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O que fazer em Luxemburgo: sugestões de passeios na capital do país

Luxemburgo é aquele clássico bate-volta que muita gente espreme num roteiro de viagem para Bruxelas. Nada contra. Mas quando você começa a pesquisar o que fazer em Luxemburgo, fica difícil acreditar que tudo se resolve em um bate-volta. Pelo menos foi assim comigo, que acabei decidindo dar mais tempo para esse destino.

Se você ainda quer o passeio rápido, sugiro avaliar esta excursão partindo de Bruxelas. Com um roteiro já esquematizado, mesmo que corrido, você ao menos otimiza as horas por lá. Outra opção é comprar um ticket do ônibus Hop-on Hop-off da cidade de Luxemburgo. Ele passa pelos principais pontos da cidade e também te poupa tempo em um roteiro mais apertado.

Mas se a ideia é ficar pelo menos de um dia pro outro, considere as sugestões a seguir para montar um roteiro de Luxemburgo (a capital, mais precisamente) com tempo pra respirar e apreciar a beleza que é esse lugar.

Leia também: onde ficar em Luxemburgo e guia de viagem para Luxemburgo

O que fazer em Luxemburgo: roteiro para conhecer a capital do país

O turistão: Casemates du Bock + Chemin de la Corniche

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Essas duas atrações são aquelas que você vê em cartão postal, nos guias, nas fotos do Instagram e, portanto, são inescapáveis num roteiro de Luxemburgo. Mais importante, elas fazem jus à fama toda.

As Casemates du Bock são um complexo de fortificações naturais construídas em um promontório, uma formação geográfica elevada sobre uma planície. As casamatas em questão são as inúmeras passagens subterrâneas no interior da fortificação, usadas em diferentes períodos da história da cidade de Luxemburgo como local de abrigo e proteção.

O exterior é igualmente incrível, com muros altíssimos e penhascos que se formam em contraste com o vale do Rio Alzette, que se encontra logo abaixo. Assim como nas passagens subterrâneas, é possível circular na parte alta e na parte baixa do exterior da fortificação para explorar o espaço.

Para completar a sessão paisagem de tirar o fôlego, na extensão das Casemates du Bock fica o Chemin de La Corniche, uma passagem de pedestres que oferece uma vista para a região de vale da capital de Luxemburgo e é conhecida como a “sacada mais bonita da Europa”.

Regiões: Ville Haute, Pfaffenthal e Kirchberg

Misturando-se com o perímetro das Casemates du Bock está a Ville Haute, a Cidade Velha, a região de maior concentração de turistas. Pede aquela caminhada clássica pra sentir a cidade, comer, conhecer lugares e fazer compras.

A Place Guillaume II é a típica grande praça de cidade européia, com muito espaço aberto e restaurantes. Já a Grand Rue, além de ser uma passagem para pedestres, concentra as grandes lojas e redes de restaurantes. Outra opção na região é o Parc Municipal d’Edouard André.

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Jean Carlo Emer/Unsplash

Saindo da Ville Haute, há dois caminhos possíveis.

O primeiro é Pfaffenthal, ao sul, no vale do Rio Alzette. O melhor de tudo é como chegar lá. Há um elevador panorâmico de cerca de 70 metros de altura, com acesso gratuito, que liga a Cidade Velha, que está na parte alta, a este bairro na região de vale. Ao lado do Chemin de La Corniche, é uma das vistas mais bonitas que se tem da cidade. Para chegar até o elevador, basta passar por dentro do Parque Pescatore.

Esta é uma região mais calma e residencial, mas vale a pena rodar pelas ruelas e construções históricas misturadas às modernices da Cidade de Luxemburgo. Por lá circulam micro-ônibus autônomos que integram o sistema de transporte público da cidade.

O segundo caminho possível é continuar pela parte alta e seguir para o bairro de Kirchberg. Por lá, o tram é o principal meio de transporte e a paisagem é mais moderna do ponto de vista arquitetônico. É uma região com muitas instituições de ensino também. Para os turistas, há museus (mais no tópico a seguir) e o shopping da cidade, o Auchan Kirchberg.

Museus: Musée National d’Histoire et d’Art, Casino e Museum d’Art Moderne Grand-Duc Jean

Para quem gosta de museus, as sugestões deste roteiro de Luxemburgo incluem três opções. O primeiro é o Musée National d’Histoire et d’Art. Localizado na Ville Haute, ele tem entrada gratuita para as coleções permanentes, que incluem uma sessão arqueológica e pinturas de artistas modernos e contemporâneos de Luxemburgo e de outras partes da Europa. Mais informações aqui.

Também com entrada gratuita e também na Cidade Velha é o Casino Luxembourg, focado exclusivamente em arte moderna. Mais informações aqui. Finalmente, o Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean, também chamado de Mudam, fica em Kirchberg. Como o nome entrega, tem acervo dedicado à arte contemporânea. Mais informações aqui.

Monumentos: Palácio Grand-Ducal + Notre Dame + Pontes

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Pont Adolphe. Jean Carlo Emer/Unsplash

Para quem gosta de conhecer construções históricas e imponentes, três sugestões. A primeira é o Palácio Grand-Ducal, residência oficial do grão-duque de Luxemburgo. O interior do palácio pode ser visitado durante o verão, de julho a agosto. Fora desse período, o que resta é observar o exterior.

A segunda é a Catedral de Notre Dame, que começou a ser erguida no século XVII e passou por ampliações mais tarde, já no século XX. Por essa razão, ela combina vários estilos arquitetônicos, como neo-barroco e neo-gótico.

A terceira sugestão é, na verdade, um conjunto de sugestões. São as pontes que ligam diferentes partes da cidade e sua relevo peculiar, com partes altas e vales muito acentuados.

A Pont Adolphe, construção em pedra sobre um dos parques da cidade, liga a Cidade Velha à região da Gare, a estação central de Luxemburgo, um lugar mais urbano e com jeito de centrão. Outra ponte que conecta estes dois pontos é a chamada Passerelle, com arcos imponentes e estilo mais antigo. Já a Pont Grand-Duchesse Charlotte, em estilo mais moderno, liga a Cidade Velha a Kirchberg.

Indo além: Vianden

Como é bastante fácil e rápido se deslocar para outras cidades desse país minúsculo de cerca de 600 mil habitantes, há muito mais o que fazer em Luxemburgo e esta sugestão de roteiro se concentra apenas na capital.

Uma das cidades mais comuns de se encaixar num roteiro, além da capital, é Vianden. Ela é famosa pelo Castelo de Vianden e por ter sido lar de Victor Hugo durante o exílio. Hoje, a casa onde poeta francês viveu é aberta a visitação.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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