#Videoselfie: Por que festivais brasileiros não têm pulseira de festival?

Atualizado em 01/09 – Desde que voltamos da Europa fortemente “empulseiradas”, não conseguimos entender uma questão muito importante: por que alguns grandes festivais brasileiros não têm pulseira de festival? Este é sem dúvida um grande mistério. A maioria dos grandes festivais de música no Brasil, como o Lollapalooza (o Lolla BR agora tem!!!! Atendeu aos nossos pedidos para 2017!!) e Rock in Rio, não usam a pulseira como forma de controle de entrada das pessoas. A exceção fica por conta dos festivais de música eletrônica brasileiros, que em geral fornecem pulseiras para os festivalgoers – veja Tomorrowland e Universo Paralelo, por exemplo.

Como as pulseiras de festival são uma de nossas paixões, e já falamos sobre elas neste vídeo aqui, bem como neste post sobre como lidar com suas pulseiras depois de tirar tudo do pulso, decidimos abordar mais esta polêmica. Espero que um dia a gente consiga explicações plausíveis, ou então uma mudança cultural neste país sobre um assunto tão sério para o universo festivaleiro =P

pulseiras de festival

Pulseiras da Gra e da Pri em 2015 no Rock in Rio.

Questão intrigante sobre as pulseiras de festival

O que mais intriga nessa história toda é que, alguns festivais de mesma marca usam pulseira quando o evento rola na gringa. Mas quando rola aqui, não. Os dois exemplos canônicos, de novo, são Lollapalooza e Rock in Rio. Rock in Rio Lisboa e Las Vegas tem pulseira de festival. Rock in Rio no rio não tem! Lollapalooza Chile, Colômbia entre outros fazem uso de pulseiras de festival. Lolla Brasil não. Por que, gente? Por quê?

Nós não entendemos muito bem esta lógica, mas a primeira coisa na qual somos obrigadas a pensar é que talvez as pulseirinhas possam trazer algum impacto maior de preço com relação aos ingressos. Mas alguns ingressos, como os do Rock in Rio, por exemplo, possuem características anti falsificação tão modernas que certamente o preço do custo da impressão não deve ser tão diferente do preço de uma pulseira de pano.

Além disso, a existência da pulseira deixa a opção de não ter o ingresso como necessário. Ao invés de enviar ingressos após a confirmação do pagamento, os festivais poderiam enviar as pulseirinhas, por exemplo, ou então fazer pontos de troca, como acontece na maioria das vezes. Alguns festivais, entretanto, mantém a lógica ingresso + pulseira, como é o caso do Wacken. A gente nem reclama! hehehe

pulseiras de festival

Pri (esquerda) e Gra (direita). Foto: Ismael Dos Anjos. Festivalando/Divulgação

Pulseira de festival é mais do que souvenir ou ‘moda’

Muita gente deve pensar que pulseira de festival é uma bobeira, que é só firula para colecionador. Mas não é, gente. A pulseira de festival pode ter várias funcionalidades. Olha só:

  • Identificar pessoas pertencentes a um evento
  • Permitir entrar, sair e retornar ao festival quando desejar
  • Facilitar a entrada no festival – às vezes a vistoria de ingressos causa muita confusão na porta dos festivais e eventos
  • Maior segurança para quem compra a entrada – a pulseira é muito mais difícil de perder, ser roubada ou ser danificada do que o ingresso
  • Dificulta falsificação – uma pulseira de festival com chip é certamente mais difícil de falsificar do que um ingresso

Tomorrowland e Sziget festival: pulseira de festival já em outro nível

Enquanto estamos aqui mendigando meras pulseiras de pano dos nossos festivais brasileiros, Tomorrowland e Sziget festival já estão em outro nível de sofisticação.

Não se tratam apenas de pulseiras com chip que vão te dar acesso ao festival. Estamos falando de uma nova geração de pulseiras de festival, com funcionalidades que dialogam com as necessidades do mundo dos festivais de música, bem como com o nosso mundo moderno, interconectado, multimodal e 3.0. Observe bem:

Funcionalidades do Bracelete Tomorrowland

  • Conecta-se com site Tomorrowland e com as redes sociais do festival para dar acesso às informações sobre ele
  •  Conecta-se com playlists dos artistas que vão tocar no festival no Spotify
  • É usada para todos os pagamentos dentro do festival. Você recarrega e seu saldo é disponibilizado, protegido e pode ser devolvido ao fim do festival
  • Tem sistema anti perda – se você perder, a pessoa que achar pode te enviar uma mensagem de sms ou em redes sociais avisando sobre a pulseira
  • Tem sistema de localização – caso se perca no caminho para o festival, é só escanear a pulseira para obter as coordenadas e mapa no seu celular.
  • Envia tweets automáticos – quer disparar tweets durante o festival, é só escanear a pulseira em um app que ela também vai acionar a publicação.
  • Conectar-se com o Facebook do [email protected] ao lado – imagina que você viu aquela pessoa maravilhosa ao seu lado, mas não sabe como chegar? Você pode pelo menos pedir a ela para serem amigos no Facebook via pulseirinha!

Funcionalidades pulseira Sziget festival

sziget relógio

  • Agora tem um relógio! Você não perde mais a hora do show
  • É a pulseira com sistema cashless, com a qual você paga todas as suas compras dentro do festival
  • Tem chip para proteger de perda e dar acesso ao festival

Essa nova geração de pulseiras de festival são quase “smartpulseiras”, não? Daqui a pouco a coisa evolui de tal maneira que as pessoas vão poder tirar selfies e fazer imagens com a própria pulseira de festival, já compartilhando em todas as redes automaticamente. Vemos este futuro não muito distante. Escreva aí para depois lembrar, hehehe!

Recentemente, o Maximus Festival anunciou que vai usar a pulseira cashless. Ainda bem! Festival de metal novo, com mente aberta e que vai garantir um sistema inteligente de pagamentos dentro do evento, além de deixar esta lembrança que certamente muitos vão querer guardar e colecionar!
Produtores, organizadores, mandachuvas de festival e principalmente público: venham ver nosso recado aqui no #videoselfie

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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