curiosidades roskildeRoskilde Festival. Ph: Simon Frøsig Christensen

10 curiosidades sobre o Roskilde Festival

Talvez você tenha chegado aqui no blog recentemente e nunca tenha ouvido falar dele; talvez tenha visto a gente comentar aqui ou ali que o Roskilde Festival é um dos nossos festivais favoritos, mas ainda não sabe muito o que ele é. Por isso, decidimos contar 10 curiosidades sobre o Roskilde Festival. Assim você fica mais chegadx desse dinamarquês mara 😉

Apesar de não ser um fato do festival em si, vale lembrar antes de tudo: o Roskilde foi o primeiro festival da era Festivalando na web brasileira. Ou seja, foi lá que este site maravilhoso, esta obra das sinapses neuronais sagazes de duas mulheres porretas veio à luz do dia – e aos holofotes das noites festivaleiras, claro, hahaha ! Enfim: Obrigada. De nada. <3

10 curiosidades sobre o Roskilde Festival

guia do roskilde

Per Lange/Roskilde Festival

#1 – O festival Roskilde é a 4ª cidade mais populosa da Dinamarca

Como assim, queridannn? Sim, é isso mesmo o que você leu. Roskilde é um festival-cidade! Durante os oito dias de festival, o Roskilde vira a 4ª cidade mais populosa da Dinamarca. Com os números você vai entender que a densidade demográfica por lá é significativa: são 130 mil pessoas circulando pela festival area. Em miúdos, isso significa 80 mil pessoas que acampam, 20 mil pessoas que compram o single day ticket e mais 30 mil voluntários. Pra se ter uma ideia, Copenhaguem tem um pouco mais do que 600 mil habitantes… que loucura, não?

#2 – É um dinossauro entre os festivais de verão europeus

O Roskilde foi fundado em 1972. Portanto, é parte do legado hippie dinamarquês. Atualmente, ele é um dos festivais mais antigos e ainda na ativa na Europa. Junto com ele estão festivais como o Glastonbury, Reading and Leeds, por exemplo.

#3 – Desde 1972 sem fins lucrativos

Uma das coisas mais bacanas do Roskilde é que ele é um festival totalmente sem fins lucrativos. Toda a grana arrecadada é voltada para dar suporte em projetos sociais mundo a fora. Cada ano eles escolhem um projeto diferente para patrocinar. Mas como isso é possível? Bem, o festival é feito por 30 mil voluntários que carregam consigo a essência do festival, o que vamos ver no próximo tópico. Consequentemente, o festival mantém apenas um patrocinador. Como ele não nos patrocina, nem vou citar, kkkk.

#4 – Orange Feeling – só quem vai sente

Quando você procura pelo nome do Roskilde no Twitter, vai ver o usuário @organgefeeling. Mas hein? É que este é tipo o slogan ou o mote do festival. Um dos motivos da referência é certamente o palco principal do festival, o Orange Stage. Mas o orange feeling é muito mais do que isso. Talvez poderia ser traduzido como a vibe do festival? Sim, um pouco. Porém, tem até pesquisa acadêmica feita pra definir do que se trata o tal orange feeling. Pesquisadorxs chegaram à conclusão de que se trata de uma atmosfera, um sentimento coletivo presente no momento, numa erupção, construção coletiva da euforia, mas também da liberdade e da novidade de um festival reinventado e construído em cada dia da presente edição. Complexo, né?

#5 – Dream City – você pode construir sua própria comunidade temporária dentro do festival

Assim como o Burning Man, o Roskilde também tem o espírito de um festival construído coletivamente. Por isso, antes de cada edição, as pessoas que querem construir sua própria comunidade alternativa podem fazer uma proposta. Desta maneira, ao invés de ficarem no camping comum, essas pessoas constroem sua própria área de camping, em propostas inovadoras. E a reunião de todas esses acampamentos inovadores e mais um bocado de arte e música se chama “dream city”. E é claro, nós contamos tudo sobre a nossa experiência na Dream City.

#6 – Corrida dos pelados

A nudez é muito bem vinda no Roskilde. Tanto que todos os anos rola a famosa corrida dos pelados na Dream City. Peitinhos, pingulinhos e piriquitas livres e correndo rumo ao prêmio, hehe.

Naked Run – Roskilde Festival 2014 from Marie Dyrst on Vimeo.

#7 – Pilhagem, pra manter a tradição viking

Apesar de as eras vikings terem ficado bem lá atrás na hisória, a tradição da pilhagem se mantém viva. Isso rola porque, ao fim do festival, muita gente deixa estoques e mais estoques de comida e bebida em seus acampamentos. Muita gente literalmente abandona tudo. Daí, alguns grupos de xoooovennnsss saem pra arrecadar o máximo de suprimentos que conseguirem de cada barraca. Prática sustentável, ao final! Ah, acaba que também participamos de uma pilhagem, em 2014. Mas vou deixar bem claro que nem nos beneficiamos. Foi puro interesse jornalístico, hehehe.

#8 – “Roskilde” não se pronuncia do jeito que você pensou

A língua dinamarquesa é uma beleza, né? Sqn! Por isso, vão pronunciar Roskilde de uma forma completamente diferente. Não vai ser Rosquildi, nem rosquildê nem rosquinha. Mas sim, algo como /roskila/. Porém, é impossível reproduzir em palavras próximas do nosso conhecimento o que essa fonética do demo de fato é.

# 9 – Uma das maiores tragédias da história dos festivais rolou no Roskilde

Foi durante um show do Pearl Jam, no Roskilde Festival de 2000. O concerto estava tão cheio e os ânimos tão exaltados que muitas pessoas morreram pisoteadas durante o concerto. Ao todo, foram nove mortos. Sem contar várias pessoas feridas. Pois rolou muito pânico e muita gente foi pisoteada, atropelada, amassada, literalmente. Por isso a gente vive enchendo o saco da galera que gosta de se sentar no meio do público do Rock in Rio.

#10 – É proibido fazer crowdsurfing

No Roskilde Festival, o crowdsurfing é completamente proibido. Inclusive, a qualquer sinal mínimo de alguém tentando se erguer para isso na platéia, já chega um voluntário de uma brigada chamada “crowd safety”. Ou seja, a tragédia ocorrida durante a apresentação do Pearl Jam traumatizou geral. Por isso, também há um controle rígido da lotação da área da grade, além de uma vigilância forte dos moshs e qualquer sinal de despirocamento individual ou coletivo. Mas a crowd safety também tem uma vantagem: eles dão água pra você sempre, aonde quer que você esteja na área de shows. Passou um laranjinha da crowd safety e você diz que tá com sede so deserto do saara,eles vêm com um copaço de água pra você.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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