festivais em manchesterParklife Festival/Divulgação

Festivais em Manchester e além para conhecer a cidade e os arredores

Se você procura festivais em Manchester, a primeira coisa que precisa saber é que talvez não os encontre dentro dos limites exatos da cidade. Apesar de ser uma das maiores áreas urbanas da Inglaterra, Manchester sozinha não contribui para o número absurdo de festivais que existem no país. É preciso explorar a região metropolitana e além para encontrar um número mais razoável de alternativas.

Parklife, o rei dos festivais em Manchester

Reinando praticamente sozinho dentro de Manchester, o Parklife, festival que leva o nome do clássico do Blur (disco e single) é bastante novo para os padrões ingleses (nasceu em 2010). Mas já é um dos maiores festivais urbanos do país. Somados seus dois dias, atrai uma média de 160 mil pessoas todo mês de junho.

Sua casa é o Heaton Park, que pode ser acessado via Metrolink, como é chamado o tram em Manchester. Ou seja, se você não curte o camping lamacento que é a cara dos festivais ingleses, este festival é pra você. Você vai e volta no mesmo dia, rapidinho, usando o transporte público.

O lineup prioriza indie, hip hop e eletrônica. Mais informações aqui.

Rumo a Cheshire (aquela mesma do Gato de Alice)

Saindo dos limites de Manchester, você pode ir rumo a Cheshire, a 60 quilômetros de Manchester. O condado onde nasceu Lewis Carroll tem dois festivais muito peculiares.

Música e ciência para as massas

O primeiro deles é o Bluedot, que combina música com atividades de ciência, arte, comédia e palestra. E a parte que toca à ciência não é só uma firulinha, não. A sede do Bluedot é o Jodrell Bank Observatory, o que oferece toda uma infraestrutura que favorece a realização de atividades nessa linha, como uma programação exclusivamente dedicada à observação de estrelas.

Há também uma área dedicada a descobertas científicas recentes e uma área para realização de experimentos científicos. Indie e eletrônica dominam o lineup do festival, que acontece normalmente em julho e tem opção de camping. Mais informações aqui.

Você falou em anos 80?

O segundo festival da região é o Rewind Festival, cujo lineup foca exclusivamente em artistas que fizeram sucesso nos anos 1980. Ele tem três edições em todo o Reino Unido chamadas de Rewind North (esta em Chesire), Rewind South (na região de Oxfordshire) e Rewind Scotland (na Escócia, óbvio).

O festival 100% nostálgico tem camping e normalmente acontece na virada de julho para agosto. Mais informações aqui.

De graça em Rochdale

Se a ideia é ter a experiência de qualquer festival, uma opção pode ser o Rochdale Feel Good Festival, na cidade de Rochdale, a cerca de meia hora de Manchester. O lineup não é estrelado, mas ele é gratuito – uma das muitas opções de festivais de graça na Europa.

A programação é voltada para o indie e rock em um grande palco no centro da cidade e em clubes fechados, além de uma programação dedicada a famílias, oficinas e gastronomia. Acontece normalmente em agosto. Mais informações aqui.

Indo além: Sheffield

Só para esticar essa lista um pouquinho mais, uma última opção pode ser o Tramlines. Ele é hoje o principal festival da cidade do Arctic Monkeys, Sheffield, que fica a apenas 50 minutos de trem de Manchester. Ou uma hora e meia indo de ônibus, uma opção bem baratinha.

Assim como o Parklife, que começa essa lista, o Tramlines é um festival urbano que toma conta de um dos principais parques de Sheffield. Dura três dias, não tem camping e o lineup tem uma pegada que favorece quem é fã do estilo do Lolla. Acontece normalmente em julho ou na virada de julho para agosto. Mais informações aqui.

Decidiu? Então leia nosso guia de viagem pra Manchester para planejar sua viagem para a cidade

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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