Este texto é um convite pra você que acompanha o Festivalando e a opinião que sempre foi dada neste espaço sobre os festivais, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Chegou a hora, ou melhor dizendo, já passou da hora, desse espaço ser aberto para quem mais vai aos festivais e tem algo a dizer.

A começar pelo Lollapalooza Brasil, agora o Festivalando terá uma seção para vocês também fazerem avaliação de festivais: é uma expansão da categoria Festivalômetro.

Faça aqui a sua avaliação do Lollapalooza Brasil

A ideia é juntar avaliações de festivais em um só lugar para servir de referência para outras pessoas e para os próprios festivais, evitando que queixas, críticas (e também elogios) que chovem ao fim de um festival fiquem perdidas em stories que somem em 24 horas ou em comentários nas redes sociais que se perdem na tonelada de conteúdo ou na arbitrariedade dos algoritmos.

Além de dar uma nota para o festival em diferentes quesitos, é possível também deixar um comentário sobre a experiência. As primeiras avaliações já foram feitas e quem deixou, brilhou 🙂

Logo menos, mais festivais serão adicionados. Espero também que logo menos (ou mais), com o uso da ferramenta ao longo do tempo, ela possa ser aperfeiçoada, pois entendo que essa não é ainda a versão final de algo que pode ser muito bom para todas e todos nós que frequentamos festivais.

Vem dar sua nota pro Lolla!

Veja as últimas avaliações de quem foi ao Lolla e deixe a sua aqui.

Um festival para ficar na memória

Rated 4 out of 5
Lineup e Programação
Rated 5 out of 5
Estrutura
Rated 4 out of 5
Ambiente
Rated 5 out of 5
Alimentação
Rated 3 out of 5
Custo-benefício
Rated 5 out of 5
Você iria outra vez neste festival?Sim
7 de julho de 2022

O lineup do Primavera é simplesmente sensacional. Um show incrível atrás do outro, à beira da praia. Música boa por toda parte. Público entregue, com alma, principalmente nos palcos menores, em que a experiência é mais intimista. Fui pela primeira vez esse ano e ainda penso bastante nos momentos que vivi ali.
Em termos de organização, não tenho muito do que reclamar. Sei que o primeiro dia do primeiro fim de semana foi caótico, mas, como fui apenas no segundo fim de semana, minha experiência foi totalmente positiva.
Sempre consegui comprar bebida rápido; água estava sendo distribuída gratuitamente; achei o controle de multidões bom; os banheiros estavam razoavelmente limpos – eram bem iluminados, com papel higiênico, álcool em gel e pia para lavar as mãos.
Eu imaginei, por conta da propaganda que o próprio festival fez, que as opções de comida seriam mais variadas. Você até achava vários quiosques, mas a maioria era pizza e hambúrguer. Os preços dos bares e das comidas, aliás, são bem razoáveis para um festival.
Única parte que achei realmente chata foi a caminhada entre a área principal e o Primavera Bits. Deixei de ver vários artistas porque a ideia de fazer aquela jornada e depois ter que voltar era impraticável. Tomara que nas próximas edições eles deem um jeito de podermos utilizar a ponte que esse ano estava disponível apenas para VIPs.
De qualquer forma, já garanti meus ingressos para a edição de 2023! Mal posso esperar!

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Tiago

Apesar de tudo, a música

Rated 3 out of 5
Lineup e Programação
Rated 4 out of 5
Estrutura
Rated 2 out of 5
Ambiente
Rated 3 out of 5
Alimentação
Rated 3 out of 5
Custo-benefício
Rated 3 out of 5
Você iria outra vez neste festival?Sim
7 de julho de 2022

