shows do lollapalooza brasil 2018Camila Cara/MRossi/Divulgação

(Alguns) momentos pra lembrar dos shows do Lollapalooza Brasil 2018

Este ano os clashes de shows foram mínimos, é verdade. O fato de os palcos Ônix e Axe terem se tornado vizinhos, com horários alternados, ajudou. Mesmo assim, só mesmo sendo uma deusa pra estar em todos os lugares e ver todos os shows do Lollapalooza Brasil 2018.

Foi preciso escolher, tirar um tempo pra descansar, ver o que tinha além dos palcos. No fim, apesar dos sacrifícios, sobraram alguns bons momentos pra guardar na memória. Considerando tudo o que deu pra ver e a incompletude da experiência e do relato, o que tá batendo forte nesta segunda-feira, dia oficial d DPL (depressão pós-Lolla), é o seguinte:

O mundo inteiro parando pra ver a dona da coisa toda

O mundo, neste caso, era o Lolla mesmo. E a dona da coisa toda, Lana Del Rey. Se não deram o palco principal pra ela, o público tratou de ocupar o espaço de praticamente dois palcos para vê-la. As pessoas se aglomeraram pela área do Ônix e se espalharam por um pedaço reservado ao Axe.

A multidão era tão impressionante que a primeira coisa que Lana disse com espontaneidade, momentos depois de subir no palco foi “Oh my God, you really showed up tonight”.

Se o Lolla tivesse terminado ali, teria sido encerrado de forma memorável.

Os hinos do Imagine Dragons

O agora chamado palco Budweiser é subentendido como o principal do Lolla. Mas é incrível como todos os anos o Ônix protagoniza momentos grandiosos, dignos de serem os principais também. Além da rainha Lana, o Imagine Dragons foi um dos personagens principais deste Lolla. Todo mundo cantando os hinos de arena que a banda faz com tanta precisão.

O Pearl Jam sendo épico

Dos três shows que encerraram cada uma das três noites do Lolla, o do Pearl Jam era o que tinha o maior tempo reservado na programação. Estavam previstas 2h15. A banda esticou um pouco mais e entregou 2h30 de apresentação, evidenciando o peso do clássico que já recai sobre seus hits de quase 30 anos. Sim, vamos aceitar que as coisas surgidas em 1990, como o Pearl Jam, têm neste momento 28 anos!

A gratidão do Volbeat

Headliner dos maiores festivas de metal da Europa, como o Graspop Metal Meeting, o Volbeat fez sua estreia no Brasil tocando em um festival num horário menos prestigiado. Sabe-se lá quais expectativas os dinamarqueses tinham em torno disso, mas aparentemente elas foram superadas e muito.

A banda fez um show para um público pequeno, mas extremamente dedicado e envolvido. O vocalista Michael Poulsen retribuiu e por várias vezes agradeceu os fãs presentes sem nenhum indício de demagogia.

O barulho do Royal Blood

Que o Royal Blood é uma dupla, todo mundo já sabia. Mas não foi impressionante ver como dois caras sozinhos conseguem fazer taaaanto barulho ao vivo? Mais que isso. Não foi assustador ver como um cara sozinho, no caso o vocalista/baixista Mike Kerr, conseguiu manter o barulho quando o baterista Ben Thatcher desceu pra galera?

O primor de David Byrne

Figurino, cenografia, performance. Uma banda de 11 pessoas que toca e dança em sincronia durante toda apresentação. O conceito do show de David Byrne elevou o nível do que já se viu até hoje dentro do Lolla a um patamar inédito.

A maioria do público que estava diante do palco queria mesmo era ver Imagine Dragons, mas não conseguiu ficar indiferente a um show com tanto apelo.

A (oni)presença de Anitta

Ela está em todas, até quando não está. Anitta “apareceu” no Lolla em um vídeo muito bem sacado durante o show do Tropkillaz, que assina parte das colaborações em “Vai Malandra”. Como não podeira deixar de ser, a música fez parte do set que, como um todo, foi destruidor.

PS: Não achei vídeo desse momento :/

O Lolla se acabando em Mr. Brightside

Parafraseando Brandon Flowers, Lolla can be tough, but there’s always a bright side. O Lolla pode ser árduo, mas tem sempre um lado positivo. Apesar de todos os perrengues previsíveis e imprevisíveis que a gente sabe que vai passar anualmente, continuamos encarando o Lolla para viver momentos apoteóticos como esse.

Vem fazer crescer essa lista. Conte nos comentários os momentos dos shows do Lollapalooza Brasil 2018 que você queria guardar num potinho 😀

Pra ler também: como foi o Lollapalooza Brasil 2018

A viagem para o Lollapalooza Brasil teve o apoio da eDestinos.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

2 comments

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  1. Renan Esteves 26 março, 2018 at 12:03 Responder

    Eu fiquei colado na grade no show do Volbeat. O show deles foi espetacular. Agora o melhor show de sexta foi o LCD. Esse você deveria ter destacado. 1h30 o Ônix virou uma boate ao ar livre. Aquela japonesa tecladista é sensacional. Fui somente na sexta , por causa do Volbeat. Mas achei o line do primeiro dia com mais qualidade que os outros. Estou desolado até agora em não ter visto o The Killers.

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