castelo de chillonFotos Priscila Brito

O que é que o Castelo de Chillon tem?

Nada de alpes, estações de esqui, fábricas de chocolate, de queijo ou de relógio. É o Castelo de Chillon, na linda Riviera suíça, que leva a fama de ser o local mais visitado do país. Estando lá eu não ficaria de fora dessa farra turística. Portanto, fui até lá para encontrar razões que fazem dele um lugar tão pop.

Mas, então, o que é que Chillon tem de tão interessante?

Tem história e realismo

A grande graça de Chillon é não só ver um castelo diante de seus próprios olhos como também poder entrar em cada um dos mais de 40 compartimentos de uma construção de oito séculos. E esses compartimentos serviram aos mais diversos fins, tendo em vista que o castelo foi usado simultaneamente como um local de defesa (do lado da terra) e de residência (do lado do lago).

Algumas salas reconstituem os quartos dos duques de Sabóia, que tiveram a posse do castelo até o século XVI. Outras reconstroem prisões, salas de tortura, uma capela, depósitos de armas, além de escadinhas super estreitas e inclinadas. Tudo no padrão-medieval-nem-aí-para-a-segurança. As placas que alertam para o risco de queda são abundantes e, de certa forma, hilárias. É um passeio para uma tarde inteira.

castelo de chillon

Tem vista para as paisagens da Riviera

Não tem jeito. A maior atração da Riviera é a própria Riviera. Por isso, encontrar mirantes involuntários para apreciar a beleza do lago Léman e dos alpes é sempre uma alegria. Aparentemente os suíços que ergueram Chillon já sabiam disso e construíram a parte residencial do castelo estrategicamente com vista panorâmica para o lago. São muitas as janelas e outras áreas pelas quais dá para lançar aquele olhar 43 pra paisagem. Tem uma passagem à direita da entrada, chamada de Caminho de Ronda. Ela oferece uma bela vista tanto da região quanto do próprio castelo.

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Tem vinho

Dos muitos usos encontrados para os recintos do Castelo de Chillon no passado, um deles foi a transformação de uma das salas subterrâneas em adegas. A funcionalidade foi resgatada há três anos, quando o castelo passou a produzir seu próprio vinho, o Clos de Chillon. Detalhe: a adega atualmente fica em uma sala usada como prisão desde o século XIII, a mesma em que ficou aprisionado François Bonivard (1493-1570), citado pelo inglês Lord Byron no poema “The Prisoner of Chillon”.

Na sala em questão há dezenas de barris, enquanto as garrafas do vinho branco são vendidas na loja do castelo por 19, 50 francos a garrafa (cerca de R$ 50). As uvas, do tipo chasselas, são produzidas em vinícola de propriedade do castelo localizada em Lavaux, região suíça produtora de vinhos e patrimônio da humanidade desde 2007.

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Tem festinha e praia

Algumas salas do castelo podem ser alugadas para eventos particulares, de recepções e coquetéis a festas infantis (aniversários de 7 a 12 anos). Eventualmente há também eventos pagos, como noites de assombração, nas quais o castelo recebe projeções de imagens de fantasmas e atividades como lançamentos de livros e contação de histórias. A praia pequetitinha contígua ao castelo também pode ser alugada para eventos particulares a partir das 21h30, mas antes disso, ao longo do dia, ela é de uso público e uma boa opção de passeio, como falei aqui.

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Como chegar ao Castelo de Chillon

Essas são as razões que eu encontrei. Se você quiser encontrar as suas, chegar até o Castelo de Chillon é muito fácil. O castelo é acessível por trem e por barco. Chegando de trem, basta descer na estação de Veytaux e fazer uma caminhada de uns dez minutos, no máximo.

A chegada de barco é uma boa pra quem quer fazer @ [email protected] na Suíça (eu fiz. Rá). Partindo de Vevey ou Montreux, o passeio permite admirar as belezas do lago Léman e dos alpes num trajeto que vai variar de 30 a 50 minutos, dependendo do ponto de partida. No desembarque, você sai na entrada do castelo. E se você for esperto para conseguir seu Riviera Card, do qual eu falei aqui, vai pegar o trem de graça e pagar metade do preço pelo passeio de barco e pelo ingresso para visitar Chillon (cinco e seis francos suíços respectivamente no verão de 2014. Cerca de R$ 12 e R$ 15 respectivamente).

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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