novas regras bagagemPh: Nelen via Shutterstock

Novas regras de bagagem: o que muda na vida festivaleira?

As regras de bagagem mudaram no início deste ano, causando polêmica e revolta para muita gente que costuma viajar com sua franquia no limite. Mas o que muda para quem viaja para festival? Será que todxs nós precisamos mesmo de uma franquia de 2x 32 kg para sermos felizes festivalando?

O que dizem as novas regras de bagagem?

A principal mudança  foi o fim da franquia obrigatória de bagagens, antes regulada pela Anac. Anteriormente, todo passageiro tinha direito a despachar 1 peça de até 23 kg nos voos nacionais, e 2 peças de até 32kg em voos internacionais. Agora, as companhias aéreas poderão cobrar pelas bagagens despachadas, em destinos nacionais e internacionais.

Em compensação, as bagagens de mão que antes tinham limite de até 5kg agora poderão ter 10kg + um volume. Outra mudança foi a redução do prazo para a devolução de bagagens perdidas. Antes, a restituição da bagagem era feita dentro de 30 dias. Com a nova regra, as empresas terão que restituir passageiros em com malas extraviadas em voos domésticos em até sete dias. Para voos internacionais, o prazo é de até 14 dias, com valor pre-determinado de reembolso (até 5300 reais).

Já começou a mudar?

Algumas companhias ainda estão estudando as novas regras e não implantaram nenhuma mudança. Mas disseram que vão se adequar dentro do prazo especificado pela Anac. Esse é o caso da Latam e da Avianca. Contudo, a Latam anunciou a possibilidade de cobrar algo como R$50 para a primeira mala despachada, até 23kg, em voos domésticos.

Eu, por exemplo, viajo no final deste mês em um voo internacional pela KLM, comprado já na vigência das novas regras, mas continuo tendo direito a duas peças de 32kg. Notei, claro, uma enorme diferença nas tarifas. Viajei, no mesmo período em 2016, por pelo menos 1500 reais mais baratos do que o preço atual. Claro que isso não é reflexo direto das novas regras da Anac, mas sim de toda uma conjuntura política e econômica caótica que nosso país vive.

Por outro lado, algumas empresas como a Gol estão oferecendo  tarifas mais baratas para quem não precisa despachar bagagem. E para quem precisa despachar, será cobrado antecipadamente o preço de R$30 para uma mala de até 23kg. Quem deixar para pagar no balcão de checkin, desembolsará o dobro. A Azul também vai fazer tarifa reduzida, com até 30% de descontos para quem não despacha bagagens, em  14 destinos pelo país. Quem compra a passagem sem desconto, continua tendo o direito a uma bagagem de 23kg de graça.

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O que muda para quem viaja para festival?

Depende. Do nosso ponto de vista, tudo muda em termos de planejamento. E aí, vai depender dos roteiros de cada um, se vai viajar apenas para um festival, ou se vai fazer um mochilão para festivais de música.

A princípio, acho muito possível se organizar para levar apenas a mala de mão com 10kg e o volume, seja sacola ou mochila com laptop. Isso no caso de uma viagem para um único festival e alguns dias de turismo. Porém, preciso confessar que a mestra em fazer isso é a Pri, pois ela sim consegue condensar bem suas roupas e acessórios. Eu, Gra, já sofro bastante com isso e certamente precisarei despachar bagagens.

Agora, para quem vai fazer mochilão de festivais, já fica um pouco mais complicado, principalmente se a pessoa vai acampar e precisa levar itens como barraca e saco de dormir. Assim, vai demandar muito planejamento e cabeça fria na hora de organizar a mala.Também acredito que a quantidade de bagagem vai depender da estação de viagem. Caso você esteja viajando para um festival de verão, suas roupas serão menos volumosas, peças menores e tal. Mas se estiver viajando para um festival no inverno, a coisa complica um pouco.

Soluções possíveis para festivaleiros mochileiros

Para quem vai fazer mochilão, ainda há esperanças para gastar pouco comprando franquia de bagagem. Muitos festivais possuem o serviço de aluguel de barraca. Não costuma ser sempre barato, mas pelo menos te livra do peso de ter que levar uma barraca ou de ter que comprar e jogar fora.

Também é possível levar peças de roupa que sejam bem a conta do uso durante os dias de um festival, e usar e abusar do serviço de lavanderias, sem ligar para repetir roupa nos demais festivais.

E planejamento, sempre. A melhor coisa é calcular exatamente os dias, pensar nas possibilidades mais racionais possíveis de combinação de peças, levar algo de backup e desapegar de looks muito complexos ou de equipamentos para camping.

 

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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