Copenhell Divulgação

Estrutura Copenhell é eficiente e na medida

Estrutura Copenhell não traz novidade. É quase impecável como quase tudo na escandinávia. Já está ficando chato fazer review de festival destes países, pois vocês devem até achar que recebemos alguma comissão deles para falar tão bem o tempo inteiro daquilo que fazem. Garantimos que não recebemos, mas é sempre inevitável perceber como os escandinavos levam muito a sério vários detalhes que importam muito para o conforto de festivaleiras e festivaleiros.

Não há um deslumbre quando se chega ao Copenhell. Não são os maiores palcos, a aparelhagem mais vistosa, ou o acabemento de arte mais perfeito no trabalho cenográfico do festival. Contudo, aquilo que é necessário e imprescindível, como transporte e organização funcionam muito bem.

O Copenhell, no entanto, ainda não é a menina dos olhos, ou o festival perfeito. Porém, é sim mais um dos grandes festivais escandinavos onde tudo é fácil de acessar. Porém, agluns detalhes poderiam ser cuidados para transformar o festival em uma super referência para os fãs de metal de todo o mundo.

Como tínhamos acabado de voltar do Graspop e estávamos de saco cheio de lama, foi impossível conter a felicidade ao chegar no Copenhell e ver um chão com britas! Muito bem, dinamarqueses! Ponto para quem pensa que pode chover muito e um atoleiro pode rolar. AS britas, sem dúvida seriam uma escolha mais acertada do que serragem, como foi feito no Graspop…

britas copenhell

Outro ponto muito positivo para a organização do Copenhell foi o esquema de entrega antecipada de pulseiras de festival. Geralmente, esta é uma das partes mais chatas quando se chega a um festival, às vezes com toda a parafernália de camping e já cansado de viagem. Assim, geralmente gasta-se muito tempo em filas enormes nos ticket office dos festivais, o que realmente é sempre desagradável. Já prevendo isso, a organização do Copenhell produziu dois dias de festa, com música e bebida, como pretexto para a entrega antecipada das pulseirinhas. Assim, quem já estivesse de bobeira em Copenhague já poderia trocar o ticket pela pulseira e ainda já começar a se enturmar com a galera. A troca de ticket por pulseiras dentro do festival não foi excluída. Porém, estava bem mais vazia e super organizada. Brilharam, sem dúvidas!

pumphuset

Um ponto negativo e importante é preciso ser dito. Havia muitas vendas e stands do Copenhell que não estavam equipados com máquinas de cartão de crédito e débito. Isso, infelizmente era muito chato, pois todas as vezes era necessário fazer a retirada de grana nas ATM e isso gera muitas taxas para a gente que vem do Brasil, por exemplo. Cada vez que realizamos uma transação de saque com os nossos cartões Travel Money, por exemplo, pagamos mais do que uma simples compra no débito. Como o festival tende a ficar cada vez mais internacional, é necessário que pensem em uma estrutura financeira que possa atender melhor as necessidades dos turistas. #FicaADica

Informação

informacao 1

Amores danish, deixa eu contar uma coisa para vocês: a língua que vocês falam é tipo assim coisa do demo, mesmo. Poucas pessoas de fora sabem. Portanto, é muito importante ter o máximo de informações possíveis escritas em inglês. Isso conta um pouco contra o festival desde as informações dadas no site. Vocês, mesmo sendo absolutamente bilíngues e falando um inglês perfeito, ainda pedem que em algumas seções de vosso site que a gente recorra ao google tradutor? Como assim? Não façam isso conosco, hahaha.

Há também um problema logo na entrada do festival, onde separam as pessoas que têm o bilhete, as que já têm a pulseira e as que têm pulseira vip – mas tudo está escrito em dinamarquês! Imagina, eu que estudei um bocado a língua de vocês de vez em quando me sentia perdida entre uma informação e outra! Imagina quem vem ao Copenhell pela primeira vez?

info 2

Por acaso alguém aí sacou isso? Não havia tradução em inglês no dia…Pois bem, eram os valores para se guardar bolsas, jaquetas, capas de chuva e sobre o pagamento… eita lêlê, basic danish 1, loading!

Havia alguns problemas também com algumas sinalizações, por exemplo, dos pontos de água. Tá certo que tudo está super claro no banner com o mapa e também no mapa do aplicativo, bem como no guia. Porém, não são todas as pessoas que dão atenção a esse tipo de informação. Dessa forma, seria bem legal ter essas coisas em letras garrafais e sinais brilhantes, tipo ‘água, água, água’.

Então, fica a dica, querides! Melhorem aí, falta muito pouco para vocês serem max mara.

