" /> Zueira sem limites com a sede: você quer água ou sopa de enguia? | Festivalando
http://nypost.com/2013/12/26/just-say-no-to-diet-booze/ Photo: Betsie Van der Meer/editing: Festivalando

Zueira sem limites com a sede: você quer água ou sopa de enguia?

Sim, esse é mais um post sobre água na internet. E sim, vamos apelar para que você a preserve direitinho, mas por um motivo um pouquinho diferente só que igual: porque água boa não nasce em qualquer lugar, não! Não é toda água que desce redondo, não mesmo! Ôôô saudade da água do Brasil! Pois se tem uma coisa que chocou nossa boca, estômago, olhos e cabelos foi a água da Dinamarca. Foi a água da zueira sem limites com a nossa sede! Dinamarqueses orgulhosos dos produtos nacionais, que vocês não me leiam! Mas a água de vocês é uma aguinha complicada. E a gente vai te contar essa dramática experiência aquática no podcast de hoje.

Fora todo o estranhamento de tomar água direto da torneira, por mais “limpinha” que ela seja, ainda tivemos que lidar com as propriedades peculiares dessas águas do lado de cá. E isso nem é invenção nossa não. Outro dia eu estava lendo a história do Bakken, o parque de diversões mais antigo do mundo que fica aqui, e no texto contavam sobre como o parque surgiu no entorno de um lugar onde fora descoberta uma fonte de água limpa. Essa fonte gerou um burburinho imenso, uma vez que em 1583 a água da região de Copenhague era, segundo o historiador, muito ruim e suja. A água limpa era de difícil obtenção, então, a fonte virou uma vedete, assim como o parque. Ironicamente, ao descrever a tal da água de Copenhague, o historiador mencionou que ela era conhecida como água de enguia (aquele peixinho feio e nojento ) e, sobre o gosto, falou que seria melhor deixar isso apenas por conta da imaginação…Hoje, a água pode ser limpa e tratada, mas para mim, a água continua tendo o gosto que minha imaginação atribuiria à água de enguia. Quero de volta meu filtro de barro e minha água fresquinha de Minas Gerais!

Água foi um ponto crucial para a gente durante a festivalagem de verão, como era de se esperar. Em alguns festivais, como Roskilde e Wacken, foi nos dado acesso gratuito a essa preciosidade. Mas em outros, como o Brutal Assault, deu vontade de beber o sangue dos organizadores que não disponibilizaram água de graça para o galerê. Você já imaginou festivalar por aí sem água? Eu não consigo me imaginar assistindo a um show sem tomar pelo menos meio litro. Imagina um festival? O geólogo Igor Shiklomanov já deu o recado: metade da população mundial vai ficar sem água em 2025. Quero estar linda festivalando e bebendo água nessa data.

Portanto, vamos todos dar um jeito de acabar com o desperdício. Banhos demorados, lavar passeio de casa, lavar carro e moto – pode ir parando com essa palhaçada! Mesmo que o Brasil seja dono de 16% das reservas de água doce do planeta, e que tenha o maior aqüífero subterrâneo do mundo, não dá para esbanajar e a situação de São Paulo já nos mostra bem isso.

Então economiza, caramba! E vem com a gente beber a água que nem passarinho bebe (drama!) mas a gente teve que fazer esse sacrifício, nesse podcast aqui:

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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