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Priscila Brito/Festivalando

Tradição e gourmetização do Lolla

O Lolla começou a levar a comida bem a sério este ano. Não chega a ser igual o Roskilde, que tem um food lineup (que vamos conferir in loco), mas é fato que a barreira dos petiscos foi ultrapassada. E isso é bom. Talvez você não vá em um festival de música para comer; talvez essa seja uma razão que jamais te levaria a um festival, mas se você vai passar horas lá dentro gastando energia e se matando de tanto andar, comer direito te ajuda.

O Chef Stage, área ~gourmet~ do festival, foi o principal responsável pela mudança. Uma espécie de praça de alimentação que reuniu barraquinhas com representantes de alguns estabelecimentos de São Paulo. O resultado: comida com preço bem razoável, a no mínimo R$ 6 e no máximo R$ 21, opções doces e salgadas (de macaron a macarrão. rá), comida ~chique~ (ceviche e risoto) pratos que valiam por refeições (lasanha e paella) e até vinho. Para quem come todo tipo de coisa, uma senhora variedade de opções. Para quem tem uma dieta mais restrita, como eu, que sou vegetariana, a variedade não era exatamente um adjetivo aplicável ao Chef Stage, mas ainda assim foi mais fácil escolher algo para comer que em outras ocasiões, quando você se vê obrigado a escolher apenas entre algo com queijo ou qualquer coisa doce.

Algumas barracas espalhadas pelo festival poderiam perfeitamente ter integrado o Chef Stage, já que seguiam o conceito do espaço e serviam pennes, raviolis e crepes. Sem fugir totalmente do espírito pé na jaca que envolve a ida a um festival, o Lolla ofertou nas mesmas barracas os petiscos roots de qualquer grande evento ao ar livre ou de comida de rua no Brasil, com espetos, pastéis, pão de queijo e cachorro-quente. O clima de parque de diversões pra gente grande que os festivais costumam exalar, com roda gigante e tudo, foi complementado por vendas de pipoca, algodão, doce e picolés, vendidos em carrinhos que circulavam pelo autódromo. E até a turma da eterna dieta se deu bem. Você pode não ter notado, mas suco e salada de frutas estavam à venda no festival este ano.

Mais importante de tudo, o Lolla não abandonou uma recente tradição apesar de tantas novidades. Continuaram no cardápio do evento os mini-churros, esse já patrimônio imaterial dos festivais em São Paulo (o Planeta Terra também teve).

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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