Palácio de Bruxelas. Wikimedia Commons. Pic: Jaume Meneses

Roteiro Bruxelas: 4 sugestões de passeios

Desde o momento que confirmei minha ida ao Graspop Metal Meeting, Bruxelas já estava nos meus planos, por menos planejados que eles estivessem naquele momento, rs ( aqui neste link você pode começar a se planejar e ficar melhor do que eu na sua ida ao país, hahaha). É verdade que a Bélgica possui muitas outras belezas, como as cidades da Antuérpia e Bruges, que mereceriam a mesma atenção de Bruxelas. Mas, devido à falta de tempo, decidi arriscar um roteiro Bruxelas e apenas dar um pulinho rápido em Bruges. A Antuérpia fica para a próxima.

Bruxelas, na verdade, é uma cidade que quase não precisa ser roteirizada. Já preparada para o turismo, aonde quer que você ande você vai encontrar algo bonito ou curioso para ser visto. As distâncias também são bem pequenas, o que torna os passeios fáceis de serem feitos em pouco tempo, e muitas vezes a pé. Há um eixo histórico a ser visto e outras coisas mais modernas, para além do centrão da cidade.

Pelo fato de a Bélgica também ser o paraíso das cervejas e chocolates que merecem serem degustados com calma – e Bruxelas também ser um foco dessas maravilhas, sugiro uma proposta de organização de passeios para você tornar o seu turismo na cidade ainda mais prazeroso.

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1-Passeio turistão

Sugiro fazer o passeio turistão de cara, pois ele é de fato muito rápido. Dá para ver quase tudo de Bruxelas em um só dia. Na verdade, dependendo do horário de chegada à cidade e do seu estado de ânimo, talvez seja interessante reservar dois dias para esses passeios. Partindo da estação central, há inúmeras possibilidades. Logo ao lado desta estação já está a Biblioteca Nacional, o Palácio de Bruxelas e seus belos jardins. Por ser um dos pontos altos na cidade, também há uma vista gratificante a ser apreciada e quase sempre tem gente fazendo música nas escadarias.

biblioteca nacional bru

Caso opte por descer, você vai chegar ao centro da efervescência turística, a Grand Place e os arredores. Além dos charmosos prédios de restaurantes e lojas, a câmara de Bruxelas, o Museu da Cidade, a Casa do Rei e mais.

Também é nessa região que você vai encontar a galeria Hubert, restaurantes com culinária local. Muitos lugares oferecem deliciosas batatas fritas, mas elas são geralmente mais caras do que as lojas que ficam fora deste circuito mais visado. Por exemplo, pode-se encontar cones de batatas fritas belgas de 3 a 10 euros, dependendo do lugar aonde você decide comer.

galeria hubert

Outro ponto turístico fácil de ser visitado por ali é o famoso Manneken Piss, ou a estátua do menino fazendo xixi. Para mim, é mais uma estátua que entra para a lista das estátuas sem graça e super visitadas, tipo a pequena sereia na Dinamarca.

Brussels-Manneken-Pis-1900

É lá no centrão que também estão um dos cafés mais famosos do mundo e querido dos cervejeiros de plantão, o Delirium Cafe, que oferece mais de 2000 variedades de cerveja e por isso está no Guiness book. E a propósito, muito mais sarcástica e libertadora do que a Menneken Piss, encontra-se em um a beco ao lado do Café Delirium a Janneken Piss: uma estátua de uma menina a fazer xixi na rua. Pois se eles podem, a gente também deveria poder! Ainda mais depois de uma beberreira no café Delirium…

delirium

Na região também há muitos sebos, lojas de itens musicais raros, e ainda lojas de queijos fabulosos e raros. É um lugar cheio de sabores e sons.

Subindo novamente à estação central, ainda é possível visitar o Museu de Belas Artes da Bélgica, ou subir ao Porte de Hal, um portão medieval que guardava a cidade no período. Daí aproveite para andar no Boulevard de Waterloo para ver um pouco da vida agitada dos belgas.

Porte de Hal, Bruxelas. Wikimedia Commons. Pic:Martin W.

Porte de Hal, Bruxelas. Wikimedia Commons. Pic:Martin W.

