rock in rio lisboa 2018Rock in Rio Lisboa

4 perguntas de uma estreante no Rock in Rio em Portugal

O Rock in Rio em Portugal não é exatamente uma novidade aqui no Festivalando. Em 2016, nossa amiga Luiza Antunes, que mora na terra de Cabral, foi ao festival em Lisboa e contou como foi a experiência. Mas é uma novidade pra mim, que vou pela primeira vez. O festival faz parte de uma ~turnê~ que inclui também o Download Festival Madrid. Gra completa esse giro, indo ao Graspop e ao Zwarte Cross.

Inevitável, então, não ficar com todas aquelas dúvidas e expectativas de principiante. Ainda mais com a percepção condicionada pelas experiências do Rock in Rio aqui no Brasil – algo que a Luiza não chegou a passar, pois até então ela não havia ido ao festival brasileiro.

Algumas perguntas falam alto na minha cabeça neste momento.

Será que Rock in Rio é tudo igual?

Eu fiz um questionamento semelhante quando decidi ir a um Lolla fora do Brasil e aprendi, na prática, que de igual os festivais só tinham o nome. Estrutura, ambiente, tudo tinha suas particularidades em cada local, mesmo eu tendo visto exatamente os mesmos shows.

Mas não acho que isso seja o suficiente para tomar como um padrão. Principalmente quando é o Rock in Rio que está em jogo. Medina, essa quase entidade por trás do festival, tem uma habilidade imensa em repetir eternamente o evento que ele mesmo criou. Inclusive, eu e Gra chegamos à conclusão de que a repetição faz parte da essência do Rock in Rio.

E, ao contrário dos Lollas sul-americanos, que carregam o mesmo nome mas são organizados por empresas completamente diferentes, algo que pesa na diferenciação de cada um deles, no Rock in Rio Lisboa temos a mesma direção.

Será este poder repetitivo do criador do festival capaz de suprimir a força das peculiaridades culturais de um outro país e continente? A ver.

Vou encontrar muitos brasileiros no Rock in Rio em Portugal?

Essa é uma questão que sempre me fez pensar. O Rock in Rio é uma marca brasileira acima de tudo, por mais que já se tenha tentado internacionalizá-la. E com uma oferta de festivais tão grande na Europa, o Rock in Rio Lisboa é mais um dentre dezenas (em Portugal) ou centenas de festivais (na Europa) para quem vive lá.

Considerando o apelo gigante que a marca tem entre os brasileiros, fico imaginando qual seria a proporção de tupiniquins no festival em Lisboa. Provavelmente os portugueses devem ser, sim, a maioria. Mas suspeito que o Rock in Rio Lisboa seja o festival no exterior com maior fatia de pessoas do Brasil. Com o êxodo recente de brasileiros para Portugal, talvez essa proporção seja ainda maior do que em edições anteriores.

estrutura rock in rio lisboa

Vai ter fila eterna pra tirolesa?

Corrigindo e já usando o vocabulário local: vai ter fila para o slide? Apesar do idioma dos colonizadores usar outro termo, a tirolesa está lá igualzinha ao que temos aqui. Inclusive, está montada sobre o Palco Mundo, reforçando a questão do primeiro tópico deste texto.

Esclareço que não tenho vontade de ir na tirolesa por razões de medo de altura. Mas o aparato ganhou uma importância tão colossal e mítica no Brasil, algo tão cobiçado quanto a grade de um hipotético show de Anitta, Beyoncé e Gaga juntas num grande feat., que é impossível não usá-la como um parâmetro de comparação ao se pensar na relação Rock in Rio x Rock in Rio Lisboa.

Onde eu como pastel de Belém?

Eu sei que isso não tem absolutamente nada a ver com o Rock in Rio Lisboa e com festival algum. Mas, basicamente, essa é a questão que martela na minha cabeça nesses momentos pré-viagem para Portugal. Mais até que a cotação do euro que quase me fez arrepender dessa viagem.

Tenho a meta deliciosa de comer um pastel de Belém por dia. Desejo fortemente que a praça de alimentação montada dentro do festival não crie um obstáculo a esta justa ambição gastronômica.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

2 comments

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  1. Rodrigo Amorim 26 junho, 2018 at 13:57 Responder

    Olá, tenho algumas duvidas sobre o RIR RJ: se eu me hospedar em um hotel muito próximo ao parque olímpico (não sei se vai ser la em 2019) poderei chegar ao local a pé? ou somente no transporte do evento?

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