alugar carro no exteriorLinerpics via Shutterstock

Alugar carro no exterior: dicas básicas, técnicas e macetes de contratos

Alugar carro no exterior pode ser uma das decisões mais acertadas, dependendo do seu planejamento. Compensa alugar um carro mais ainda em caso de viagem entre amigos, idosos e crianças. Mas é claro, cada situação vai ser uma. Há ocasiões em que o custo benefício será melhor, outras não. O que não muda em nenhuma delas, de fato, é que com carro você pode fazer seus próprios horários e trajetos.

Porém, apesar de parecer algo fácil, alugar carro no exterior exige planejamento e conhecimento de algumas questões importantes, para você não perder dinheiro, tempo e paciência.

Lista de boas locadoras AQUI.

alugar carro no exterior

Daxiao Productions via Shutterstock

Dicas para alugar carro no exterior: o básico que você precisa saber

Planeje-se!

Parece óbvio falar isso, mas planejamento é necessário para tudo quando o assunto é viagem. Alugar um carro no exterior não vai ser diferente. É verdade que é possível simplesmente chegar a um aeroporto, escolher uma locadora e talvez se dar bem. No entanto, isso não é garantia de que você estará pagando os melhores preços. Também não  é certo que terá o melhor carro disponível para seus propósitos. A segurança da transação e clareza para assinar um contrto também podem ser bem menores. Portanto, para não ter dor de cabeça, a primeira dica é se planejar.

#1 – Feche um roteiro “circular” e preveja entre 150 a 200 km por dia por motorista:

Fechar um roteiro circular é importante, pois a maioria das locadoras no mundo cobra mais caro para você deixar o carro em uma cidade ou país diferentes. Portanto, planeje-se para pegar e devolver o carro no mesmo lugar.

Também é preciso lembrar que, várias locadoras cobram uma taxa a mais quando alugamos carros em aeroportos. Portanto, às vezes pode compensar pegar um táxi ou uber até o hotel, e deixar para pegar o carro em uma locadora mais central.

Pensar antes no roteiro também vai ser importante para a comodidade dx motorista. Em geral, recomenda-se que uma pessoal não dirija direto por mais de 200 km. Além disso, também é legal saber de antemão os tipos de estradas que serão enfrentadas.

#2 – Compare preços:

É essencial fazer uma ampla busca de locadoras de carros, enquanto você ainda está no Brasil. Assim, você pode comparar preços. Inclusive, compensa dar uma olhada nos buscadores, mas também, ir direto no site da locadora, comparando os preços finais, com todas as taxas incluídas. Muitas vezes, algumas locadoras anunciam preços milagrosos, ofertas irresistíveis. Mas quando você olha, ao fundo, não é exatamente uma oferta que inclui todas as proteções, taxas e segurança de que você vai precisar.

Às vezes, algumas locadoras oferecem cupons de descontos. Por isso, quando fizer a busca, também pode ser interessante assinar a newsletter, para receber cupons e promoções.

Não se arrisque em locadoras desconhecidas. Pode ser que seus direitos do consumidor não estejam protegidos em locadoras sem referência no mercado.

#3 – Informe-se sobre documentos exigidos e legislação de trânsito local

Em geral, a maioria dos países europeus exigem que você tenha uma carteira de habilitação escrita no mesmo alfabeto. Assim, não exigem a carteira de habilitação internacional. Áustria, Grécia e Itália, por exemplo, são países que exigem essa carteira, a qual pode ser solicitada no departamento de trânsito da sua cidade, antes da viagem.

Informar-se sobre a legislação de transito é essencial para evitar multas. Estacionar em locais proibidos  ou em locais onde só é permitido o trânsito local pode te custar no mínimo 100 euros de multa.

Também é imporante se informar sobre preços de pedágios e também sobre os tipos de radares. Por exemplo, há radares na Europa que monitoram a velocidade contínua. Daí, não adianta correr igual loucx e dar aquela freada antes de um radar, pois calcula-se a velocidade do trajeto inteiro.

#4 – Contrate enquanto ainda estiver no Brasil

Depois de comparar os preços e condições das diversas locadoras, o próximo passo mais interessante para alugar carro no exterior é  tentar fechar o negócio enquanto estiver no Brasil. Assim, você vai pagar em reais, evitando taxas indesejadas, como IOF. Além disso, fehcar contrato antes ajuda você ler melhor as cláusulas.

