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Rock Werchter, Bélgica: a experiência na Monalisa dos festivais

Eu vivi isso, muita gente também: quando fui ver a Monalisa no Louvre, me espantei com o tamanhozinho do quadro. Como uma obra de arte dessa importância é tão pequena? Na minha cabeça, o quadro era quase tão grande quanto um mural do Bosch. Pois eu passei pela mesma experiência com o Rock Werchter, na Bélgica.

Realizado no vilarejo de Werchter, de pouco mais de três mil habitantes, a 30 quilômetros de Bruxelas, o Rock Werchter esteve na mira do Festivalando desde as primeiras pesquisas para a primeira viagem do blog, cinco anos atrás. E isso porque a percepção foi sempre de um festival monumental em todos os sentidos: quatro dias, lineup com headliners de peso sempre, em atividade desde 1977, tal como os grandiosos Roskilde e Glastonbury.

Até que eu entrei no festival e em pouquíssimos minutos já tinha percorrido tudo. Num giro de 360°, dá pra ver a área toda do festival, sem perder nada no horizonte.

Veja nos destaques de stories do Festivalando no Instagram: os shows e os detalhes do Rock Werchter

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Rock Werchter/Divulgação

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Rock Werchter/Divulgação

A Monalisa dos festivais

Tal qual a Monalisa, o fato do Rock Werchter ser tão pequeno em espaço físico se comparado com outros festivais da mesma época e estilo não diminui em nada o valor das demais propriedades que ele tem.

Ele não deve em nada ao típico festival de verão europeu: o lineup é super estrelado todos os anos, é bem organizado, o espírito de quem vai pelo festival (e não por uma atração específica) é se espalhar na grama pra curtir o sol e uns bons shows, como num grande feriadão. Quem acampa certamente fica mais imerso ainda no clima de entrega. Tem festas no camping e área de entretenimento com um after party que dura até as quatro da manhã.

Talvez por falta de mais espaço, faltem mais atividades extra-musicais imersivas, como é de costume nos festivais desse tipo. Quem passa o tempo todo lá, no camping, precisa contar mais com imaginação e criatividade pra se ocupar quando não quer ver shows. Mas não chega a ser um pecado, pois a programação musical obriga aquela corrida frenética entre um palco e outro de tão boa.

O Rock Werchter ainda se preocupa com você

É engraçado escrever isso, principalmente porque ainda não tinha tido essa sensação. Mas essa percepção vem da diferença entre o festival garantir seu bem estar por obrigação (o mínimo, né?) e adicionar um pouco de cordialidade no processo com algumas sutilezas.

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Rock Werchter/Divulgação

Por causa das altas temperaturas na Europa neste fim de junho, o Rock Werchter acabou dando muita ênfase – muita mesmo – na hidratação. Com termômetros entre 28°C e 33°C, a organização lembrava a gente o tempo todo de tomar água e não mediu esforços pra que isso acontecesse. Parecia a minha mãe falando: filha, não esquece de tomar água, hein?

Desde a entrada, antes mesmo da revista, já havia uma estação de água e jatos refrescantes, sem fanfarronice de patrocinador. O foco era simplesmente garantir a hidratação adequada de todo mundo (entendedores entenderão o shade).

Lá dentro, além de mais água pra refrescar a garganta e o corpo, distribuição gratuita de ear plugs pra proteger os ouvidos e patrocinadores dando brindes adequados: chapéus. Foi um alívio na hora que ganhei o meu e dali em diante acompanhar o festival ficou bem mais leve. Em uma das muitas áreas de descanso, um conselho: sit down and relax. Mais uma vez, veio a voz da minha mãe na cabeça: “Priscilinha, descansa um pouco”.

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Rock Werchter/Divulgação

Assim como quem admira arte vai gostar de ver a Monalisa, quem se atrai pelos festivais europeus vai gostar do Rock Werchrer

Pra quem quer a experiência de um festival de verão europeu típico, não muito exaustivo (a não ser pelo calor), podendo escolher entre o camping ou um hotel confortável, o Rock Werchter está aí como opção. Eu, que nem queria a princípio estar lá (foi solução de última hora pro projeto Glastonbury que deu errado mais uma vez, SOFRO), saí de lá satisfeita. E ainda me perguntando: por que eu não vim há mais tempo?

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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