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Como eu fui no Tomorrowland 2020 sem ter ido – ou sobre a experiência do Around The World

O Tomorrowland 2020 não aconteceu real. Em carne, osso e palcos, não. Aconteceu algo num mundo imaginário, totalmente inventado – a ilha de Pāpiliōnem, lugar do Around The World, a experiência digital criada pelo festival. De verdade, só os DJs.

Eu passei o sábado e o domingo assistindo esses sets pela tela do meu computador e minha cabeça meio que explodiu – no bom sentido. Teve momentos que eu acreditei que era tudo pra valer. Teve momentos que eu sabia que não estava perdendo nada porque aquilo ali não estava acontecendo em lugar nenhum de verdade.

Só que aconteceu, sim, porque eu e mais um milhão de pessoas, segundo a organização, vimos tudo acontecer. E assim eu fui no Tomorrowland 2020 sem ter ido.

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Um festival de verdade sem ter sido

Acho que os mais de 100 dias em quarentena têm um pouco de responsabilidade nessa confusão mental minha, mas o esforço do Tomorrowland em entregar uma experiência de festival com as ferramentas disponíveis tem muito mérito na (boa) ilusão criada.

Algumas micro-sensações que fazem parte de um festival estiveram comigo neste fim de semana, como há muitos meses não estavam:

  • A indecisão sobre qual show assistir quando coincide o horário das atrações de dois palcos diferentes
  • O passeio na lojinha de merchan
  • Aquela estudada no mapa pra se familiarizar com os caminhos que você vai ter que repetir várias vezes no dia
  • A escolha do menu do dia (eu fiquei com as panquecas e um kebab vegano)

Efeitos no mundo real

Suponho que muita gente tenha sentido não só o mesmo como, principalmente, a vontade de experimentar tudo isso no “mundo real”. Por aqui no Festivalando, as buscas por informações sobre os ingressos e sobre a viagem pro Tomorrowland cresceram 40% e 60% respectivamente só no fim de semana.

Pra quem prefere a objetividade dos números à filosofia rasa que eu ensaiei no início do texto, estes dados são um bom indício de que o Tomorrowland Around The World entregou algo tão ambicioso quanto o próprio festival (foram necessários três meses e 200 profissionais pra fazer a experiência virtual acontecer), respeitando, acolhendo e ampliando a sua comunidade que tem.

Fica a expectativa para saber como a organização vai trabalhar esse modelo digital nas próximas edições, já que a ideia é mantê-lo, como afirmou a porta-voz do festival, Debbie Wilmsen, aqui no Festivalando.

Tomorrowland 2020 no repeat

Quem comprou ingresso para o festival digital vai poder rever todos os sets por duas semanas, a partir de quarta-feira (29), no próprio site do festival. Quem não viu, pode comprar o acesso por 12,50 euros (cerca de R$ 70).

Leia mais sobre o Tomorrowland Around The World

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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