Pulseira de festival: caso de amor ou ódio?

Essa foi a grande polêmica lançada entre as garotas festivaleiras na primeira temporada de Festivalando. Enquanto eu e a Pri sonhávamos em ornamentar nossos braços com esses artefatos neo-hippies da ostentação festivaleira, a Paulinha simplesmente repudiava e ficou doida para se livrar da sua única pulseirinha o quanto antes. Aqui no velho continente, percebemos que também existe uma certa “ostentação” das pulseirinhas. Quanto mais melhor. Sacamos, então, que a pulseira de festival é um caso de amor ou ódio.

Para mim e para a Pri foi um caso muito difícil de amor, inclusive. Muito difícil desapegar. A Pri voltou para o Brasil e, mesmo sendo uma jornalista séria teve que passar por cima de todos os olhares de repúdio ao seu antebraço, às dificuldades de combinar roupas e outros ornamentos com as pulseirinhas de festival. Quanto a mim, eu sofri com o frio aqui da escandinávia… é foda. Você toma banho e parece que as pulseirinhas só começam a secar 3 horas depois que você se enxugou. E o pior, ficam extremamente frias no braço e, quando eu saia com elas no vento gélido da escandinávia, parece que congelavam e por conseguinte a todo o meu braço!

Com todos esses poréns, orgulhosas permanecemos das nossas lindas pulseiras, por muito tempo. O-s-t-e-n-t-a-ç- ã-o, blim blim!!! Na verdade a única que tirei rapidinho do braço foi a do Sziget Festival, por motivos óbvios que vocês já cansaram de ler por aqui…[tem que ser muito outsider para odiar tanto assim o festival eleito o mais maravilhoso entre os festivais da Europa esse ano, hauahaua!Ai que orgulho!].

pulseira de festival 2

Mas temos que admitir, as pulseirinhas não são apenas um caso só de ostentação. Cria-se um vínculo quase que umbilical com elas: elas nos inserem no mundo dos festivais, abrem nossos caminhos para shows e plateias fantásticas, nos dão acesso à lugares e pessoas fabulosos! As pulseirinhas nos acompanham, noite e dia de festival, estão sempre ali se estamos sujas ou limpas, com fome ou com sede, cansadas ou eufóricas. Elas estão sempre lá quando precisamos, recebendo nosso suor, bem como nossos creme nívea, hahahaaha.

Outra coisa que nos perseguiu e nos fez permanecer com elas no braço foi o medo de tirar e danificar essas nossas lembranças materiais de momentos fantásticos. A Pri, por exemplo, tem uma coleção enorme de ingressos e queria juntar as pulseirinhas a eles. Eu também tenho uma caixinha de lembranças de shows e, certamente não queria danificá-las. Mas são colocadas de forma muito apertada no pulso e a retirada sem danificar elas ou o próprio braço foi um desafio.

Na verdade, achei um método, uma ideia que me veio à cabeça quando estava tomando banho. Porém, já aviso, não é ecológico. É incorreto, é imoral. Fiz muita espuma, desperdicei muito sabão para tornar meu braço escorregadio o suficiente para que as pulseiras saíssem com mais facilidade. Foi um custo. Na verdade danifiquei um pouco o braço. As pulseiras, contudo, estão lindas e maravilhosas!!! Acho que a Pri também aderiu à técnica, esqueci de conferir com ela…

Mesmo assim, admito que foi bem doloroso não tê-las mais no braço. Cortar o cordão umbilical não é nada fácil…. talvez um dia eu volte com todas de uma vez só para o braço, hahaha!

Preparamos um vídeoselfie com nossa “discussão” sobre a pulseirinha ostentação e nossas diferentes visões sobre elas. E você, o que acha da famosa pulseira de festival? Gosta e quer colecionar no braço, ou não suporta?Comenta aí!!

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

4 comments

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    • Priscila Brito 16 março, 2017 at 10:41 Responder

      Oi, Enzo! Nesse caso, você quer dizer que apertou a pulseira antes de colocá-la no braço? Se for assim, é bem complicado, porque aquela trava que aperta a pulseira não destrava fácil, e há risco grande de danificar a pulseira.

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