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festivais comprometidos com a igualdade de gêneroChristian Bertrand via Shutterstock

Estes são os 40 festivais comprometidos com a equidade de gênero

Já há algumas temporadas festivaleiras se repete o coro sobre a falta de representatividade das mulheres nos lineups – sejam artistas solo ou bandas com mulheres em sua formação. A persistência na crítica conduziu a um novo passo para corrigir esse desequilíbrio. 40 festivais e cinco conferências de música da Europa e da América do Norte comprometeram-se publicamente a atingir a equidade de gênero até 2022. A paridade será trabalhada nos lineups, na programação paralela dos eventos e/ou nas equipes de produção.

A iniciativa é da Keychange, organização europeia focada em aumentar a participação de mulheres na indústria da música. Para colocar a proposta em prática, 60 artistas, especialistas em inovação e líderes irão a campo, em festivais, para conduzir oficinas, laboratórios e outras atividades para acelerar a redução das lacunas de gênero no setor. Entre os escolhidos estão a líder do Garbage, Shirley Manson, e o presidente da Islândia, Guðni Thorlacius Jóhannesson.

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Estes são os 40 festivais comprometidos com a equidade de gênero

Há festivais e conferências representantes de 17 países, sendo 15 europeus (Alemanha, Áustria, Escócia, Espanha, Estônia, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Islândia, Noruega, País de Gales, Polônia, Portugal e Suécia) e dois da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Mais da metade deles é do Reino Unido (incluindo representantes da Inglaterra, Escócia e País de Gales).

Vale notar que o Reino Unido hoje concentra não só a maior quantidade de festivais comprometidos com a equidade de gênero como também conta com uma indústria mais bem mobilizada para trabalhar coletivamente demandas diversas.

É de lá também que surgem outras iniciativas que atendem pautas das mulheres. Um exemplo é a Safer Spaces, campanha da Associação dos Festivais Independentes do Reino Unido para combater o assédio sexual em festivais.

Enfim, os participantes:

Aldeburgh Festival (Inglaterra)
BBC Proms (Inglaterra)
BIME (Espanha)
Blissfields (Inglaterra)
Bluedot (Inglaterra)
Borealis (Noruega)
BreakOut West (Canadá)
By:Larm (Noruega)
Canadian Music Week (Canadá)
Cheltenham Jazz Festival (Inglaterra)
Cheltenham Music Festival (Inglaterra)
Eurosonic Noorderslag (Holanda)
FOCUS Wales (País de Gales)
Gilles Peterson’s Worldwide Festival (França)
Granada Experience (Espanha)
Hard Working Class Heroes (Irlanda)
Huddersfield Contemporary Music Festival (Inglaterra)
Iceland Airwaves (Islândia)
Katowice JazzArt Festival (Polônia)
Kendal Calling (Inglaterra)
Liverpool International Music Festival (Inglaterra)
Liverpool Sound City (Inglaterra)
Manchester Jazz Festival (Inglaterra)
MUTEK (Canadá)
Norwich Sound and Vision (Inglaterra)
North By North East (Canadá)
NYC Winter Jazzfest (Estados Unidos)
Off The Record (Inglaterra)
Oslo World (Noruega)
Pop-Kultur (Alemanha)
Reeperbahn Festival (Alemanha)
Roundhouse Rising (Inglaterra)
Spitalfields Music (Inglaterra)
Sŵn (País de Gales)
Tallinn Music Week (Estônia)
The Great Escape (Inglaterra)
Trondheim Calling (Noruega)
Waves Vienna (Áustria)
Way Out West (Suécia)
Westway LAB (Portugal)

Além destes 40 festivais, fazem parte do projeto as conferências 53 Degrees North (Inglaterra), A2IM Indie Week (Estados Unidos), BBC Music Introducing Stages (Inglaterra), Midem (França), Musikcentrum Sweden e Wide Days (Escócia)

E aí?

É impossível não notar que a lista é majoritariamente europeia, notadamente com a presença de muitos países onde os debates sobre gênero já estão mais avançados.

Chama atenção também a ausência de festivais de peso – apesar da presença de festivais que, se não integram o mainstream, têm influência e são conceituados, como o MUTEK e o Eurosonic Noorderslag. Isso indica que este é um compromisso firmado, por enquanto, por um setor mais independente da indústria. Mas nada impede que os festivalões se juntem ao projeto, a não ser que eles estejam comprometidos só com os seus próprios interesses, néam?

Limitações à parte, o prazo de quatro anos dado para atingir a meta pode ser suficiente não só para obter esse tão necessário equilíbrio, como também para influenciar outras camadas da indústria e outras regiões.

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É só o começo

O projeto da Keychange é um dos muitos que, recentemente, tem levado demandas comuns às mulheres para dentro do universo dos festivais. O foco dele é a representatividade, mas há também notáveis iniciativas contra o assédio, como a já citada Safer Spaces e o Statement Festival, e outras boas que estimulam o empoderamento (apesar de haver algumas desastrosas, como a do MetalDays).

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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