hotel no rio de janeiroBelga Hotel/Divulgação

Hotel no Rio de Janeiro para festivais e shows: Belga Hotel

Quem está à procura de um hotel no Rio de Janeiro para o Rock in Rio, para o Ultra Brasil ou para os grandes shows que acontecem por lá sabe como a grande oferta de hospedagens na cidade é capaz de deixar qualquer um louco. Às vezes, já conhecer um determinado hotel é o melhor atalho pra poupar horas de pesquisa. Recentemente, o Festivalando foi convidado para conhecer o Belga Hotel, na rua dos Andradas, no centro do Rio de Janeiro. Ele abrirá na segunda quinzena de fevereiro para o público geral, mas foi aberto pra nós em uma espécie de “versão beta tester”.

Para quem está procurando hospedagem para o Rock in Rio ou para o Ultra, um dos melhores atrativos do Belga Hotel é a localização, que facilita muito o deslocamento para esses dois festivais.

  • Para quem vai ao Rock in Rio: o Belga Hotel fica a cinco minutos a pé da estação Uruguaiana do metrô (a partir de 2017, quem prefere o transporte público, poderá chegar de metrô até a Cidade do Rock, no Parque Olímpico). Quem prefere o transfer oficial, o Rock in Rio Primeira Classe, pode comprar a passagem para o ônibus que sai do aeroporto Santos Dumont, que fica a sete minutos (de carro ou transporte público) do hotel. Para chegar até o aeroporto, basta pegar o VLT (veículo leve sobre trilhos, aqueles trams comuns na Europa) na parada São Bento, que fica a cinco minutos a pé do hotel
  • Para quem vai ao Ultra Brasil: novamente, a proximidade com o metrô Uruguaiana é o destaque. Três estações depois, na Praça Onze, você já está no Sambódromo, o local onde acontece o Ultra Brasil. São apenas dois quilômetros de distância entre o Sambódromo e o hotel, o que garante uma economia boa de táxi/uber na volta.

O Belga Hotel também está bem próximo de pontos turísticos legais para você incluir no seu roteiro pro Rio. Fomos a pé para a Praça Mauá, com uma vista linda para o porto e onde está o Museu do Amanhã, um tipo de museu que muito me apetece – aqueles bem interativos e tecnológicos, e que fazem pensar muuuito. Logo do lado fica o MAR, o Museu de Arte do Rio, onde também fomos.

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Priscila Brito

Utilizando o VLT, chegamos em poucos minutos ao Boulevard Olímpico, região da zona portuária do Rio que ganhou novas atrações com o upgrade dos jogos olímpicos. Uma das mais maravilhosas é o super mural “Etnias”, do artista Eduardo Kobra. É nada mais nada menos que o maior grafite do mundo segundo o Guiness. São 2.500 m² de ode às nossas raízes indígenas, de uma beleza imponente que só um certo prefeito de uma certa cidade não consegue ver. Para apreciar, é só descer na parada dos Navios.

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

Perto dali, na parada Utopia (que poético, não?), fica o AquaRio, um mega aquário com espécies marinhas de todo tipo, do Nemo a um tubarão, que você pode ver de pertinho, sob todos os ângulos, inclusive de um túnel que passa por baixo do aquário.

O Belga Hotel em detalhes

Fora a boa localização, o Belga Hotel é uma opção pra quem gosta de privacidade, conforte e valoriza detalhes. Ele está instalado em um prédio em estilo art déco datado de 1927, mas no interior o que prevalece é o design moderno e, principalmente, funcional dos quartos. Só mesmo o elevador pantográfico e a escada de mármore foram mantidos da arquitetura original.

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

Ah, claro! O nome belga não é por acaso. O hotel tem tudo a ver com a Bélgica (aquele lugar MARA que nos deu o Tomorrowland e o Grasspop). Alguns dos sócios são belgas radicados no Brasil. Os quartos são decorados com ícones da cultura belga e o cardápio do restaurante é inspirado na gastronomia belga.

Quartos

Fiquei em um quarto standard e o que mais gostei foram os baús acoplados às camas. É espaço suficiente para guardar mala e outros pertences sem deixar tudo espalhado e sem ocupar espaço. A bancada da pia também segue essa lógica, com espaço superior e interno pra deixar os itens de higiene pessoal.

