Eurolines.com/Divulgação

Viajando de ônibus na Europa

Para percorrer sete países europeus em dois meses, usei avião, trem e ônibus. A combinação das melhores condições entre tempo de viagem e custo foi o que determinou a escolha de um meio de transporte ou outro. Houve casos em que o trem tinha preço melhor, mas a viagem seria longa e exaustiva, e acabei optando por um voo um pouco mais caro. Em outros, o avião e o trem estavam com preços semelhantes, mas as conexões em aeroportos levariam mais tempo que algumas horas de molho no trem. Por isso, é sempre bom avaliar todas as opções.

Foi numa dessas que descobri que na data em que eu e Gra precisávamos sair de Praga em direção a Budapeste uma viagem de ônibus era a opção mais viável. De avião, os preços para voos diretos ou com conexões rápidas estavam um absurdo nas companhias tradicionais e as empresas low coast ofereciam opções com umas oito horas de conexão. A viagem de trem durava menos que isso, umas sete horas e estava em torno de 60 euros (uns R$ 180). De ônibus, demoraria só meia hora a mais, e o preço era ridículo de tão bom: o equivalente a R$ 45. Detesto viagens com trajetos longos (mais que três horas pra mim já é longo), sejam elas em que meio de transporte for, mas nesse caso específico o ônibus era imbatível.

Comprando as passagens

Descobri o busão da felicidade por meio da Eurolines, empresa de ônibus que atua em boa parte da Europa. As tarifas são de dois tipos: uma mais barata, que não permite alterações de data e horário no pós-venda, e outra mais cara, que te dá o direito de mudar algum detalhe e ainda oferece seguro viagem. No caso do trajeto Praga-Budapeste, a diferença era de uns R$ 15 de uma para outra. O preço também varia com o passar do tempo e com a procura, como acontece com as passagens de avião. A Gra só conseguiu comprar umas semanas depois de mim, e para o mesmo trajeto e horário ela pagou cerca de R$ 60, contra os R$ 45 que eu paguei (ainda assim muito barato).

O ônibus e a viagem

A Eurolines trabalha com ônibus executivos, com banheiro, tomadas, wi-fi, cota de duas bagagens médias por passageiro e distribuição gratuita de água, revistas e jornais (em tcheco e inglês). Praticamente tudo isso foi cumprido em nossa viagem, exceto a promessa de wi-fi. Depois de baleiar e baleiar nas duas primeiras horas de viagem, o sinal desapareceu para sempre em algum lugar da estrada que liga Praga a Brno. O acesso até a rodoviária foi fácil, pois ela está conectada com o metrô de Praga. Na chegada, em Budapeste, foi da mesma forma.

O decorrer da viagem também foi tranquilo, em vários sentidos: estando no banco da primeira fila, pude notar que o velocímetro nunca passou dos 70 km/h e o asfalto da pista era praticamente um tapete. O ônibus é confortável dentro do limite de conforto que um ônibus pode oferecer. Como bônus, um ~bus-tour~ improvisado por Bratislava, na Eslováquia, parada intermediária do ônibus.

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Eurolines.com

Opções para viajar de ônibus na Europa:

1) Eurolines

Como disse acima, a Eurolines foi a empresa que eu e Gra usamos para o test-drive do busão na Europa. Ela opera em 53 cidades de 25 países. Como atrativos, além dos que eu citei anteriormente, oferece dois tipos de passe, um dia 15 dias e outro de 30 dias, que permitem viagens ilimitadas no período, além da possibilidade de definir ou modificar o trajeto ao longo da viagem. Os preços desses passes variam de acordo com a temporada (média, alta e baixa) e com a idade (menores de 26 pagam menos). Nos valores válidos para 2014, por exemplo, o passe de 15 dias para menores de 26 na baixa temporada custa 185 euros (cerca de R$ 550).

2) Student Agency

Não testamos os serviços desta empresa tcheca, mas me lembro de ter visto vários de seus ônibus amarelinhos, principalmente na estação em Brastislava. A Student Agency cobre menos países que a Eurolines: 16. Por outro lado, vai para mais de 100 cidades, inclusive algumas bem do interiorrrzão, menos pop, mas que sugerem um roteiro de viagem no mínimo instigante. A promessa é de descontos para estudantes, além de algumas bajulações a bordo, tais como filmes, canais de música individuais nos assentos e bebidas quentes.

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StudentAgency.com

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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