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Comer em Oslo, Bergen e Copenhague: como economizar sem abrir mão do típico

É bom dizer desde o início: para comer em Oslo, Bergen e Copenhague você vai ter que gastar mais do que gastaria em qualquer outra cidade europeia, muito provavelmente. Todo mundo que lê o Festivalando já sabe que, devido às altas taxas de impostos, os países escandinavos lideram o ranking dos destinos mais caros de turismo. Entretanto, algumas estratégias podem fazer você sair ‘zero a zero’ dessa partida.

Não concordo também em abrir mão de tudo. Comer só as comidas dos supermercados ou fast food vai ser uma constante na sua viagem econômica pela Escandinávia. Contudo, você pode fazer algumas concessões. A ideia desse post é, então, te dar a dica dos supermercados mais baratos para fazer a sua feira, e também te falar de alguns lugares nessas cidades onde compensa você gastar  para ter uma refeição típica saborosa.

Os supermercados da Escandinávia

Dentro dos supermercados vamos achar preços bastante similares com os nossos. Exceto pelo fato de uma fruta avulsa custar o que geralmente pagamos por 1kg da mesma aqui no Brasil. Carne também costuma ser bem fora do comum: 1kg de carne de boi geralmente custa, na Escandinávia, o equivalente a 40 reais. Entretanto, snacks, chocolates, bolachas, patês, salsicha, presuntos, queijos, pães e bebidas são baratos. Esses são elementos que irão te salvar em seus dias de estadia em qualquer um dos  países escandinavos.

Em ambos os países, Dinamarca e Noruega, a venda de cerveja e destilados dentro dos supermercados é mais em conta. No entanto, a Noruega tem mais restrições, e você também não pode ficar de bobeira tomando os seus gorós na rua. Já na Dinamarca, você pode beber em todo lugar. Pode levar o seu ‘engradadozinho’ de Carlsberg para as praças e beber até cair, se quiser – fazendo como muitos dinamarqueses fazem haha!

Os supermercados são legais, mas também é preciso ficar atento. Algumas redes são bem mais caras do que as outras, e às vezes dá para sacar só pelo nome. Quando na Dinamarca, por exemplo, evite o Super Best

Supermercados para ir – Dinamarca

Audi: O mais barato de todos, porém, geralmente meio fora de mão. Mas, se você for ficar tipo uma semana ou mais em CPH, compensa muito ir atrás desse supermercado. Os preços são infinitamente mais baratos, coisas de 10 coroas dinamarquesas (por volta de 6 reais) mais barato , dependendo do item.

Netto: Festivalando simplesmente deve a vida e sobrevivência, na primeira etapa de viagens para festival, ao Netto. O supermercado ‘amarelinho do cachorrinho’ é geralmente o  que tem as coisas mais baratas. Sempre tem promoção, e há itens que chegavam a custar entre três e nove coroas mais barato, comparando com o concorrente direto, o Fakta. Mas não se engane. Pode ser que o Fakta também tenha alguns itens mais baratos. É bom conferir.

Fakta: Preços interessantes, também. Em geral, achei o fakta melhor para frutas e carnes. Tudo é mais fresco por lá. A padaria do Fakta também costuma ser melhor do que a do Netto, em algumas comunas (cidades dinamarquesas). Em Lyngby, pelo menos, eu curtia porque o Fakta sempre tinha o pão de canela, guloseimas, e pães de sal com sementes e castanhas. Uma delícia.

*Tirando o Audi, como regra geral para encontrar os supermercados na Dinamarca você pode seguir: viu uma estação de trem, o S-tog? Saiba que nas redondezas há um supermercado desses.
*Lembre-se da palavra Rabat, ela indica descontos. Daí você vai conseguir preços mais justos.
*Item para você comprar no supermercado e experimentar um pouco das coisas típicas, sem pagar muito: balas de liquorice, ou Lakrids. É horrível, uma droga. Mas é o que os dinamarqueses mais amam e faz parte da cultura e tradição culinária por lá. Essa raiz é usada para bebidas, caldas de sorvete, balas, tudo! Vai que você curte a parada. Se curtir o Lakrids salgado, aí eu te declaro oficialmente Viking!

Supermercados para ir – Noruega

Rema 1000: Rema Tusind, ou tentando falar norueguês, /reema túsen/ tem os preços melhorzinhos, porém, nem tanto. Na verdade, não há muitas diferenças entre ele e os demais. Mas, o fato é que lá há uma variedade maior de produtos.

Joker: A grande vantagem do Joker é ter algumas lojas que ficam abertas até mais tarde. Uma delas estava ao lado do hostel em que fiquei em 2014. Felizmente era 24hrs. Porém, o Joker tinha itens com preços mais caros do que aqueles que vi no Rema.  Mas, a variedade de produtos é limitada. Na verdade, parece mais uma loja de conveniência. O legal é quem tem algumas coisas tipo imitação de sanduíches subway, por preços equivalentes a 20 reais.

Kiwi: Também pode ser uma boa pedida para frutas e carnes frescas. Dependendo da loja, pode ter uma menor variedade. Preços ainda dentro do razoável.

*Rabat, lembra a palavra de desconto? Então, é a mesma na Noruega. Lembre-se dela!