A cama, em estilo lounge, também é bacana. Os travesseiros nas laterais fazem dela um sofazão gostoso pra se esparramar e ver TV antes de dormir. A propósito, as TVs são do tipo smart, o que permite pareamento com seu tablet, celular ou notebook. Futuramente, a gerência do hotel pretende adicionar serviços ao sistema smart, como checkout.

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Belga Hotel/Divulgação

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As cortinas são decoradas com ilustrações modernas que remetem a ícones da cultura belga. Eu simplesmente surtei quando vi que estava no “quarto do Stromae”, ou seja, no quarto musical! O jazzista Toots Thielemans e Adolphe Sax, o invetor do saxofone, completavam a decoração.

A vedação acústica é boa. Eu praticamente não ouvi o barulho que vinha da rua, que é uma região bastante movimentada, diga-se de passagem.

O banheiro é a parte mais divertida. O box de banho tem um sistema de luz cromática que te permite escolher a cor que vai iluminar o seu banho, conforme o seu humor – branca, amarela, azul, vermelha ou tudo isso junto! Ou seja, para os fritos, a rave já começa na hora do banho. Toalhas e amenities (sabonete, hidratante, shampoo, condicionador, pente e touca) estão à disposição.

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

Para rever

Há dois detalhes que eu acho que poderiam ser revistos, no entanto. Os registros para abrir e fechar a água ficam fora do box. Isso te obriga a abrir a porta para acionar a água, molhando o restante do banheiro mais que o necessário. Não há saboneteira ou nenhum tipo de suporte para os produtos de banho, o que te obriga a deixa-los no chão. Também briguei muito com o chuveiro para conseguir acertar a combinação para aquecer a água.

Há ainda secador de cabelo disponível para empréstimo na recepção, daqueles compactos, bivolts, para viagem. Eles são pouco potentes, o que não é bom pra quem tem cabelo longo como o meu. Acho que merecia o investimento em um secador realmente eficiente.

[Edit: a assessoria do Belga Hotel informa que as saboneteiras estão sendo providenciadas e que os ajustes elétricos já foram feitos para o aquecimento da água. A gerência está avaliando a sugestão da mudança dos registros de água e da aquisição de um novo secador.]

Gastronomia

O Belga Hotel tem um restaurante que opera sob o conceito de brasserie. É um formato francês, mas com adaptação belga, servindo refeições de todo tipo o dia inteiro. Eu cheguei por volta das 15h de uma sexta e almocei, por exemplo. Ah, ele também é aberto para o púbico geral.

O café da manhã é a la carte e cobrado à parte do valor da diária. Prepare-se para tomar chocolate quente belga e comer um chocolate koek, um mil folhas recheado com chocolate belga!

No cardápio de almoço e jantar, destaque pro Kaaskroketten, um croquete de três queijos tipicamente belga, e para as famosérrimas fritas belgas que, sim, são realmente especiais.

Naturalmente, a brasserie oferece cervejas belgas. Elas podem e devem ser acompanhadas com “bapas”, um equivalente aos nossos petiscos. Fizemos uma degustação com cinco tipos diferentes. A Straffe Hendrik Tripel não só me pegou de jeito como também foi uma das favoritas dos demais blogueiros que também foram convidados para a apresentação do Belga Hotel.

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

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Salvador Scofano/Belga Hotel/Divulgação

Quer reservar o Belga Hotel?

De modo geral, gostei bastante da pegada funcional dos quartos e da proposta do hotel, que é a de oferecer uma experiência menos impessoal. O contato com os funcionários é bem próximo. Também há lounges em alguns andares (que em breve receberão livros e revistas) pra que você não se sinta obrigado a ficar somente no quarto. Além disso, o restaurante/bar funciona o tempo todo.

Além disso, como disse no início, a localização do Belga Hotel é um dos seus pontos mais fortes. Normalmente, esse o primeiro quesito que levo em conta quando vou escolher um hotel. Para quem vai ao Rio por conta dos grandes festivas, como o Rock in Rio e o Ultra, ficou claro na demonstração do início do post como ele é uma mão na roda.

Se você gostou, reserve aqui o Belga Hotel.

O Festivalando viajou a convite do Hotel Belga e da MMA Comunicação. Entenda nossa política comercial.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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