiania, que tem um apelo um pouco menos capitalista e com objetos mais interessantes, acabei esbarrando nesse mercado de natal de Nørreport, região central de Copenhague. O mercado fica na Kultorvet. Ele reúne estandes diversos e uma decoração que pretende recriar a fantasia de alguns contos do poeta e escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (aquele da Pequena Sereia e do Soldadinho de Chumbo).

Nesse mercado, assim como em outros, era possível comprar peças típicas do artesanato natalino local, como os vidros de natal, e também roupas, tricô, peças de lã de carneiro, sapatos…As comidas e bebidas de natal também eram vendidas por lá: Glögg, Æbleskiver, Snaps, crepes e carnes. Uma característica marcante desse mercado, porém, é que não era composto apenas pelos itens do natal dinamarquês. Também havia o estande italiano, suíço e húngaro. Neste último não resisti em comer mais uma vez aquele pãozinho húngaro (Kürtőskalács) cujo nome tem pronúncia impossível, mas o sabor do quitute é delicioso.

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Detalhes

A entrada nesse mercado é de graça. Fique atento ao fato de que muitos dos estandes não aceitam cartão. Portanto, leve seu dinheiro. O mercado também não fica aberto até tarde. Às 19h horas, na maioria dos dias, as atividades já se encerraram. Mais informações no site oficial do evento.

Por fim, aproveite para ficar bêbado de Glögg e Snaps e passear pelo centro de Copenhague à noite. A cidade está cheia de luzes e enfeites por toda a parte e tem uma vida noturna bem interessante.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

2 comments

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    • Gracielle Fonseca 25 outubro, 2016 at 22:58 Responder

      Olá, Lidiane!! Que massa! Olha, novembro não costuma nevar por lá,não. Pode acontecer. Pode acontecer, às vezes, até mesmo de a neve demorar a chegar em Dezembro. Mas pode rolar antes tb. Boa viagem para vc!!! Muito obrigada pela leitura e comentário, flor! bjss

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