Priscila Brito

Budapeste – Viena: como ir e como evitar uma roubada

Viena foi uma surpresa boa que cruzou meu caminho nesta primeira temporada europeia do Festivalando. Minha rota não passava pela Áustria. Mas na parada final, em Budapeste, bem na última semana, quando eu já estava borocoxô porque a farra estava no fim, descobri que Viena era “ali”, da perspectiva de quem está na capital da Hungria. De trem, um bate-volta Budapeste – Viena leva três horas e tem um preço bem convidativo: 30 euros (cerca de R$ 100) ida + volta. Isso mesmo, R$ 100 para ir AND voltar.

Como Viena é uma cidade turística pequena (tem uma população de 1,7 milhão de habitantes, menos que BH, que tem 2, 4 milhões), dá para aproveitar essa facilidade de deslocamento tanto para um bate-volta saindo de Budapeste (o que eu fiz), quanto para um roteiro um pouquinho mais esticado.

Bate-volta Budapeste – Viena: dicas práticas

As passagens podem ser compradas diretamente na estação Keleti, de onde partem os trens, ou no site da Máv-Start, empresa ferroviária húngara – o detalhe é que comprando online você obrigatoriamente tem que pegar os bilhetes em terminais instalados em algumas estações; não existe a possibilidade de imprimir os bilhetes em casa. A oferta de partidas diárias é boa, e o bilhete te dá a flexibilidade de embarcar em qualquer horário, desde que não tenha sido feita reserva de assentos em um trem específico.

Porém, é bom não deixar para fazer tudo em cima da hora. Eu e a Paula poderíamos ter deixado para comprar as passagens no momento da viagem, mas fomos à estação para comprar um dia antes porque iríamos viajar no dia do aniversário de Budapeste (20 de agosto), feriado por lá. Corríamos o risco de não conseguir passagem na hora. Dois dias antes, duas amigas dela foram à estação pela manhã com a intenção de embarcar naquela hora para Viena, mas tiveram que esperar até o fim da tarde devido à falta de lugar nos trens.

Saia cedo de Budapeste

É recomendável também sair de Budapeste no horário mais cedo possível. Isso vale não só para aproveitar melhor o tempo em Viena, como também para evitar surpresas no meio do caminho, caso você não faça reserva de lugares. Eu e a Paula nos desencontramos, e enquanto eu fui em um trem vazio que saiu às 7h, ela, que pegou o trem seguinte, das 9h, teve que ceder lugar para passageiros que entraram em outras paradas e tinham reservado assentos.

Chegando em Viena

São poucas paradas até chegar em Viena, onde há duas estações de desembarque: Wien Meidling e Wien Westbanhof. A estação da turistada é esta última. Ela está conectada a linhas de metrô e tram, e de lá mesmo você já pode comprar os bilhetes para o transporte público e dar início ao passeio. Há um passe de um dia que te permite fazer viagens ilimitadas em todos os meios de transporte público da cidade por muito pouco. Paguei pouco mais de 7 euros. Consulte aqui os preços atuais.

bate-volta budapeste - viena

Fazendo graça no Palácio Belvedere

Cuidado com a cilada, Bino!

Mais importante: se você decidir voltar de Viena para Budapeste nos trens que partem à noite, cheque se eles são noturnos e se vão prolongar a viagem até outro destino noite adentro (como foi o trem das 19h que pegamos, cujo destino final era Bucareste, na Romênia, na manhã seguinte). Neste caso, além da passagem, é preciso ter pago uma espécie de taxa de reserva pelo trem noturno que a gente simplesmente não sabia que existia e, pior, cuja existência não nos foi informada – a atendente da bilheteria garantiu que com o valor pago poderíamos embarcar em qualquer trem tanto na ida quanto na volta.

Descobrimos isso de uma maneira que não foi a mais agradável possível. Na primeira checagem de bilhetes, o fiscal viu que não tínhamos a reserva exigida e disse que teríamos que pagar quando chegássemos em Budapeste. Entendemos, neste primeiro momento, que a reserva era necessária apenas para o uso da cabine (necessária para quem de fato vai viajar a noite inteira), então decidimos nos sentar nos banquinhos nada confortáveis que ficam no apertado corredor do trem.

Após uma parada para embarque e desembarque, um novo fiscal passou checando as passagens. Quando ele notou que não tínhamos a tal reserva, disse que teríamos que descer na próxima estação. Quanto mais a gente pedia para que ele explicasse a história da taxa (porque na nossa cabeça não era necessária pra gente porque não viajaríamos a noite inteira), mais ele gritava e dizia que ira nos expulsar do trem. Um segundo fiscal, mais paciente e cordial, interveio nessa hora e, com calma, explicou a história e pediu com mais educação que a gente pagasse. Valor: 10 euros (cerca de R$ 30).

bate-volta budapeste - viena

A passagem no melhor estilo ~vintage ticket~ e a taxa surpresa que não era para ser surpresa

O alívio

Assim que o fiscal grosseiro passou para outro vagão, este segundo fiscal nos pediu desculpas. Perguntou de onde éramos, e quando dissemos que éramos do Brasil ele disse que não teria cobrado a taxa caso soubesse disso antes. Segundo ele, é meio que uma orientação informal não fazer essa cobrança de passageiros brasileiros porque somos gente boa. Sério. Não sei se era verdade ou se ele só estava tentando ser gentil. Mas a Paula acha que se o fiscal durão não estivesse no vagão, este moço bonzinho teria realmente deixado a gente livre da taxa.

Dado o alerta, insista, pergunte na bilheteria na ida e na volta, ou se informe com os fiscais que ficam nas plataformas no momento de embarque. E diante de tantas fortes emoções, os causos do bate-volta Budapeste – Viena ficam para outro post: veja minha sugestão de roteiro de um dia em Viena 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

3 comments

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  1. Rafael Cormack 2 junho, 2017 at 14:32 Responder

    Oi Priscila, tudo bem?

    Não entendi uma coisa:

    “Viena leva três horas e tem um preço bem convidativo: 30 euros (cerca de R$ 100) ida + volta. Isso mesmo, R$ 100 para ir AND voltar.”

    Qual o tempo de ida budapeste x vienna? Vi que de ônibus são quase 3 horas e custa entre 30/40 euros.

    Gostaria de saber se de trem é mais rápido que isso, porque se a diferença de preço for pequena pode compensar ir de trem do que ir de ônibus.

    Obrigado!

    • Priscila Brito 4 junho, 2017 at 13:21 Responder

      Oi, Rafael! A viagem dura cerca de três horas indo de trem. Não sei se houve um reajuste nos valores desde que eu fui, mas paguei 30 euros na época pra ir e voltar usando o trem

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