Não há problemas caso você tenha esquecido de algo ou mude de ideia sobre o carro. Sempre é possível mudar e fazer upgrades, até o dia da retirada.

Alugar carro no exterior: aspectos técnicos de carros e da sua viagem

alugar carro no exterior

Africa Studio via Shutterstock

Pense sobre detalhes

Nem sempre o “melhor custo benefício” vai ser realmente o “melhor custo benefício”. É fundamental se preocupar com o custo de alugar um carro no exterior. Porém, quando não prestamos atenção em aspectos bem pequenos, a escolha pelo menor preço pode ser ruim. Por isso, cada detalhe da sua viagem importa na hora de decidir modelos e necessidades.

#1 – O carro econômico é mesmo o ideal?

Na maioria das vezes, sim. Os carros econômicos, famosos motor “1.0” são, de fato, mais econômicos para quem viaja leve, por estradas planas. Quando viajei em um carro assim, na Alemanha, não tive problemas. Pois o percurso era todo plano e a minha intenção não era correr loucamente na autobahn. E de fato, resultou em um consumo muito pequeno de combustível.

No entanto, nem sempre os carros de motor 1.0 são os mais espaçosos e confortáveis. Assim, caso você esteja viajando com família e crianças, pense em investir em carros maiores. Nem sempre eles são violões do consumo. Há carros pequenos que podem consumir muito, também.

Assim, faça uma pesquisa prévia entre os modelos disponíveis e pense se realmente vai compensar a economia de combustível, diante do comprometimento do seu conforto e dos passageiros.

#2 – Preste atenção em que “extras” você vai aceitar

Quando alugamos um carro, os vendedores estão ávidos por oferecer extras. Mas, nem todos eles são de fato úteis. Por exemplo, um aparelho de GPS. Em vários casos, é preferível usar o GPS e aplicativos como o Waze em seu celular. Basta comprar um chip local. Também é legal ter um mapa físico das rotas por onde se vai passar. Rola de comprar em postos de combustível. Nunca confie só na tecnologia.

Existem também alguns itens contratuais de seguro que são desnecessários, tipo o seguro arrombamento de carro, que em algumas ocasiões fica melhor se você pagar um estacionamento em áreas avaliadas como de risco. Mas isso a gente explica logo logo.

#3 – Tank: aceitar ou não?

Não aceite o tanque pré-pago. É muito mais caro do que você simplesmente abastecer por conta própria na hora de devolver. Ou seja, não vá cair na bobeira de entregar o tanque vazio. Abasteça em um posto próximo, antes de regressar com o carro à locadora.

#4 – Quilometragem controlada ou livre?

Caso você pretenda viajar pouco, faça os cálculos. Pode ser que a quilometragem controlada seja vantajosa quando alugar carro no exterior. Mas, caso a diferença com a quilometragem livre for pouca, opte pela livre! Pra quem vai viajar muito, tem que ser livre.

# 5 – Especificidades de combustível e câmbio

Preste bem atenção nos combustíveis aceitos pelos carros. Caso você abasteça um carro a diesel com gasolina, por exemplo, o motor pode sofrer danos não cobertos pelos seguros. Também é preciso atentar para as diferentes traduções de nomes de combustível, para não se enganar nas bombas dos postos.

Sobre o câmbio, é possível encontrar carros com câmbio automático e manual. Caso você pegue um com câmbio automático, o segredo é mesmo só prestar mais atenção antes de sair fazendo as conversões. Geralmente, quando passamos a marcha, fazemos quase uma pequena pausa no pensamento, no que vamos fazer a seguir. Com o câmbio automático, é bem fácil sair fazendo besteiras.

É preciso atenção aos contratos e atitudes ao alugar carro no exterior

alugar carro no exterior

Ph: Amnaj Khetsamtip via Shutterstock

Os contratos são, de fato, uma das piores pegadinhas possíveis  na hora de alugar um carro.  Eu e meus amigos caímos em uma dessas, ao alugar um carro no aeroporto de Hamburgo, para ir ao Wacken. Por isso, é preciso ler, reler e ter calma na hora de assinar. Mas não somente na hora de assinar. Também é preciso ser criterioso na hora da retirada e devolução dos carros.

#1 – Leia tudo, inclusive as letras mais miúdas.