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*Item para você comprar no supermercado e experimentar um pouco das coisas típicas, sem pagar muito: Brunost. Nossa, só de falar me dá uma saudade que tenho vontade de chorar. Gente, quando descobri que a Noruega tinha mais um coisa em comum com Minas Gerais, choreyyy…. Você já comeu o requeijão moreno, ou requeijão em formato de queijo, o marronzinho? Pois é, o Brunost é o queijo marrom da Noruega, coisa típica de lá. Ele pode ser só de leite de vaca, só de leite de cabra ou uma mistura dos dois. A receita tradicional é a da mistura. É simplesmente delicioso. Amo!

Nunca se esqueça: quando a fome aperta e você está na rua sem nenhum snack, ainda pode recorrer ao 7 Eleven, sem medo. Lá você poderá comer sanduíches e alguns tipos de salgados por 50 coroas ( ou 25 reais). Também rola de pegar ( quando no desespero) os combos dos Mc Donalds da vida. Em CPH, um combo McMeal (hambúrguer, batata e refri), por exemplo, fica em torno de 70 dkk, ou seja, uns 40 reais… Já na Noruega, os preços sobem em torno de 15 reais, tanto para o 7Eleven quanto para o Mc Donalds.

O Tradicional pelo qual você não pode deixar de passar

Copenhague

  • Onde: Maven – um restaurante super charmoso, que fica na Nikolaj Plads, perto da loja Magazine e do centro histórico da cidade. Além de ter um ambiente agradável e atendimento muito bom, os preços são possíveis dentro do orçamento apertado.
  • O quê: eu sugiro experimentar um típico smørrebrød, ou sanduíche aberto. Eles são muito gostosos, vêm em pão típico dinamarquês. Pode ser coberto com salmão defumado, camarão e os molhos típicos. Custam entre 135 e 200 dkk, ou seja, entre 80 e 118 reais… Mas, será um gasto de uma só vez para conhecer parte da culinária nórdica. Pense nisso. Tenho que confessar: não é muito farto e às vezes você precisará buscar mais ‘sustância’ nos seus snacks, logo em seguida.

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  • Onde: Papiroen – trata-se de um dos lugares mais agradáveis para se comer em CPH, à beira do porto. Fica ao lado do Experimentarium, um lugar relacionado à arte que é simplesmente muito interessante. Pois bem, o Papiroen tem jeitão de food truck e comida de rua, só que em um arranjo mais legal. Todos os ‘restaurantes’ ficam dentro de um galpão, e às vezes são construídos dentro de um container, que deixa a coisa muito bonita. Tem comida de todos os lugares do mundo, e até do Brasil.
  • O quê: Minha pedida foi esse prato de peixe com batatas e salada. Uma delícia que custou em torno de 60 reais.papiroen

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Oslo

  • Onde: Asylet – falei com meu amigo e ‘guia turístico’, Ebbe Magnus, que eu gostaria de comer igual a um Viking. Não sei para quê fui pedir isso, pois foi uma fartura sem fim! Não dei conta de terminar meu prato. Ele me levou a esse restaurante que parece uma taverna antiga, luz baixa, móveis rústicos. Boa cerveja e boa comida a preços relativamente possíveis. Gostei do ambiente e do atendimento. Eles realmente amam brasileiros.

asylet

  • O quê: Almondêgas de carne com batatas e purê de pera. Um prato típico norueguês. Muito farto, tanto que meu amigo teve que provar que ele sim era um Viking e comer o dele e o meu. Se você é ruim de garfo, divida o prato com um amigo. O prato e a cerveja artesanal me custaram 200 NOK, ou seja, 118 reais. Mas, como disse, gasta-se isso uma vez na vida e pronto! hehe.

comida viking

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Bergen

  • Onde: Fisketorget, ou o mercado de peixes de Bergen – passeio turístico obrigatório, inclusive. Além de ser um lugar lindo, de arquitetura única, o mercado é todo multicultural. Tinha atendente até tentando falar português para conquistar a cliente aqui. Além de vários stands, também existe uma espécie de refeitório, aonde você pode se sentar e comer seu prato com calma. Era um verdadeiro paraíso, para mim! Peixes e frutos do mar fresquinhos. Um deleite!

mercado de peixe bergen

  • O quê: Peixe com batatas! Esse é um prato que sustenta e não é tão caro, por volta de 170 NOk, ou seja, 90 reais.

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Outra opção: o brunch

Na Escandinávia há uma cultura bem forte do brunch, que é uma espécie de café da manhã bem reforçado. Assim, caso o seu plano seja sair para um longo dia de turismo e caminhada, aconselho a tomar um brunch em algum dos restautantes e cafés.

Em CPH, perto da estação de Nørreport há um tanto de lugares que servem brunch. Eles geralmente oferecem opções de brunch entre 69 e 100 coroas (40 e 55 reais). Alguns deles dão descontos de até 20% no preço, dependendo do horário (os descontos costumam ser dados se você chega até o meio dia, por exemplo).Na Noruega, eu não cheguei a comer um brunch, mas acredito que seja comparável em questão de preços e fartura de alimentos.

Essa opção é legal, porque você acaba tendo duas refeições em uma – o café e o almoço. Por isso, é ideal para um longo dia de turismo, e vai ser muito atraente para o seu bolso.

Vai viajar para a Noruega ou Dinamarca? Faça agora o seu seguro viagem. Ele é exigido para entrar na Europa, e se você não apresenta-lo será barradx na migração. Além disso, é a garantia de que você estará amparadx caso haja algum imprevisto com a sua saúde. Aqui você pode pesquisar o melhor preço em várias seguradoras, comprar o que se adequar ao seu orçamento e ainda conseguir um desconto.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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