onde ficar em luxemburgo viagem para luxemburgoJean Carlo Emer/Unsplash

Guia de viagem para Luxemburgo: o que saber antes de ir

Espremido entre Bélgica, Holanda e Alemanha, Luxemburgo, que sequer chega a ser um país – é um Grão-ducado (um território governado por um grão-duque, título dado a príncipes soberanos), é pequeno em tamanho, mas grande em beleza. São pouco mais de 2.500 km² (menor que Brasília), cerca de 600 mil habitantes e paisagens que incluem construções fortificadas, florestas e relevo íngreme. Se você planeja fazer uma viagem pra Luxemburgo, acompanhe o guia na sequência para se orientar.

Guia de viagem para Luxemburgo

Este guia tem como base a minha experiência na capital, a Cidade de Luxemburgo, onde fiquei por duas noites. Foi logo após passar alguns dias em Bruxelas e ir no Rock Werchter (a propósito, viajar pra Luxemburgo é uma ótima maneira de incrementar o roteiro posterior aos grandes festivais belgas).

Quando cabível, há links para outros posts do blog com mais informações detalhadas. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários 😉

Quantos dias ficar

É bastante comum que as pessoas encarem uma viagem para Luxemburgo como um bate-volta partindo de Bruxelas. Dá pra fazer assim. Mas por que tanta pressa?

De um dia para o outro é possível fazer os mesmos passeios sem a pressão de visitar tudo com horas contadas. Ou, ainda, é possível ir além da capital e visitar alguma cidade vizinha. Vianden, com o famoso castelo que leva o mesmo nome, costuma ser a opção mais comum pra quem decide ficar um pouquinho mais.

Acredite: Luxemburgo não pede pressa. É um destino calmo, que passa longe daquela agitação turística das grandes capitais europeias e, por isso, vale a pena entrar no ritmo local.

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Polina Sushko/Unsplash

Como chegar

É possível chegar de avião, trem ou ônibus. Porém, o avião pode ser dispensado já que o mais provável é que você chegue em Luxemburgo saindo de Bruxelas. Neste caso, trem e ônibus são as opções mais práticas.

De trem, você sairá da estação Bruxelles-Midi (uma das três estações de trem de Bruxelas) rumo à Gare Centrale, a única estação de Luxemburgo. Você pode comprar as passagens nos vários sites que vendem bilhetes de trem na Europa.

De ônibus, você pode ir de Eurolines ou Flixbus, duas das principais empresas de transporte rodoviário na Europa. De Bruxelas a Luxemburgo, ambas partem também da estação Bruxelles-Midi, de um ponto sinalizado no exterior da estação.

Dica: de trem, a viagem para Luxemburgo leva quase 3h30 e a viagem de ônibus pode variar entre 3h e 4h, conforme o trajeto. Porém, o trajeto de ônibus pode sair até três vezes mais barato. Eu viajei de Bruxelas a Luxemburgo de ônibus (Eurolines). O trecho foi feito em três horas e eu paguei 11 euros, contra 40 euros do bilhete de trem para a mesma data.

Onde ficar

A Ville-Haut, ou Cidade Velha, é a primeira opção de lugar para procurar hotéis, por uma questão mais prática. É por onde você mais vai circular como turista. Mas há também opções em outras regiões da cidade. Leia em detalhes onde ficar em Luxemburgo, com direito a uma sugestão de hotel.

Como se locomover

Pelas pequenas dimensões da cidade de Luxemburgo, andar a pé é uma das principais opções. Eu, por exemplo, só usei ônibus quando cheguei e na hora de ir embora por causa do peso da mochila.

Falando de transporte público, dentro da cidade de Luxemburgo é possível se locomover de ônibus ou tram, majoritariamente. Os ônibus circulam mais pela região central da Gare Centrale e histórica da Ville-Haute, enquanto os trams circulam por Kichberg, um bairro mais modernizado.

Há algumas regiões bastante específicas onde circulam funicular e ônibus autônomos. Os trens circulam apenas entre uma cidade e outra do Grão-ducado.

A partir de março de 2020, tudo isso será gratuito, fruto de um plano grandioso do governo local. Enquanto esse momento não chega, é importante saber que os bilhetes para usar o transporte podem ser comprados em máquinas nas paradas de tram e no posto central de informação turística na Place Guillaume II. Nas paradas de ônibus dificilmente você vai encontrar máquinas de venda de bilhetes.

Pont Adolphe. Jean Carlo Emer/Unsplash

Qual moeda e quanto dinheiro levar

Luxemburgo faz parte da Zona do Euro, portanto esta é a moda que você deve levar. Excluindo os custos com hospedagem, que são pagos muitas vezes à parte e antecipadamente, o que pode pesar no orçamento diário é a alimentação, dependendo do seu nível de exigência.

Com 10 euros ou até menos é possível fazer uma refeição completa em redes de restaurantes ou em estabelecimentos mais simples (leia nos tópicos seguintes algumas indicações). Mas também é possível gastar pelo menos uns 25 euros num único prato em restaurantes mais sofisticados.

Há atrações turísticas pagas (não muito caras) e gratuitas, o que ajuda a equilibrar as contas.

O que fazer

A “sacada mais bonita da Europa”, museus gratuitos e parques estão entre as opções de passeios. Leia a  lista completa de sugestões do que fazer em Luxemburgo.

Onde comer

A Grand Rue e a Place Guillaume II, ambas na Ville-Haute, podem ser bons lugares pra ir na hora de comer, pois concentram uma boa quantidade de restaurantes, o que te dá muitas opções tanto de cardápio quanto de preço.

Eu comi bastante na Exki da Grand Rue. Esta uma rede de comida saudável e super em conta no estilo “grab and go” (como a Prêt a Manger na Inglaterra), que tem lojas principalmente na Bélgica, Holanda e em menor quantidade em outros países europeus.

Eles têm muitas opções de saladas, tortas, sopas, pratos quentes (alguns são vendidos congelados, mas você pode esquentar no local) e bebidas diversas. Com menos de dez euros você se alimenta bem, combinando as opções do menu promocional (salada + sopa + bebida ou salada + torta + bebida, por exemplo).

Ainda na Ville-Haute, as ruelas nas proximidades do Musée National d’Historie et d’Art concentram restaurantes mais aconchegantes e sofisticados, além de muitas brasseries.

O entorno da Gare Centrale também tem muitas opções, inclusive de redes famosas, como Vapiano, Paul e a local Oberweis (também na Gare Centrale), especializada em confeitaria.

Um restaurante próximo dessa região onde eu comi e gostei foi o Nirvana, de comida indiana vegana, atendimento acolhedor e preços ótimos.

Festivais

Pequenino que é, Luxemburgo tem um calendário de festivais bem restrito. Falando especificamente dos festivais com o perfil daqueles priorizados pelo Festivalando, são dois basicamente que o país tem hoje.

O Siren’s Call, que normalmente acontece em julho, e o Sonic Visions, normalmente em novembro. Ambos têm um lineup mais voltado pro indie, sendo que o segundo, além de um festival, também tem uma conferência sobre tendências e inovações na música.

Idioma

Francês, alemão e luxemburguês são as línguas oficiais e falados independentemente da região. Por exemplo, no hotel onde eu fiquei, todos os funcionários comunicavam-se entre si majoritariamente em francês, mas o locutor da rádio sintonizada no restaurante do hotel falava em alemão.

Ao mesmo tempo, como acontece em muitas partes da Europa, o inglês é amplamente falado.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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