cidades da músicaMapa das Cidades da Música. Fonte: Unesco.

Tudo sobre o Cidades da Música, um projeto que pode mudar seu roteiro de viagem

A nossa bússola aqui no Festivalando funciona de forma diferente, meio que atraída pelo magnetismo musical. Assim, ela já começou a apontar loucamente para os países participantes do projeto Cidades da Música, um projeto maravilhoso da Unesco. Quando nos deparamos com uma iniciativa tipo o Cidades da Música, não tem nada mais a fazer a não ser contar pra vocês sobre e aplaudir de pé, Igreja! hehehe.

Então, pedimos licença para mais uma vez ~espalhar a palavra do turismo musical~ e te apresentar o Cidades da Música. São 24 países e 31 cidades voltadas para a produção musical e turismo de música como formas de estimular práticas sustentáveis locais. Artistas, turistas, todxs nós ganhamos com isso. Afinal, depois de conhecer mais sobre essas cidades e seus projetos – que incluem festivais maravilhosos, também – muito provavelmente você vai querer mudar o seu roteiro de viagem.

Um atributo a mais para o turismo: a música

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Salvador. Ph: Lazyllama via Shutterstock

Muitas cidades simplesmente se destacam com relação a outras em função da sua forte ligação com a música. Por isso, muitas organizações têm buscado fomentar as atividades musicais em cidades onde isso já era importante, e fazia parte da história e rotinas locais. O Cidades da Música, da Unesco é um exemplo de projeto que pretende realçar esse ingrediente no sabor de cada uma das cidades participantes.

Pra isso, foi criada uma rede de cooperação com as cidades e entre estas cidades. Então, vários projetos têm sido desenvolvidos em todos os continentes para fomentar a sustentabilidade e a produção musical em todo o mundo. Na verdade, o Cidades da Música faz parte de uma rede maior, a Rede de Cidades Criativas. Desde a sua fundação, esta rede conta com 180 membros, vindos de 72 países. Na rede, vale qualquer projeto e fomento nos campos criativos do artesanato, gastronomia, filme, design, literatura, música e artes midiáticas.

Apesar de o Cidades da Música ser um projeto mais recente, a Rede das Cidades Criativas existe desde 2004. Felizmente, a música se tornou uma área de destaque. Assim, as cidades que integram a iniciativa dão nova cor para o turismo musical, esse conceito que ninguém antes de nós falava sobre aqui no Brasil, mas que já é uma área consolidada em várias partes do mundo.

31 cidades que devem entrar na sua mira turístico-musical-festivaleira djá:

Unir turismo e música significa ter a oportundiade de conhecer as cidades por outros tons e acordes. Então, o Cidades da Música nos instiga a querer ver lugares que não eram prioridades, até então. Outros lugares já visitamos, pois, também, temos esse faro para o turismo musical desde que aparecemos no mundo, né querides! No entanto, 90% destas cidades ainda não foram visitadas por nós. O que significa que ainda há muito chão para caminhar nesse tabuleiro de WAR musical, kkkk.

Aí vai a lista das Cidades da Música:

Liverpool (UK), Glasgow (Uk), Bologna e Pesara(IT), Idanha a nova e Amarante (PT), kansas city (US), Morelia (MX), Kingston (JM), Bogotá e Medellín(CO), Frutillar(CL), Salvador (BR), Praia (CV), Sevilla (ES), Ghent (BE), Norrkoping (SE), Hannover e Mannheim (DE), Katowice (PO), Brno (CZ), Hamamatsu (JP), Daegu e Tongyeong (KR), Auckland (NZ), Adelaide (AU), Varanasi e Chennai (IN), Almaty (KZ), Kinshasa (CG), Brazzaville (CD).

Cada cidade desenvolve seus próprios projetos musicais, que vão desde festivais de música, programas de incentivo à musicistas e músicos, conferências musicais, como é o caso da famosa Womex. É tanta coisa legal, que não vai dar para falar no espaço e tempo deste post de hoje. Mas certamente, existem algumas cidades/ projetos que a gente queria destacar. Pra começar, que tal uma batida brasileira?

Você leu SALVADOR (BR)? Lemos e QUEREMOS!

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Garotas projeto social de música. Ph: Vinicius Tupinamba via Shutterstock

A capital da Bahia é uma das Cidades da Música da Unesco. Isso não é lindo? Salvador respira música, e o Pelourinho que o diga: além de ser cidade natal de um monte de musicistas e músicos ultra importantes para a Música Popular Brasileira, é também onde nasceram gêneros musicais como o tropicalismo, o axé, nossa nova e samba.