Para um segundo dia, há ainda uma parte do turistão que é preciso fazer. Apesar de ficar um pouco mais distante do centro da cidade ( coisa de 20 minutos de metrô), você precisa ver de perto o Atomium e se possível entrar no museu. No dia em que estive lá o Museu estava fechado por um problema de manutenção. Infelizmente não pude ver as exposições cientificas permantes.

atomium

Aproveitando a ida ao Atomium, caminhe pelo Park Van Laken que está do lado. É um lugar marvilhoso, ótimo para descansar e fazer um piquenique.

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2-Passeio do Chocolate

Existem muitos roteiros do chocolate propostos inclusive por agências de turismo belgas. Mas, é preciso conhecer bem a proposta de cada um desses roteiros, pois eles às vezes são muito comerciais e mostram pouco daquilo que há de mais saboroso dos chocolates belgas.

chocolates belgas

Existem algumas lojas que você não pode deixar de passar e provar nem que seja um praline, um bombonzinho. Muitas delas estão em lugares comerciais, como a Grand Place. Mas outras não. Elas estão no bairro do Sablon.
Para ir ao bairro do Sablon, suba em direcao ao Porte de Hal. Já na subida você começa a encontrar lojas como Passion Chocolat, Belvas, Dandoy… Não deixei de provar também algo na Neuhaus, Leonidas e Godiva.

Além disso, em várias destas chocolaterias você pode acompanhar um pouco do processo de produção e saber sobre a história do chocolate belga, das invenções daquele país, como o chocolate branco, dentre outras coisas.
Se você ainda tiver lugar no seus estômago, também compensa comer alguns waffles. São vendidos em várias lojinhas, entre 1 e 3 euros, com muitas coberturas maravilhosas.

3-Passeio da cerveja

Este eu sugiro começar desde a esquina do seu hostel. Já logo depois do café passei em um mercadinho na rua de blues e comprei uma chimay para sair bebendo. Chimay, Leffe, Duvel, Delirium, Jupiler, Stela… todas são mais ou menos comerciais, com gostinho padronizado e tal.

Mas, se você quer se sentar e tomar essas e outras mais de uma carta de cervejas de mais de 2000 opções, reserve uma tarde para o café delirium. É um momento para a degustação de um monte de cerveja, algumas industrializadas e outras artesanais. O foda é que a maioria das suas experiencias será confinada ali, sem muita história ou sabor de descoberta. Às vezes rola de conversar com algum atendente, outras vezes eles estão ocupados demais atendendo a uma galera. Por falar nisso, prepare-se para a multidão. Os únicos horários que o cafe delirium fica raozavelemtne vazio são no final da manha e inicio da tarde. Depois, o lugar ferve!

Outra opção, da qual eu gostei mais e acabei deixando para o dia seguinte ao Café Delirium foi a cervejaria Cantillon. A cervejaria existe desde 1900 e até hoje é um dos únicos lugares em que se usa o processo de fermentação espontânea da Bélgica. Cada cerveja tem sua história, tem seu tempo, tem seu sabor – delicioso, diga-se de passagem.

cantillon

A cervejaria te permite um tour na história e no processo de fabricaçao das marcas Cantillon, como a Gueuze, a Kirk e outras. Ao final, você pode degustar tres cervejas. O bar também vende. O local é aconchegante, nada de tumulto de gente, bem intimista.

Para fazer um tour pela história da Basserie Cantillon, vocë deve agendar a visita anteriomente. Veja aqui.

4. Passeio Cartoons

Ah, gente!!! Quem diria: além do famoso cartoon As aventuras de Tin Tin, os Smurfs também são de autoria Belga! Por isso, tudo é cartoon naquela cidade. Para os mais aficionados, certamente a série de cartoons Hergé vai fazer muito mais sentido do que para outras pessoas.

tin tin cartoon

Já no hostel Galia, onde fiquei hospedada, saquei o amor dos belgas por esses cartoons. Todas as paredes tinham algum quadro com cartoons de Tin Tin ou de Hergé.

smurfs _ daniel fouss

A cidade também tem uma serie de grafitis em homenagem aos cartunistas e suas criacoes. Existem várias livrarias e sebos com espacos gigantes dedicados a isso. Mas o mais legal mesmo foi passar a tarde no museu dos cartoons, aprender sobre o surgimento da tirinha, a história dos principais cartunistas belgas e suas belas criações. Sem dúvida, um passeio encantador.

tin tin 2

O museu dos cartoons também fica pertinho da estação central e as taxas variam entre 6 e 10 euros.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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