festival camping Halfpoint via Shutterstock

Qual a melhor época para viajar para festival?

A resposta ideal para a pergunta que forma o título deste post é: qualquer uma! Tem festival rolando o ano inteiro, no mundo inteiro, com uma oferta que só cresce, então qualquer época é época para viajar para festival. Já a resposta realista é: quando há tempo e dinheiro disponíveis. Mas se há festivais em todos os meses do ano e as possibilidades de viajar para festival são condicionadas à disponibilidade de tempo e dinheiro, não temos um problema tão grande assim, não é mesmo?

Como tempo e dinheiro podem ser obtidos de maneira planejada, basta saber como se organiza o calendário de festivais para se organizar de acordo com seus interesses – os lugares que você deseja conhecer, os destinos que são mais em conta, os tipos de festivais, etc. E a boa notícia é que há alguns padrões na realização de festivais observados ao longo do ano, o que facilita esse planejamento tão necessário. Dá até pra dizer que temos temporadas ou estações de festivais, assim como temos as estações climáticas (e é engraçado como os festivais respondem às características do clima rs).

Se você quiser ver como os festivais se distribuem ao longo do ano em detalhes, o brinquedinho mais legal para fazer isso é o Festivalando Busca, o nosso buscador de festivais. Lá você pode pesquisar por festivais no mundo todo usando vários filtros, e um deles é o de data (por meses do ano).

Para ter um panorama mais geralzão e fazer uma busca mais certeira, você pode tomar como referência o calendário abaixo (lembrando que sempre pode haver exceções em todos os casos, ok? 😉 )

Janeiro, Fevereiro e Março – Verão, sol e cruzeiros

O verão no hemisfério sul gera um bom movimento de festivais aqui no Brasil, nos nossos vizinhos e também na América Central. Por aqui, temos festivais já tradicionais no início do ano, como o Planeta Atlântida e o Festival de Verão de Salvador. Fevereiro tem coisas interessantes no litoral chileno e também no México.

Março é um mês bastante especial, pois a onda “Lolla” se espalha geral, e muitos dos artistas gringos armam turnês completas por festivais que passam por Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, Colômbia e República Dominicana. Pode ser uma boa desculpa para você fazer um mochilão pela América do Sul, pautado pelos festivais, como eu fiz.

Como é verão também na Austrália e na Nova Zelândia, vale a pena ficar de olho na oferta de festivais por lá. O sudeste asiático, principalmente Tailândia e Cingapura, também oferece opções legais. Nos Estados Unidos, mais precisamente na Flórida, há o fenômeno dos festivais em cruzeiros, que se concentram bastante em janeiro e fevereiro, aproveitando o tempo bom da região, que passa longe do inverno branco que vemos no norte do país, como em Nova York.

Na Europa, há uns poucos festivais menores do tipo indoor nos dois primeiros meses do ano, como o Inferno Festival (a propósito, olho na Escandinávia porque rola muito festival menor nessa época por lá), mas em março começa a ganhar força o filão de festivais em resorts de esqui.

Abril – Entressafra

Você pode até achar alguma coisa aqui ou ali, mas no geral abril traz poucas opções para quem quer viajar para festival. É como se fosse um período de hibernação, para acumular energias pra loucura que tomará conta dos meses seguintes.

De qualquer forma, a Europa segue com os festivais indoor e também com opções bem interessantes nos resorts na neve (sem o adicional do frio, pois já é primavera por lá).

Maio – Aquecimento

Os Estados Unidos fazem, digamos, a pré-temporada de grandes festivais, pois neste mês já rola muito festival de peso por lá: Sasquatch!, Hang Out, Bottle Rock. É a grande primeira oportunidade do ano para pegar shows com os grandes headliners dos festivais.

A África, de um modo geral, e a China também trazem opções legais nesse período.

roskilde festival época para viajar para festival

Per Lange/Roskilde Festival/Divulgação

Junho, Julho, Agosto e Setembro – FESTIVAL MADNESS

Aqui a coisa ferve. Extravagância pura. Chega até a ser redundante dizer que essa é a melhor época para viajar para festival e que nesse período a Europa (em maior grau) e os Estados Unidos (em um grau mais moderado) são os destinos obrigatórios.

A abundância de opções é de enlouquecer qualquer um. Com exceção de quem já tem em mente um festival muito específico nesses meses, aquelxs que deixarem pra escolher o festival a esmo vão se deparar com a difícil tarefa de ter que escolher entre três grandes festivais que podem acontecer num mesmo fim de semana, por exemplo.

Julho é o pico da loucura. Em setembro a coisa começa a desacelerar, mas no quadro geral os quatro meses concentram os festivais dos sonhos de praticamente todo mundo. O jeito é fazer um mochilão de festivais de música na Europa, como fizemos eu e Gra.

Outubro e Novembro – Para o sul novamente

Os meses restantes do ano são reservados pra nós novamente – ou, para dizer com todas as letras, é o que sobra pra gente, pois Europa e Estados Unidos são prioridade do showbizz, neam?

Mas é importante destacar que Estados Unidos e México seguem na ativa, com festivais importantíssimos e lineups tão atraentes quantos os da época do verão, caso do Austin City Limits (EUA) e do Corona Capital (México), além de outros bons festivais na Califórnia com menos fama, mas com propostas legais e que valem a viagem.

Na Europa, começa outra vez a sequência de festivais indoor e surgem também algumas opções de festivais na neve, como o WOW Glacier Love, que vai ficar marcado pra mim como a minha primeira experiência na vida diante da neve.

Dezembro – Virada do ano

O último mês segue mais ou menos a mesma toada dos dois meses anteriores, mas com diminuição do ritmo, como é normal em qualquer lugar. Ainda dá para encontrar opções interessantes de festivais de inverno na Europa, como o Eindhoven Metal Meeting, que foi nossa saideira de 2016.

O destaque fica por conta de festivais feitos especialmente para comemorar a virada do ano, com ofertas nos Estados Unidos (pra quem quiser frio) e na Austrália (pra quem quiser calor).

Agora é só usar o nosso buscador de festivais pra você encontrar o melhor festival pra viajar na época que for mais interessante 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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