o que fazer em manchesterDavid Dixon/Wikimedia Commons

O que fazer em Manchester: uma cidade pra quem ama música e futebol

Quem gosta do turismo tradicional, aquele típico das cidades europeias, certamente vem encontrar muito o que fazer em Manchester. Já quem é fascinado por música e/ou futebol vai conseguir ir além e sentir-se numa Disney musical ou futebolística.

Foi pelo menos a impressão que eu tive, na condição de uma nerd de música (mais ainda de rock britânico), nos dias que passei em Manchester. As atrações turísticas mais comuns são boas o suficiente para preencher um roteiro e valem a viagem até lá (são duas horas de trem ou aproximadamente quatro de ônibus saindo de Londres). Mas o que torna o turismo em Manchester realmente único são as atrações ligadas à música e ao futebol, dois produtos que a cidade gerou com excelência.

“O” lugar para fãs de Smiths, Joy Division, Oasis e toda cena musical de Manchester

Quem gosta de rock britânico sabe do papel de Manchester para o gênero como um todo. Por isso mesmo, é preciso todo um texto à parte para traçar um roteiro musical em Manchester. Mas, para antecipar o que a cidade reserva pro fã de música, anote aí:

É possível visitar o Salford Lads Club, que ficou eternizado na foto de encarte de The Queen Is Dead, dos Smiths, e hoje é o segundo ponto turístico musical mais visitado do Reino Unido, ficando atrás apenas da Abbey Road, em Londres. Ainda entram na rota cenários que ficaram conhecidos em ensaios fotográficos do Joy Division, além de endereços importantes nessa história toda, como o Haçienda (que hoje é outra coisa) e a Factory, hoje FAC251 (se você é fã, sabe do que estou falando).

Etihad Stadium, Old Trafford e National Football Museum

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Old Trafford Stadium. Anthony Parkes/Wikimedia Commons

Casa do Manchester City e do Manchester United (na verdade, a “casa” do United fica em Trafford, na Grande Manchester), é claro que a cidade oferece aos turistas a oportunidade de fazer uma visita a algumas das dependências dos clubes. Há tours guiados para o Etihad Stadium e para o Old Trafford, sendo que este último inclui também uma visita ao museu do Manchester United.

Para além dos dois clubes da cidade, há ainda o National Football Museum, que é imenso. Você pode comprar ingressos antecipadamente. Em quatro andares o museu aborda o futebol sob diferentes perspectivas, com informação, história e atividades interativas.

Leia também: onde ficar em Manchester

O que fazer em Manchester: o turismo “típico”

Independentemente de você se interessar ou não pelo turismo relacionado à música e ao futebol expostos acima, vale a pena reservar espaço no roteiro para conhecer outros pontos turísticos de Manchester.

Todos os lugares a seguir estão concentrados na região central de Manchester, a uma distância razoável uns dos outros. É possível, portanto, percorrê-los a pé ou, se necessário for, em um ônibus hop-on hop-off ou mesmo usando o transporte público da cidade.

Northern Quarter, Afflecks e Oldham Street

A região do Northern Quarter pode muito bem ser agrupada no roteiro de Manchester mais ligado à música, mas ao mesmo tempo faz sentido pra todo mundo que gosta de um ambiente mais alternativo ou boêmio.

O bairro em questão é jovem, com muitas opções de restaurantes, bares e clubes de música ao vivo onde você vai ouvir o que os britânicos produzem de bom desde sempre quando o assunto é rock.

A Oldham Street é o endereço que concentra a maioria desses estabelecimentos e ainda tem um “brinde”: a Manchester Music Walk, um trecho da calçada com inscrições que fazem referência a elementos essenciais da história da música na cidade.

Para completar o passeio pela região na mesma vibe, há o Afflecks, bem pertinho da Oldham Street. É um mercado alternativo com lojas de disco, roupas, acessórios, restaurantes (inclusive veganos). Tão interessante quanto o interior do Afflecks, com todas as lojas organizadas numa estrutura labiríntica, é o seu exterior, com murais que homenageiam personalidades e elementos importantes da história de Manchester, incluindo – adivinhe – música e futebol.

John Rylands Library e Catedral de Manchester

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John Rylands Library. Mdbeckwith/Wikimedia Commons

A biblioteca John Rylands e a Catedral de Manchester são lugares bem versáteis, sendo interessantes pra quem se interessa por monumentos em geral, por arquitetura (ambas são construções de inspiração gótica) ou por história.

Tanto a biblioteca quanto a catedral são abertas ao público com entrada gratuita. A John Rylands, especificamente, realiza exposições regulares relacionadas ao seu acervo e a Catedral de Manchester tem visitas guiadas regularmente.

HOME

Se você gosta de arte contemporânea, a HOME é um lugar ótimo para incluir no seu roteiro de Manchester. Trata-se de um centro de arte com galerias, cinema, teatro, bares e restaurantes. Algumas exposições (incríveis) são gratuitas. Por exemplo, quando estive lá, estava em cartaz uma mostra do David Lynch com entrada aberta ao público.

The Printworks e lojas de departamento

Ainda no entretenimento, mas num viés mais pop, a sugestão é o The Printworks, um complexo de cinemas, bares e restaurantes. Ele fica numa região movimentadíssima e super turística e comercial do centro de Manchester. Ou seja, é também uma boa desculpa para fazer aquele passeio mais consumista.

Perto do Printworks estão grandes lojas de departamento britânicas, como a Harvey Nichols e a Selfridges & Co, além do shopping Arndale e da unidade local do TK Maxx, uma rede de outlets.

Canal Street, Gay Village e Alan Turing Memorial

Uma última sugestão nesta lista com o que fazer em Manchester é explorar a região da Canal Street. Esta rua de pedestres é o eixo principal da Gay Village, uma região de Manchester com bares e restaurantes voltados para o público LGBTQ+.

Na região encontra-se ainda um outro ponto para incluir no roteiro. É a estátua em homenagem a Alan Turing, uma personalidade gay cujo papel foi determinante para os rumos da história do século XX com suas contribuições para o desenvolvimento da computação e para as estratégias de inteligência no combate aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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