O que é o Festivalando? Ou sobre porque viajamos pra festivais

O que é o Festivalando? De onde viemos? Como nos alimentamos? Por que viajamos para festivais? Chega uma hora na vida da gente que vale a pena parar para pensar mais profundamente quem somos e, mais importante, porque somos o que somos.

Enquanto esperamos Glória Maria, em todo seu poder e esplendor, finalizar a pauta do Globo Repórter que vai responder essas perguntas (cof, cof, cof), eu e Gra decidimos nós mesmas fazer uma auto-análise, voltar no tempo e responder, afinal de contas, o que é que estamos fazendo nesses últimos quatro anos neste blog-sonho-que-se-tornou-realidade chamado Festivalando.

Tudo começa com um porquê

Por que Festivalando?

Queremos viver e permitir que outras pessoas vivam toda catarse, liberdade e ousadia regadas a música que os festivais proporcionam. Festivais criam pra gente um mundo paralelo, onde é possível viver outra vida, ser outra pessoa e apertar o off da vida aqui fora.

Melhor: é possível fazer isso em qualquer lugar do mundo, elevando ao cubo tudo aquilo de melhor que a experiência dos festivais faz a gente sentir. Porque se os festivais já tiram a gente da nossa rotina mais ou menos, um festival longe das nossas referências territoriais e culturais provoca deslocamentos de sentidos e sentimentos ainda maiores.

É por isso que viajamos pra festivais.

Mas por que não nos contentamos em apenas sair rodando por aí, guardando tudo pra nós mesmas, sem contar pra ninguém?

Um segundo porquê

Somos jornalistas, o que significa que compartilhar informação na forma de relatos é a coisa mais natural que a gente faz. Nós escolhemos fazer isso da vida. Porque somos jornalistas que anos atrás estavam insatisfeitas com os rumos profissionais que estávamos tomando, com atividades pouco motivadoras e oportunidades idem.

E porque somos jornalistas insatisfeitas profissionalmente que perceberam que a cobertura de festivais não era feita como deveria – era ultra tradicional, com buracos enormes de informação, incompleta em muitos aspectos.

Não abordava o universo dos festivais e todas as suas implicações em sua completude; não fornecia para as pessoas todas as informações de que elas necessitavam, focando nas atrações e nos ingressos, negligenciando todo o resto que envolve ir a um festival; ignorava completamente a força emergente dos festivais e toda a movimentação do público (geográfica e emocional) em torno deles. Enfim, por conta de tudo isso, não cumpria com uma das funções básicas do jornalismo que é a prestação de serviços.

Alguém tinha que fazer as coisas direito, então decidimos nós mesmas fazer.

festivalando

Pri e Gra. Ph: Ismael dos Anjos.

Mas como?

Nós viajamos pra festivais. Isso já ficou claro, né? Não há outro “como” possível senão esse. Mas há maneiras e maneiras de fazer isso e nós temos a nossa. Uma maneira muito bem pensada para honrar com todos os porquês que trouxeram a gente até aqui.

Assim como você, que também ama festivais, nós botamos a cara no sol – ou na chuva, dependendo das condições meteorológicas. Assim como você, a gente pega o metrô lotado, viaja com dinheiro contado, usa o banheiro nojinho do festival, pega fila, sofre com as confirmações de lineup. Primeiro, porque a gente quer viver os festivais da maneira que eles são concebidos pra serem vividos. Segundo, porque pensamos em você.

Procuramos entender as experiências e as necessidades reais de pessoas reais. Pessoas como vocês, mores! Procuramos descobrir e expor aquilo que gostaríamos de contar para as amigues. Planejamos, economizamos, testamos, avaliamos, detalhamos e colocamos os festivais à prova para expor aquilo que você precisa saber.

E assim chegamos a o que é o Festivalando

Resumindo esse caminho todo até aqui numa ~coisa~, essa coisa é o Festivalando, um projeto de viagens para festivais de música e turismo musical. Foi exatamente o que a gente planejou que ele fosse. Mas ele foi muito além do que havia sido planejado.

Com uma proposta inédita e pioneira – coisa que inicialmente a gente nem tinha muita consciência, fomos (até agora) a cerca de 40 festivais em 20 países. Fomos escolhidas como embaixadoras do Lolla, EDC, MADA e Spotify. Fomos reconhecidas pelo Prêmio Europa de Jornalismo. Viramos fonte de consulta para trabalhos acadêmicos. Estabelecemos um vocabulário e um modus operandi na abordagem dos festivais que é orgulhosamente replicado por aí. Sem medo nenhum de ignorar a modéstia, viramos autoridade em festivais.

Isto é o Festivalando.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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