quai branly parisFotos Priscila Brito

Quai Branly, o museu mais legal de Paris

Nada contra o Louvre, tenho até amigos que frequentam… Brinks! Tudo, absolutamente tudo a favor do Louvre, e simplesmente não há razões para não visitá-lo, mas há razões para ele não ser o único museu a ser visitado em Paris. De modo geral, uma das razões é a grande oferta de museus da cidade. De modo particular, uma das razões é o Quai Branly, museu de arte de civilizações da África, Ásia, Oceania e das Américas.

Não é algo único no mundo em conceito. Santiago tem o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana; Bogotá tem o Museu do Ouro, que também tem arte dos povos nativos da região; e o próprio Louvre tem galerias fantásticas de arte produzida fora dos padrões pictóricos europeus estabelecidos nos últimos séculos, como as de arte islâmica e egípcia (rapaz, é muito foda ver aquelas esfinges de perto! E essas sessões são beeem mais vazias que a média das outras galerias do museu).

Mas o Quai Branly tem um acervo de alcance global nesse sentido. O acervo é exposto conforme as divisões dos continentes, com subdivisões geográficas para cada um deles. Há uma área dedicada somente à América do Sul, por exemplo. Dentro dela há um espaço dedicado ao Brasil, que soma quase sete mil peças no acervo total. Porém, só uma parte delas está exposta (explico em seguida).

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Justificando o argumento

Quando digo que o Quai Branly é o museu mais legal de Paris é porque é muito interessante entrar naquele espaço e constatar que o esforço que a arte contemporânea tem feito para alargar as fronteiras do que pode ou não ser arte (e que só ocorre porque enxerga-se apenas um conceito possível de arte) já era feito espontaneamente e sem nenhum tipo de posicionamento há seculos. E é legal também porque apesar de ocupar um espaço relativamente pequeno que comporta umas cinco mil obras no máximo, o acervo é gigantesco e chega na casa de um milhão de peças. Isso significa que a exposição permanente tem certa dinâmica na mudança das obras.

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Por que eu amo tanto o Quai Branly?

É claro que esta opinião sobre o museu é ancorada em razões muito particulares. O Quai Branly é um museu bem novo para os padrões de Paris. Vai completar dez anos em 2016. A abertura dele coincidiu com a época em que eu descobri e me apaixonei por Antropologia na faculdade.

Eu me formei em Comunicação Social, sou jornalista, mas na UFMG nós tínhamos que fazer uma formação complementar em uma área de nossa escolha e decidi partir para as Ciências Sociais porque este sempre foi o meu plano B caso eu odiasse o curso de Comunicação (o que acabou não acontecendo, ainda bem). A ideia era pegar umas matérias de Sociologia, que eu já tinha estudado no colégio e gostado, mas antes resolvi pegar uma de Antropologia “só pra ver como era”. No fim da história eu acabei cursando cinco matérias na área (só não fiz mais porque não podia).

Nessa mesma época eu também estava estudando francês, e saber que estava sendo aberto em Paris um museu que relativizava a noção de arte (e endossado pelo Lévi-Strauss!) alimentou ainda mais minha vontade de viajar para a França, o que finalmente se concretizaria alguns anos depois.

Acho que é uma visita altamente recomendável e que deve ser muito considerada num roteiro para Paris. A gente vai na Europa e vê tantos museus abarrotados de quadros, quadros, pinturas, pinturas, e instituições como o Quai Branly acabam sendo um bom contraponto que só acrescenta. Foi querendo sair dessa overdose de arte pictórica que eu também acabei indo atrás de, digamos, museus alternativos em Berlim.

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Não tem desculpa pra não ir ao Quai Branly

Se quer mais uma razão para ir ao Quai Branly, saiba que ele está a cerca de cinco minutos a pé (A PÉ!) da Torre Eiffel, um lugar que certamente você irá visitar. Por que então não dar um pulinho ali do lado?

O site do museu também vale uma visita, não só para você se informar sobre preços, programação e horário de funcionamento, como também para explorar o acervo. Ele está sendo digitalizado progressivamente. Saiba mais: www.quaibranly.fr

Vai viajar para a França? Faça agora o seu seguro viagem. Ele é exigido para entrar na Europa, e se você não apresenta-lo será barradx na migração. Além disso, é a garantia de que você estará amparadx caso haja algum imprevisto com a sua saúde. Aqui você pode pesquisar o melhor preço em várias seguradoras, comprar o que se adequar ao seu orçamento, conseguir um desconto e parcelar sem juros.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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