parisFotos Priscila Brito

Quatro coisas para saber antes de ir a Paris

O Festivalando finalmente vai pisar na terra de Napoleão. A Gra vai para o Hellfest, em Clisson, no oeste da França, e depois estica a viagem até Paris. Eu vou ficar aqui em BeloriHills só na saudade, relembrando meus dias de promenade na capital francesa, quando estive na França pela primeira vez há dois anos. Ainda não existia o Festivalando, mas teve uma viagem para show no meio da história: deixei Paris por um fim de semana para ver um show do Paul McCartney em Varsóvia e depois voltei (ALOKA!) – um dos muitos sinais de que o bichinho festivaleiro-viajante já estava instalado no meu corpo.

Foi uma viagem memorável: seis dias para conhecer Paris do meu jeito, no meu ritmo, sozinha. Pus à prova o francês que eu aprendi durante três anos, tive uma prazerosa overdose de museus e croissants, peguei um verão frio e chuvoso e até perdi o voo de volta pra casa e fiquei sem ter onde dormir – uma das melhores coisas que me aconteceu na vida, pois nada melhor do que ter que resolver um perrengue desses absolutamente sozinha no meio da Europa para ter certeza de que você realmente consegue se virar. Muitas emoções, já dizia o rei.

Naturalmente, também trouxe na memória algumas impressões desses dias em Paris. Não são vereditos nem verdades absolutas, são só detalhes e situações curiosas que observei, do ponto de vista de uma turista, entre uma caminhada e outra, e que compartilho agora com a Gra e com quem mais for fazer seu début em Paris.

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As pessoas batem palmas para a Torre Eiffel
Eu visitei a Torre Eiffel num fim de tarde/início de noite. À medida em que eu subia o monumento a pé, pelas escadas, caía a noite. Até que chegou o momento em que as luzes da torre foram acionadas, comigo já no segundo andar. Houve um “efeito pisca-pisca”, depois as luzes ficaram estáveis, e assim se alternaram. Geral aplaudiu.

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Dias depois, não me lembro mais onde eu estava, mas era num desses pontos turísticos também, de onde podia se avistar a torre. Mais uma vez, houve quem se exaltasse ao ver a torre ser iluminada. Todos turistas, claro, maravilhados ao ver pela primeira vez a cena que os parisienses já nem devem notar mais no horizonte. É uma reação meio baranga essa bateção de palma, penso eu, mas é uma amostra de um dos prazeres de ser turista, que é o de descobrir e se surpreender com coisas que para os locais já são cotidianas, ou até banais. E a Torre Eiffel iluminada é realmente linda.

Há cadeados ~do amor~ em qualquer lugar
Neste mês de junho a prefeitura de Paris começou a retirar da Pont des Arts os inúmeros cadeados presos ao parapeito da ponte por casais que acreditam que o gesto é uma forma de eternizar seu amor. A medida visa evitar danos à estrutura da ponte. Não deve demorar muito, e a prefeitura terá que começar a descobrir os locais alternativos para onde os turistas farão migrar os cadeados.

Em uma das várias pontes que cortam o Canal Staint Martin, me deparei com um punhado deles. Curioso é notar como esses ~símbolos do amor~ contrastam com os arredores do canal – prédios e construções de tijolos aparentes, evocando muito mais uma Paris operária que romântica.

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Em algum ponto das escadarias da Torre Eiffel me deparei com alguns cadeados esparsos também. Dada a robustez da torre, haja cadeado para conseguir ameaçar a estrutura do cartão postal. Será este um novo hotspot dos casais supersticiosos?

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A Monalisa é minúscula
Quando eu era pequena, meu tio tinha na sala da casa dele uma réplica do quadro da Monalisa. Era mais ou menos o dobro do tamanho da tela de uma TV de 20 polegadas. Como essa era minha referência da famosa pintura, sempre achei que o quadro original seguia as mesmas medidas. Mas aí eu cheguei no Louvre e vi um quadrinho um pouco maior que aqueles espelhinhos das antigas, com borda laranjada. Foi um choque meio besta, pois me fez pensar como eu associava o tamanho da representatividade do quadro com seu tamanho físico – jamais imaginaria que uma obra tão icônica teria proporções tão diminutas, apesar de uma coisa não ter a ver com a outra.

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A pirâmide do Louvre é inútil
A inutilidade não tem a ver com questões estéticas – quando a pirâmide foi concluída, nos anos 1980, houve quem provocasse furdunço por conta do contraste entre os estilos arquitetônicos da nova construção (moderno) e do museu (clássico). Mas eu não faço parte dessa turma. A inutilidade é do ponto de vista prático mesmo.

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A entrada principal do museu se dá pela pirâmide, mas, como em praticamente todo ponto turístico em Paris (e também em muitas capitais da Europa), as filas são desanimadoras. A questão é que esta não é a única maneira de se entrar no museu. Logo, é possível evitar com muita facilidade a fila que se prolonga na entrada do Louvre. Descendo na estação Palais Royal/Musée do Louvre, você terá acesso ao Carrousel do Louvre, uma galeria no subsolo do museu, com lojas e restaurantes, e através da qual você acessa o saguão principal do Louvre.

Entrei direto no museu quando fui pra lá seguindo esse atalho que descobri no Conexão Paris e deu super certo. Já ouvi dizer que essa entrada já é manjada por lá, vi a mesma dica em outros blogs e imagino que blogs gringos também tenham essa orientação para seus leitores. Mesmo assim, as filas continuam existindo. Por que, gente? Tão misterioso quanto o sorriso da Monalisa.

Outras coisas pra saber: os cafés são realmente charmosíssimos, mas são todos tão iguais, com aquelas cadeirinhas e mesinhas redondas na calçada; acessibilidade é uma palavra que não existe no metrô (recado para quem tem alguma limitação de mobilidade ou para quem gosta de carregar malas demais); o trânsito me pareceu muito confuso.

Ah, a pirâmide não é de todo inútil. Serve para você tirar aquela foto pra mostrar que você marcou presença no Louvre. Prepare-se, porque não faltam lugares em Paris para você fazer o mesmo. A cidade é mesmo encantadora, principalmente à noite, fazendo valer todos os clichês. Profitez-en!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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