E não para por aí. Onde mais no mundo você vai encontrar uma invenção musical tão maravilhosa como um trio elétrico? Foi lá que eles surgiram, também!

Embora isso não seja novidade, é importante lembrar o quanto o carnaval da cidade é um dos mais famosos do Brasil. Por conta disso, estimam-se que os negócios em torno da música movimentem mais de 250 milhões de dólares a cada ano. O Carnaval de Salvador é um verdadeiro exemplo de como uma atividade local pode gerar tantos empregos e contribuir para o desenvolvimento cultural da cidade.

Música e aplicações sociais

Além de toda essa maestria em tocar a música como negócio e turismo, Salvador ainda desenvolve vários projetos sociais e de incentivo à produção musical.Quem nunca ouviu falar do Olodum, não é mesmo?

Também desde 2015, quando tornou-se membro do Cidades da Música, Salvador criou uma Incubadora de Sons, que oferece suporte para que artistas possam desenvolver suas obras e aprimorar suas carreiras. Pra saber mais, clique aqui.

Apesar de ser muito conhecida pelo Axé, a capital soteropolitana é muito mais do que isso. São vários espaços de música ao vivo espalhados pela cidade, festivais como o MUSA  e o Festival de verão de Salvador .

Decidiu ver de perto por que Salvador é uma das Cidades da Música da Unesco? A gente deixa uma lista de lugares para ficar em Salvador, para a sua viagem musical ser nota 10.

Bogotá e seus maravilhosos e gratuitos Festivales al parque

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Festivales al parque, Bogotá/ Divulgação

Bogotá viu na tradição musical uma aliada para combater a violência. Então, surgiu como iniciativa a série Festivales al parque. Trata-se de um projeto também desenvolvido no âmbito do Cidades da Música. Assim, os festivais nos parques da cidade tornaram-se uma forma de garantir entretenimento, direito ao acesso à cultura e de fomentar a produção musical no país. Como resultado, houve a diminuição da violência e geração de oportunidades nos setores da música.

Os Festivales al parque são muitos

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Jazz al parque/ Divulgação

Há festivais voltados para jazz, hip hop, música eletrônica, música tradicional colombiana, música clássica e também ao rock. Inclusive, o Rock Al Parque se tornou um dos maiores festivais gratuitos e ao ar livre da América Latina. No Lineup, já estiveram inclusive grupos internacionais renomados, como é o caso do Metallica.

Os festivais também fazem com que a galera da cidade queira fazer música. A maioria dos lineups são formados depois de acirradas competições, com alto nível artístico. Por isso, o ano todo tem evento musical, incluindo os eventos e seletivas pré-festival.

A Pri conhece Bogotá muito bem. Tudo o que fez parte das aventuras dela na terra do Estereo Picnic e Rock al Parque, você pode ler aqui e aqui . Além disso, dicas super maravilhosas de onde ficar em Bogotá.

Os sons de Adelaide, na Austrália, merecem a atenção dos seus ouvidos

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Adelaide Sounds/ Cities of Music/ Divulgação.

Adelaide não poderia ficar de fora dos nossos destaques aqui neste post. Afinal, é uma das cidades com maior número de iniciativas no campo da música e turismo musical dentro do projeto Cidades da Música. Basta dar uma olhada rápida na página dos projetos que você vai ver Adelaide pra todo lado.

Além de ter vários festivais legais, com músicos locais, Adelaide também promove uma espécie de série de apresentações no aeroporto da cidade. Quem chegar às sextas feiras vai encontrar shows gratuitos rolando no hall do aeroporto. Não é o máximo? Também rolam apresentações em alguns sábados e domingos. Desde 2013, mais de 60 artistas apresentaram suas performances neste aeroporto.

Trilha da música

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The Adelaide Unesco City of Music Trail. Fonte: Unesco

Também nesta cidade criaram um espécie de trilha de aventuras diferente: a Trilha da Música de Adelaide ou The Unesco City of Music Trail. Mas, o que seria isso? É uma trilha interativa, feita para contar as histórias das casas de concertos e shows mais importantes da cidade.

O caminho interativo inclui material audiovisual exclusivo, incluindo um curta sobre o Centro de Festivais de Adelaide – sim, grito, escândalo – pois Adelaide tem um centro exclusivo e ultra moderno para abrigar festivais. Durante todo o ano, você vai poder ir a um festival de música na cidade. Por exemplo, neste momento estão cartaz um festival de guitarra e de música asiática. Maravilhoso, não?

Caso você tenha se empolgado e queira conhecer Adelaide, aqui vai uma lista de lugares legais para ficar por lá.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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