Os contratos possuem uma série de taxas e condições que podem acabar nos fazendo cair em pegadinhas. Geralmente, é preciso ter uma grande atenção com contratos tipo “all inclusive”. É muito comum que este tipo de contrato não venha com as coberturas adequadas e desejadas pelo cliente.

É preciso observar muito bem horários e condições de retirada e devolução. Não se pode deixar de pensar, também, sobre a autorização de débitos no cartão de crédito, em caso de coberturas parciais, co-participativas. Caso tenha optado por este tipo de cobertura, não se arrisque em contratos com um amplo espectro de preços autorizados a serem descontados em seu cartão. Muita gente já teve problemas, por exemplo, de devolver um carro com uma calota faltando, e ter debitado no cartão de crédito mais de 500 reais só por isso.

#2 – Existem seguros dispensáveis, não precisa aceitar

O primeiro seguro dispensável é o de acidente pessoal ( Personal Accidente Insurance, Carfree Personal Protection). Não é nessário, pois isso já é algo previamente contratado por você em seu seguro viagem. Portanto, não precisa ter um seguro deste tipo no contrato de aluguel de carro.

UMP, ou seguro contra motorista sem seguro também é dispensável. Na Europa, ninguém está permitido a sair de carro sem seguro, por exemplo. Seguro contra arrombamento também é desnecessário. Melhor avaliar os locais e pagar um estacionamento, quando preciso.

#3 – Mas este seguro é indispensável: Liability Insurance / Third-Party Insurance (LI)

O seguro de danos feitos em carros de terceiros é importantíssimos. Caso você venha a danificar o carro de outra pessoa, saiba que arcar com isso vai ser complicado em euros ou dólares. Portanto, é melhor contratar o seguro. Além disso, caso você se envolva em um acidente, os processos podem continuar correndo contra você, mesmo estando aqui no Brasil. E aí, até mesmo podem ser feitas objeções à renovação de visto ou nova entrada no país da ocorrência. Além disso, este tipo de processo pode gerar indenizações de muitos dinheiros. Se ainda tiver dúvidas, veja essas dicas completas sobre seguro para aluguel de carro.

#4 – Ao pegar o carro na loja, observe:

Acompanhe muito bem a vistoria. O ideal é, quando alugar carro no exterior, fazer fotos ( principalmente da lataria) e tê-las guardadas até que a devolução seja realizada. No entanto, não aceite carros velhos, ou com avarias grandes, pois esses podem ser prenúncios de problemas.

Também é preciso conferir se todos os equipamentos obrigatórios de segurança estão corretos, em quantidade, tipo e validade. Confira chaves, macaco, estepe, kit de primeiros socorros etc.  Não deixe de conferir se o tanque está cheio e de perguntar como abrí-lo. Alguns carros só abrem o tanque com o freio de mão ativado, por exemplo.

# 5 – Na hora de entregar o carro, fique na cola da vistoria

É preciso acompanhar cada parte da vistoria. Portanto, não caia na besteira de entregar nos totens de autoatendimento. Nesses locais, você não obtem todos os comprovantes de que tudo está ok com o carro, nem o comprovante de que o contrato foi de fato encerrado.

Assim, opte por ter a vistoria com um responsável que vai dar baixa em todos os itens, entregando, ao final, um documento que diz que tudo está correto com o carro e que o contrato foi encerrado neste momento. Quando você não pega este documento, pode ser que haja cobranças “surpresa” depois. Aí, alugar carro no exterior pode gerar uma grande dor de cabeça na sua volta para casa.

Fez um dano, mas foi pequeno? Tire fotos. Lembra das fotos de antes? Guarde-as para um antes e depois e não aceite que cobrem mais pelo dano do que ele realmente custa para ser reparado.

Economize usando o buscador de empresas para aluguel de carros. Com ele, você pode economizar em até 15% com relação a compras feitas sem pesquisa ampla. Compare os preços das grandes e pequenas operadoras, escolha a que melhor atende às suas necessidades.

#AFF

Gostou deste post? Temos muito mais pra você!

Receba sempre nossas dicas, histórias e novidades sobre viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

2 comments

Add yours
  1. Israel Theodoro de Carvalho Leitão 28 março, 2018 at 12:35 Responder

    Muito bom o Post……informações vitais pra quem vai se utilizar desse tipo de serviço.
    Realmente na hora ficamos cheios de dúvidas……..
    Parabéns!!!

Deixe seu comentário