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Viagem para Manchester: o que saber antes de ir

Fazer uma viagem para Manchester é uma das muitas opções que se tem quando se está em Londres. Em no mínimo duas horas é possível chegar lá. Também não exige uma estada muito prolongada e ainda tem atrações únicas pra quem é fã de rock britânico e futebol. Se você cogita incluir Manchester no seu roteiro pelo Reino Unido, aproveite o guia a seguir para planejar sua viagem.

Guia de viagem para Manchester

O guia a seguir é baseado na minha experiência de viagem para Manchester em julho de 2019. Apesar de ser tecnicamente verão, peguei dias frios (18 graus em média, com vento) e chuvosos (garoa na maior parte do tempo, com algumas pancadas isoladas). O sol chegou a sair em alguns momentos, mas o clima mais friozinho prevaleceu em todas as situações.

Quantos dias ficar

Manchester não chega nem perto de ter o tamanho de Londres, mas isso não quer dizer que a viagem deva ser corrida. Com três dias é possível passear pela cidade sem pressa.

Como chegar

Partindo do princípio de que sua viagem para Manchester terá saída de Londres, você pode chegar até lá de trem ou de ônibus. O trem é mais rápido (cerca de duas horas), mas pode ser mais caro também, principalmente se a reserva for feita com poucas semanas de antecedência. Há muitas companhias de trens operando no Reino Unido e o preço também pode variar entre uma e outra.

Já o ônibus pode levar entre três horas e meia e cinco horas, dependendo do horário de partida (horários de partida ou de chegada com mais pico de trânsito naturalmente vão resultar em mais demora no trajeto).

Apesar da demora maior, o preço é bastante convidativo. Quando eu fui para Manchester, fazendo a reserva um mês antes da data de partida, o trem saía por 60 libras contra apenas 15 libras do ônibus. Caso opte pelo ônibus, o mais provável é que você compre uma passagem da National Express, a principal empresa de transporte rodoviário do Reino Unido.

Onde ficar

Não tem muito segredo. Manchester não é muito grande (do ponto de vista de quem chega de Londres principalmente) e os hotéis concentram-se na porção central da cidade. A questão maior para definir a escolha vai ser o seu orçamento e/ou o seu perfil, pois cada “cantinho” do centro tem um perfil um pouco diferente.

Leia as dicas detalhadas de onde ficar em Manchester com algumas sugestões de hotéis.

Como se locomover

Praticamente todo a região de Manchester onde estão os pontos turísticos principais pode ser percorrida de tram. Agora atenção para a pegadinha, o tram é chamado de MetroLink e metrô de fato não existe em Manchester. Percorrer a pé também é sempre uma opção.

guia de viagem para manchester

Hal Alghanim/Unsplash

Há também linhas de ônibus, mas acho que elas só podem ser necessárias se você for para regiões mais afastadas onde o tram não chega. Caso necessite usar ônibus, pesquise primeiramente pelas linhas Metroshuttle. São linhas gratuitas que conectam as principais estações ferroviárias (de onde partem trens para fora de Manchester), áreas de compras e regiões de negócios.

Há passes diários com viagens ilimitadas super em conta para viajar nos horários fora de pico (depois das 9h nos dias de semana), uma boa opção para passear pela cidade sem pressa e sem ficar contando moedinhas para pagar o transporte. Consulte valores e condições atualizadas aqui.

Qual moeda e quanto dinheiro levar

Leve libras, claro 😛 Considerando somente os gastos com transporte, alimentação e atrações, uma média diária de 50 libras é confortável, mas um orçamento mais baixo também permite desfrutar da cidade. Há supermercados e fast foods por todo lado (sinônimo de refeições mais) e é possível fazer muitas caminhadas, abrindo mão do transporte público dependendo de onde você se hospedar.

O que fazer

Além de atrações típicas das principais cidades europeias, Manchester oferece atrações incríveis pra quem é fã de rock britânico e de futebol. Leia o post detalhado com dicas do que fazer em Manchester para saber das atrações e regiões de interesse. E se o seu negócio é música, tem um texto inteiramente dedicado ao turismo musical em Manchester.

Onde comer

A Shambles Square, próxima à Catedral de Manchester, um dos pontos de visitação da cidade, tem bares bem charmosinhos. Bem perto dali está o Printworks, um centro de entretenimento e restaurantes com muitas opções – praticamente uma grande praça de alimentação com opções à vontade.

Grandes redes de restaurante e de fast food europeias (Vapiano) e britânicas (Prêt a Manger, Leon, Nero) estão espalhadas por toda a cidade, principalmente na região central.

Quem é fã de supermercados pode passar nas várias unidades do Sainsbury’s ou do M&S Food (a divisão gastronômica da Marks and Spencer). Fora tudo o que se encontra em um supermercado, ambos têm uma sessão dedicada a pratos quentes e prontos, no melhor estilo grab and go, e também uma sessão de padaria e confeitaria bem gostosa (mais ainda o M&S!).

Festivais

O grande festival de Manchester é o Parklife, ótima opção pra quem gosta de festivais com lineup típico do verão europeu mas que sejam urbanos, de fácil acesso. Ele acontece no Heaton Park, a noroeste da cidade. Ele acontece normalmente em junho.

Outros destaques acontecem fora dos limites de Manchester, mais precisamente no condado de Chesire, a aproximadamente uma hora da cidade. São o Blue Dot, com lineup focado no indie e na eletrônica, além de programação voltada para artes e ciência, e o Rewind Festival, só com bandas antigas no lineup, principalmente dos anos 1980. Eles acontecem respectivamente em julho e agosto.

Leia mais detalhes sobre estas e outras opções de festivais em Manchester.

Idioma

Inglês, claro, com um sotaque um pouco mais difícil de entender do que o inglês falado em Londres, na minha percepção 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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