roteiro de montreuxPriscila Brito

Roteiro de Montreux: três passeios no calçadão da Riviera suíça

Não há atração turística de Montreux que supere a própria Montreux. Margeada pelo lago Léman e cercada pelos alpes suíços, a cidade é a atração suprema, graças justamente a essa paisagem que faz dela um lugar também abençoado por Deus e bonito por natureza. O mesmo vale para as cidadezinhas vizinhas que compõem o conjunto da Riviera suíça e são facilmente acessíveis de trem. Por isso, pensar em um roteiro de Montreux obriga a incluir as cidades próximas também.

Bom para quem visita a região, porque bastam apenas os olhos para ver e pés e pernas para percorrer as margens do lago. Melhor ainda porque praticamente quase todo o trajeto tem um calçadão que convida para a caminhada e, no meio do caminho, você vai “tropeçar” em algumas das principais atrações turísticas de Montreux e das cidades do entorno, e ainda se deparar com ambientes diversos, que agradam a gostos diversos, nessa lindeza que é a Riviera.

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Sossego em Vevey

A sete minutos de trem de Montreux, a cidade de Vevey é uma alternativa mais barata (ou menos cara, dependendo do ponto de vista) de hospedagem para quem visita essa região da Suíça. A cidade tem suas próprias belezas e atrativos, que serão destrinchados aqui em breve, mas lá já é possível ter amostras perfeitas da Riviera.

Como não é um destino tão concorrido e popular como Montreux, de lá é possível ter uma experiência mais contemplativa do Léman e dos alpes que emolduram a paisagem. Há pouca gente circulando às margens do lago, e em alguns trechos há até cadeiras posicionadas estrategicamente para apreciar a vista.

Apesar do marasmo, há mais o que se fazer por lá, caso você queira. Há aluguéis de barcos, um mini-parquinho e espreguiçadeiras. É por ali também que fica o Alimentarium, museu que trata da relação do homem com o alimento em diversas perspectivas. Desde a cultural, como os diferentes hábitos culinários; passando pela industrial, como o processamento e distribuição em pequena e média escala; e fisiológica, como o mecanismo da digestão. De frente para o museu, bem no meio do lago, você vai ver – e estranhar – um garfo gigante fincado nas águas. A escultura, criada por artistas locais em 1995, “reflete a serenidade do lago e a paisagem do entorno”, segundo a placa que informa sobre a obra de arte.

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Charlie Chaplin

Em meio a instalações interativas, um formato mais antigo de arte é o que mais chama atenção: uma escultura. Mais precisamente, a escultura de Charlie Chaplin. Ele viveu os últimos 24 anos de sua vida, entre 1953 e 1977, em Vevey. Seus restos mortais estão no cemitério da cidade, mas em breve a presença de Chaplin por lá será evocada de maneira mais vívida: o Manoir de Ban, propriedade onde o artista viveu, dará lugar ao Chaplin Museum. A abertura está prevista para o primeiro semestre de 2016.

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Muvuca da boa em Montreux

É onde a coisa ferve, pois Montreux é a celebridade da Riviera. Aqui o calçadão é cheio. Cheio de gente, cheio de coisa para ver e fazer. O Festival de Jazz de Montreux é uma delas, caso você esteja na cidade em julho, quando o evento tradicionalmente acontece. Às margens do lago ficam instalados os espaços com acesso gratuito do festival. O clube de rock, de eletrônica, o bar de música latina, os bares (muitos deles com vista direta para o lago e os alpes) e as barracas e comida.

Um pouco mais adiante há uma feirinha do tipo vende-tudo que funciona durante a tarde. Há roupas, chapéus, bijuterias, produtos de beleza e até camiseta de banda indie. A praça contígua à feira abriga algumas performances de artistas de rua. Tem ainda uma espécie de lounge ao ar livre, com almofadonas pro momento descanso. Andando um pouquinho mais você vai se deparar com o Mercado Coberto de Montreux. Todas as quartas pela manhã ele é ocupado pela feira de produtos típicos.

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Freddie Mercury!

Logo à frente do mercado estará te recepcionando um imponente e performático Freddie Mercury de bronze. A estátua, inaugurada em 1996, materializa a relação deste outro artista com a Riviera. O vocalista do Queen escolheu Montreux para viver no fim dos anos 1970. Só saiu de lá saiu no fim da vida, quando retornou a Londres pouco tempo antes de morrer, em 1991. Como já contei aqui, no período em que viveu lá, Freddie e todo o Queen foram proprietários do Mountain Studios, e lá gravaram seis discos. Hoje, o Mountain Studios abriga uma exposição permanente sobre a trajetória do Queen e sua relação com o espaço.

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Se você achou a estátua familiar, não se assuste. Ela estampa a capa de “Made in Heaven”, último álbum do Queen com os vocais de Freddie.

“Praia” em Veytaux

Separada de Montreux por uma viagenzinha de trem de uns cinco minutos, Veytaux retoma o sossego lá de Vevey. Só que o espaço para caminhada dá lugar a faixas arenosas esparsas. Esperto, o pessoal local faz dessa característica uma oportunidade para transformar o lago em praia com tudo o que se tem direito. Tem mergulho na água, bronze e farofagem. Sim, farofagem, porque a farofagem é universal. Amém.

Por ser uma área mais sossegada, há quem aproveite as vias dessa margem do lago para dar uma volta de bicicleta. De bike, a pé ou na areia, seja lá o que você fizer nessa ponta de Veytaux, você o fará sob o Castelo de Chillon. Ele é a principal atração da cidade e monumento mais visitado da Suíça. A construção datada do século XII foi erguida sobre um rochedo e serviu a diferentes dinastias.

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Passeios de barco

Há barcos que percorrem este trecho Vevey-Montreux-Veytaux e além, mas vê-se tudo de longe, apesar do charme RYCO do passeio, que custa no mínimo 5 francos suíços (cerca de R$ 12) com o Riviera Card (entenda ele aqui) e no mínimo 10 (cerca de R$ 24) sem o dito cujo (valores de julho de 2014). De trem é possível pular de uma cidade a outra e fazer as principais partes do percurso a pé, a graça toda do passeio. Promenez-vous. Passeie!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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