Transporte

transporte copenhell

Mundo dos festivais, por favor, aprenda com o Copenhell. Nada mais maravilhoso do que você sair a qualquer hora de um festival e ter trocentos ônibus nos esperando – e ainda mais, um ônibus escrito 666 e com os motoristas mais metal de todo o universo!!! Por conta da grande oferta de ônibus, às vezes acontecia que levavam só uns gatos pingados. Nesse ponto, o Copenhelll prefere pecar pelo excesso.

onibus copenhell

Contudo ainda houve um problema com relação ao pagamento do busão. Para quem já tá ligado nos esquemas eletrônicos e tem o rejsekort, tudo certo. só recarregar que ele serve para tudo. Mas para quem não tava ligado, essa coisa de toda hora ter que usar coroa dinamarquesa para pagar não foi legal. Também não dava para saber direito se tinha que pagar pelo ônibus ou não. como vi a galera loira pagando, também o fiz.

No entanto, o Copenhell é de longe um festival que tem as melhores estruturas de transporte possíveis. é no centro de Copenhague, que tem o melhor sistema de transporte que já presenciei de perto em minha vida. Conexão para tudo que é lugar, numa fartura de horários sem igual.

Hidratação e comida

comida

Muita comida, variada e até mesmo com preços relativamente dignos para porções fartas. Fiquei me perguntando se eu realmente estava em um festival na escandinávia, onde o tamanho da comida é geralmente inversamente proporcional aos preços, hahahaa. Quem diria que seria possível comer uma pizza média inteira por apenas 70 coroas dinamarquesas ( 34 reais)?

As bebdidas tinham preços razoáveis, mellhores que em outros países escandinavos, pelos menos. Você poderia comprar 4 copos de red bull com vodka por 200 coroas, ou 5 copos de cerveja de 500 ml pelo mesmo preço – por volta de 100 reais. Mas, existiram alguns problemas. Algumas barracas de bebidas eram extremamente profissionais, dosavam as bebidas muito bem e tinham atendentes bacanas. Em algumas barracas, contudo, os atendentes estavam muito bêbados, hahaha e não dosavam seus drinks muito bem!
Deve-se ter mais cuidados também ao servir as cervejas. Geralmente eles tiravam vários copos de uma vez, talvez mais do que a demanda. Daí, sua cerveja já estava muitas vezes esquentando e perdendo gas antes mesmo de você comprá-la. Portanto, precisam melhorar isso!

Havia agua de graça, porém, estava pouco sinalizada. Além disso, todos os dias era necessário comprar uma nova garrafinha de água, pois não nos deixavam entrar com garrafas vazias com tampa, cantis, nada disso. Portanto, perderam pontos com a gente!

Limpeza e Banheiros

banheiros

O Copenhell até que é um festival bem limpinho. Os banheiros de água corrente sempre estavam em ordem, os da área vip também. Os banheiros químicos ainda estão presentes, mas os dinamarqueses simplesmente inventaram um totem do álcool em gel, em homenagem à Priscila Brito que é a louca do álcool em gel dos festivais. Coisa fantástica.
O chão estava relativamente limpo, mas poderia melhorar. Agora, tenho uma reclamação especial a fazer sobre o banho viking- tava fedendo, migues! Vocês precisam trocar aquela água. Não me matem de diarreia na próxima, vai?!

limpeza

 

Segurança

Copenhell, Divulgação

Copenhell, Divulgação

Esse é um dos pontos que deixam a desejar, justamente pelo fato de os dinamarqueses viverem no mundo cor de rosa, onde todos confiam muito uns nos outros. Por isso, enquanto existe uma segurança com detector de metal quase exagerada no Graspop, no Copenhell não há nada. a galera só olha se voce traz liquidos e garrafas em sua bolsa, e quando olha. Portanto, esse ponto pode ser certamente melhorado.

Também quase não havia polícia. A não ser que estivessem à paisana. Fora isso, não se percebia! mas enfim, é um sonho de sociedade com a qual infelizmente não estamos muito acostumadas. Daí achamos estranho quando não nos deparamos com sistema de segurança de guerra, não é? hahaha

Conectividade

Hej, ponto, ponto, ponto!! Esse foi um dos primeiros festivais a oferecer um wifi digno ( que serve pelo menos para achar os amigos ou dizer um oi em casa). havia sinal de wifi em quase todo o local do festival. Nesse quesito, acho que o Copenhell foi o festival que mais brilhou até hoje. Fantástico. Telefone também rolou tranquilamente

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Transporte10
Informação8
Hidratação e comida8.5
Limpeza e banheiros9.5
Segurança8
Conectividade10
Algumas pequenas escorregadas ainda não fizeram do Copenhell o festival dos sonhos. Mas, ainda sim é mais um dos festivais escandinavos que deixam a gente de boca aberta com a organização. Precisam internacionalizar mais as informações, melhorar o esquema da água e estarem mais atentos à segurança dentro do festival.
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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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