compras em copenhagueFotos Priscila Brito

Compras em Copenhague na Tiger, o 1,99 descolado da Dinamarca

No reino encantado da Dinamarca (o país é uma monarquia parlamentarista), tudo é lindo, organizado, perfeito, civilizado e caro. Muito caro. Caro demais (é o custo de um Estado de bem-estar social que funciona pra valer). Mas há portais mágicos espalhados pelo país através dos quais você é levado para um mundo de preços baixíssimos aplicados a objetos de formas minimalistas, cores vibrantes e funcionalidades básicas e bem sacadas. Esses portais são facilmente identificados por uma placa: “Tiger” (pronuncia-se “tier”, conforme ensinou um dinamarquês para a Gra).

A Tiger é uma rede de lojas de origem dinamarquesa do tipo vende-tudo, de utilidades para o lar a inutilidades para vida. Os diferenciais são preços baixos e design diferenciado. E com um toque escandinavo, como a própria rede define. Ou seja, é um 1,99 com jeitinho dinamarquês. Em outras palavras, é um passeio obrigatório se você está com planos de fazer compras em Copenhague.

É o lugar onde você vai para comprar algo de que você precisa de última hora (um mini-kit de costura, uma sombrinha). Ou aquelas miudezas de utilidades para o lar e que de quebra vão ajudar a decorar a casa de tão lindas (pratos, lixeiras, baldes). Ou ainda as lembrancinhas de viagem (itens de papelaria, chaveiros). Além de coisas que você jamais imaginou que precisaria na vida, mas que são tão bem feitas, bonitas e baratas que você não vai resistir e levar pra casa. Pode ser o caso de um suporte para óculos em forma de nariz. Uma lâmpada USB. Um conjunto de clipes em formatos diferentes de bigode. Bigodes parecem ser uma obsessão da Tiger, diga-se de passagem.

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É tudo muito barato!

O nome Tiger é uma referência à gíria que os dinamarqueses usam para a moeda de 10 coroas (cerca de R$ 5). A gíria é também base para o conceito de baixo-preço da rede. Tudo custa no mínimo dez coroas e não ultrapassa as 120 coroas (cerca de R$ 60). Os itens de 10 e 20 coroas (cerca de R$ 10) são os mais abundantes. Resultado: um perigo! Um perigo delicioso, diga-se de passagem. Isso serve para os consumistas em geral ou para quem é atacado pelo bichinho do consumo quando está viajando.

Maquiagem, bijuteria, óculos, pratos, taças, canecas, jogos, borrachas, blocos de papel, porta-retratos, fones de ouvido, carimbos, lixeiras, porta-moedas, saleiros, fitas-adesivas e pochetes (que são um sucesso na Dinamarca conforme a gente contou aqui). Nada escapa ao apelo do combo design cool a preço baixo.

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Fofices

Super esperta na elaboração do seu conceito de consumo, a Tiger adiciona um toque de diversão aos seus produtos e lojas. A trilha sonora das lojas vai de Beatles a Aretha Franklin e as embalagens dos produtos vêm acompanhadas de mensagens espirituosas. Uns fofos esses danes.

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Minhas compras em Copenhague na Tiger

No meu rolezinho pela loja, comprei um óculos de sol, um par de brincos, um pincel para blush, uma caneta touch-screen e uma lâmpada USB. A compra ficou em 90 coroas (R$ 45).

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Como negócio bem-sucedido que é, a Tiger já ultrapassou as fronteiras da Dinamarca. Está presente hoje em 22 países europeus mais o Japão. São quase 400 lojas para você ver o seu dinheiro ir embora ser investido em coisas úteis ou inúteis, mas fundamentalmente descoladas e baratas. A premissa do preço continua a mesa. Na zona do euro, os valores vão de 1 a 20 euros. Para saber mais: www.tiger-stores.com

Vai viajar para a Dinamarca? Faça agora o seu seguro viagem. Ele é exigido para entrar na Europa, e se você não apresenta-lo será barradx na migração. Além disso, é a garantia de que você estará amparadx caso haja algum imprevisto com a sua saúde. Aqui você pode pesquisar o melhor preço em várias seguradoras, comprar o que se adequar ao seu orçamento, conseguir um desconto e parcelar sem juros.

PS: o Festivalando não ganhou um centavo sequer para falar bem da Tiger, muito pelo contrário: encantadoramente surtadas, saímos com coroas dinamarquesas a menos todas as vezes que nos atrevemos a entrar lá 😛

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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