Já falamos aqui no Festivalando, em outras ocasiões, sobre como o Rock in Rio tem uma estrutura de destaque, ainda que imperfeita. A percepção segue a mesma este ano. Em meio a um evento conduzido sem grandes sobressaltos, algumas imperfeições específicas da estrutura da Cidade do Rock em 2019.

O “ainda” no título deste texto se deve à possibilidade de alguns destes problemas ainda serem corrigidos para o segundo fim de semana de Rock in Rio.

Confira como foi o primeiro fim de semana do Rock in Rio também nos stories do Festivalando no Instagram

Ambulantes que não aceitam cartão

Quem quisesse comprar bebida dos vencedores ambulantes dentro do Rock in Rio tinha só uma única opção de pagamento: dinheiro. Só nos bares e lanchonetes o público tinha alternativas – dinheiro ou cartão.

Na era dos pagamentos eletrônicos, das máquinas portáteis de pagamento com cartão e das pulseiras cashless em festival, é quase anacrônico um festival do porte do Rock in Rio permitir somente o pagamento com cartão aos ambulantes.

Primeira Classe nem tão de primeira assim

Nem todo mundo que pagou R$ 100 pelo transfer do Rock in Rio, o Primeira Classe, recebeu em troca um serviço à altura do nome e do valor do serviço. O jornal Extra entrevistou pessoas que tiveram problemas sérios com o ônibus, tais como atrasos longos e motoristas despreparados para realizar a rota prevista.

estrutura da cidade do rock em 2019
Renan Olivetti/I Hate Flash

Informações oficiais e revista desalinhadas

No Twitter, o Rock in Rio divulgou uma lista dos itens proibidos e permitidos no festival. Mas, na prática, os critérios de quem estava fazendo a revista no momento da entrada é que acabaram prevalecendo. Por exemplo, nas redes sociais do Rock in Rio, tinha gente reclamando que foi obrigada a se desfazer de filtro solar na entrada, enquanto a divulgação feita pelo festival no Twitter liberava a entrada do produto.

Bebedouros mal sinalizados

Até 2017, era bem difícil encontrar os bebedouros na Cidade do Rock, pois praticamente não havia sinalização para os mesmos. Neste ano, eles ganharam uma sinalização, porém tímida e confusa, já que eles praticamente estão camuflados com a mesma sinalização dos banheiros. Um esquema diferente de cores ficaria melhor.

Ponto de embarque do Uber super distante

Como alternativa para a volta pra casa, além do BRT, há um ponto de táxi e outro de Uber. Quem opta pelo aplicativo tem bastante chão pra encarar depois de um dia (e noite e madrugada) exaustivo, pois ele está bem distante da saída principal do público, como mostra a imagem abaixo.

Táxi e também o BRT são mais acessíveis na comparação com o Uber. Alguns metros à esquerda da saída principal está a estação do BRT. À direita fica o ponto de táxi, com uma fileira extensa de carros prontos para levar os passageiros (mas a fila de espera do público é longa também).

Mais sobre a Cidade do Rock em 2019

Leia também como foi a experiência no primeiro fim de semana do Rock in Rio 2019.

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6 Comments

  • Renan Esteves
    Posted 30 de setembro de 2019

    Uma coisa que parece que tinha em 2017, mas não teve esse ano: pontos pra carregar celulares. Eu pedi informação a tudo quanto foi membro da organização do festival. Uns me diziam que havia ponto, outros que não. Consequência: tive que carregar meu celular na área dos bebedouros. Na área ao lado do Palco Sunset, tinha uma tomada sobrando e carreguei meu telefone por lá. Não iria pagar 60 reais por um locker. Sobre os bebedouros, não achei tão mal localizado assim. Uma evolução que percebi foi que esse ano teve mais bebedouros que na edição anterior. Eu só achei que deveria ter um mapa que colocasse detalhadamente tudo de informação sobre o festival, desde os bebedouros que você citou aos pontos de conectividade e de carregar celulares, por exemplo. Esse mapa, porém, só mostrava os palcos e as atrações como a Nave e o Fuerza Bruta.

    • Priscila Brito
      Posted 1 de outubro de 2019

      O que eu disse foi que os bebedouros estão mal sinalizados. Tinha que ter um esquema de cores diferente dos banheiros. Se você passar muito rápido, nem percebe que eles estão ali, ainda mais que, além deles estarem camuflados com os banheiros, ainda estão mais pro fundo e são pequenos. Concordo que no mapa deveriam incluir os serviços também, não só as atrações. Sobre carregadores, o espaço da Movida estava programado para distribuir carregadores. Mas daí a conseguir é outra história, já que é sempre muita fila pra entrar nesses espaços

  • Gisele R.S.
    Posted 1 de outubro de 2019

    Pagar 100 reais pelo primeira classe no mínimo a gente espera que o serviço ofereça um ônibus que não fede. Pois o meu até goteira tinha! Fora isso não tenho muito do que reclamar: cheguei super cedo, consegui aproveitar bastante as atrações além dos shows.

    • Priscila Brito
      Posted 1 de outubro de 2019

      Que horrível essa história do Primeira Classe, Gisele! Ainda bem que sua experiência dentro do festival foi diferente, mas é frustrante pagar caro num ônibus pra acontecer isso…

  • Marco Martinez
    Posted 1 de outubro de 2019

    Em 2015, primeiro e ultimo ano que eu peguei o Primeira Classe, o Motorista que faria o caminho da Zona Sul não era Carioca, e foi seguindo um amigo motorista para conseguir sair do evento…. so que acabou seguindo tanto que quase foi parar no Centro do Rio. Sorte que eu e um amigo (um Paulistano e um Santista) vimos que tinha algo errado em relação ao caminho do dia Anterior e ajudamos o cara a pelo menos chegar em Ipanema.

    • Priscila Brito
      Posted 1 de outubro de 2019

      Tô impressionada com esses relatos ruins do Primeira Classe! Em 2015 eu usei e não tive problemas, mas é claro que não quer dizer que outras pessoas não podem ter passado por experiências ruins, como foi o seu caso. Mas até então aparentemente as reclamações não vinham tanto à tona. Este ano está mais evidente.

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