" /> HappyWall: quando os restos mortais de um festival viram arte | Festivalando
Fotos: Gracielle Fonseca

HappyWall: quando os restos mortais de um festival viram arte

Se você gosta de fazer um roteiro basicão das cidades que visita, tenho uma boa e uma má notícia caso Copenhague esteja nos seus planos. Mais precisamente, a notícia é sobre a praça Kogens Nytorv, localizada bem no centrão da capital dinamarquesa. Ela fica no encontro da rua Østergarde, que integra o conjunto de ruas para pedestres, com o Nyhavn, canal cercado por restaurantes e artistas de rua.

A má notícia é que o grande jardim da praça está escondido por tapumes. Naturalmente, isso compromete a visão da paisagem que faz do ponto um cartão postal de Copenhague. Não, o prefeito da cidade não cercou a praça para evitar que o povo use. Atitude típica do que um certo Marcio Lacerda costuma fazer em BH. É que o local está em obras para a construção de uma nova estação de metrô.

A boa notícia é que os tapumes foram transformados em uma obra de arte interativa que nasceu das cinzas da edição 2013 do Roskilde Festival, motivo maior que trouxe o Festivalando para a Dinamarca. A obra em questão é a HappyWall. É uma tela analógica de pixels interativa. A definição é de seu criador, o artista local Thomas Dambo. Especializado em fazer arte a partir do lixo e de materiais descartados, Dambo reaproveitou placas de madeira usadas para construir uma tribuna de cinema do Roskilde.

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HappyWall, obra em progresso

Com duas faces, uma colorida e outra preta, as placas são móveis. Isso permite a quem passa por ali criar imagens, mosaicos ou o que for a partir da movimentação das partes que formam o grande muro feliz. Como muitos dos dispositivos criados para o uso público, a obra acabou recebendo nova função por parte dos usuários. Quem passa por ali usa o espaço para escrever uma mensagem aleatória e deixar sua marca em Copenhague. Assim como se faz na fachada dos estúdios de Abbey Road, em Londres, ou nos restos do muro de Berlim.

happywall

Não foram poucos os registros de brasileiros que vimos na obra (deixamos o nosso também), indicados de maneira direta ou indireta, com aquele jeitinho que é só nosso <3.

happywall

Para ver como as pessoas têm interagido com a parede de pixels analógica, é só digitar a hashtag #HappyWall no Twitter e no Instagram ou, claro, dar uma passada lá na Kogens Nytorv. Para conhecer mais sobre o trabalho de Thomas Dambo, clique aqui.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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