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As exposições blockbuster de São Paulo

Moro em BH desde sempre, mas há uns oito anos que vou a São Paulo com muita frequência, todos os anos, por razões pessoais (shows e festivais, inclusive) ou profissionais. Se para mineiro tudo “é ali”, imagina quando esse “ali” é um caminho recorrente na sua vida. São Paulo é um “ali na esquina” pra mim. Por isso mesmo, por essa frequência, proximidade e até certa intimidade, já não sei há quanto tempo que não vejo mais a capital paulista com os olhos de turista.

É uma extensão da minha cidade, porque já ando por ruas e avenidas com a mesma desenvoltura com que ando no lugar onde nasci. É uma segunda casa, pois já tenho até meu cantinho preferido – ali na Paulista beirando a Consolação. Ir pra São Paulo é quase tão natural pra mim quando sair aqui em BH de um bairro pro outro – seria mais natural se o aeroporto de Confins não ficasse nos confins do mundo.

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Mas a inexistência de um olhar de quem vem de fora não me impede de sempre encontrar coisas boas e interessantes pra fazer por lá. E uma coisa que praticamente sempre tem para fazer quando estou em São Paulo é visitar alguma exposição. E não é qualquer exposição. É aquela que os jornais todos estão falando e que, na maioria das vezes, não vai rodar o Brasil ou só uma parte muito pequena dele. O mais lindo de tudo é que isso coincidiu várias vezes com a minha à cidade para algum show ou festival.

Quando fui ver Paul McCartney ao vivo pela primeira vez na vida (foram sete vezes até o momento), lá no Morumbi, em 2010, fui pela primeira vez também à Bienal de Arte. Dois anos depois, quando viajei para o meu primeiro Planeta Terra, novamente aproveitei a coincidência de datas para fazer uma visita à Bienal de 2012 (já estou imaginando qual será o show que me levará à minha terceira bienal este ano). Naquele mesmo ano, uns meses antes, quando fui ver o Franz Ferdinand no Festival Cultura Inglesa (aquele da treta com a polícia no Parque da Independência), aproveitei para conferir também a exposição em homenagem ao centenário do Jorge Amado, no Museu da Língua Portuguesa.

Neste ano, a ida para o Lolla coincidiu com a exposição do David Bowie no MIS e, claro, investi algumas horas na longa fila para ver a mostra. Em outras ocasiões, vi os painéis “Guerra” e “Paz”, do Portinari, no Memorial da América Latina, e a retrospectiva do Vik Muniz e uma senhora mostra sobre o realismo francês, ambas no Masp. Paguei nada ou muito pouco para ver tudo isso. A Bienal, por exemplo, tem entrada gratuita.

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Quando for a São Paulo, dê uma olhada na programação do CCBB-SP, do Masp, da Pinacoteca, do Museu da Língua Portuguesa, do Itaú Cultural e do MIS, locais onde costumam acontecer essas grandes exposições. O Catraca Livre é uma excelente fonte de consulta também, pois elenca atrações gratuitas ou a preços populares. Outra opção é o Guia da Folha, que agrega todas as opções em cartaz na cidade, independentemente do preço.

Bônus track Se São Paulo está nos seus planos de curto prazo, preste atenção especial ao calendário do MIS neste segundo semestre. De 16 de julho até 12 de outubro o museu recebe a mostra “Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição“. Ingressos a R$ 10 (inteira). Você não vai perder a oportunidade de dar um salve pra Celeste e fugir da gargalhada fatal do Mal, néam?

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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