Havia ido em 2017 e óbvio que já não era um “festival indie” (os palcos tem literalmente nome de patrocinador), mas é até bizarro o quanto o Primavera mudou em relativo pouco tempo.
Antes, logo ao entrar você dava de cara com uma avenida de tendas de merchandising de música (camisetas, pôsteres, discos, além das opções “oficiais” – na época, a FNAC e a Rough Trade). Isso foi substituído por atrações de patrocinadores (incluindo um mascote gigante inflável), um estande super reduzido da FNAC, uma lojinha “oficial” de camisetas de bandas que tocam no fest e merch do Primavera Sound (que tinha mais opções que a tal loja de camisetas). Tendas de pôsteres e de discos viraram ilhas isoladas ao lado – as primeiras ainda consideráveis, enquanto as segundas bem pouco povoadas.
Pode parecer ranço, mas acho que ilustra bem as prioridades do festival. Ninguém nega que a escalação é eclética e matadora, sempre o ponto forte do PS, mas a organização pareceu acreditar que seus deveres acabaram ali. Com exceção do fatídico primeiro dia, a estrutura no Parc em geral não me deixou na mão; já conhecia o local e fui traçando estratégias. Imagino, porém, que os de primeira viagem penaram: a sinalização era quase inexistente, pontos de informação nulos.
A comunicação, aliás, foi a pior parte da edição, dentro e fora do Parc. Faltou transparência quanto aos cancelamentos (o caso do Brunch on the Beach bombaria no PROCON caso fosse aqui) e passar informações relevantes de antemão (o fluxo pro Auditório seria menos penoso se avisassem da revista extra, com uma plaquinha que fosse).
Pra piorar, notável que venderam mais ingressos que o comum. Mas todo o resto não acompanhou o ritmo, nem mesmo o belo line-up (a parte Bits era praticamente cidade fantasma enquanto havia luz solar). A oferta de transporte se mostrou escassa (e perigosa, pela COVID) para tamanho volume de pessoas, e mesmo que eu tenha desfrutado dos pontos de água grátis no Parc, nem de longe eram o suficiente. O Primavera in la Ciutat é bem intencionado, só que o sistema híbrido (ingressos ou esperar na fila) se mostrou ineficaz.
E, com todos esses pesares e apesares, ao final do dia ainda é um festival de música. O público piorou, mas os shows fazem questão de lembrar o que é que interessa, e como fizeram falta na quarentena. Ver bandas lendárias e iniciantes, curtir no conforto do Auditório ou no meio do mosh, sair correndo pra não perder o próximo show e perceber que foi a melhor escolha. Vale a pena? Se tiver estabilidade financeira e condicionamento físico, diria que sim. Só não espere que o Primavera Sound ajude muito além: a única coisa dos sonhos ali é o line-up.

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n.v

Já foi melhor

Rated 3 out of 5
Lineup e Programação
Rated 4 out of 5
Estrutura
Rated 2 out of 5
Ambiente
Rated 4 out of 5
Alimentação
Rated 4 out of 5
Custo-benefício
Rated 2 out of 5
Você iria outra vez neste festival?Sim
21 de junho de 2022

Fui em 2018, 2019 e havia comprado para 2020, que acabei indo em 2022.
2019 tinha até água grátis, os lineups eram muito melhores, havia muuuito mais vendedores ambulantes, banheiros mais limpos, copos grátis. 2022 foi péssimo, traumatizante até (principalmente pelo despreparo para a chuva, que nem foi intensa).
Esperar que o próximo ano seja melhor, senão certamente a novidade dos produtores do Rock In Rio para São Paulo vai sobrepor o Lolla.
2023 vai precisar de um lineup muito bom pra me convencer a ir de novo.

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Eduarda Fabiane

-

Rated 3 out of 5
Lineup e Programação
Rated 4 out of 5
Estrutura
Rated 2 out of 5
Ambiente
Rated 5 out of 5
Alimentação
Rated 2 out of 5
Custo-benefício
Rated 3 out of 5
Você iria outra vez neste festival?Sim
21 de junho de 2022

Bom festival line up incrível, alguns horários bateram pra mim, mas é esperado e acho que faz parte tb de controle de fluxo. Transporte pra voltar pode ser ok ou muito ruim dependendo da sua sorte. Faltou água apenas, pouquíssimos bebedouros e comprar bebida era sempre um evento

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Joanna

Sempre imperdível

Rated 5 out of 5
Lineup e Programação
Rated 5 out of 5
Estrutura
Rated 5 out of 5
Ambiente
Rated 5 out of 5
Alimentação
Rated 4 out of 5
Custo-benefício
Rated 5 out of 5
Você iria outra vez neste festival?Sim
21 de junho de 2022

Achoo festival muito caprichado e cuidadoso em todos os aspectos.

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Luciano

2 Comments

  • RONIVAL
    Posted 1 de abril de 2022

    Dou nota 1, pois o festival simplesmente virou mais um palanque politíco, com o tema mais chato que pode existir, deixou de ser um verdadeiro festival de música. Péssimo.

    • Priscila Brito
      Posted 4 de abril de 2022

      Em um ano de eleição vai ser bem difícil os festivais não serem tomados pelo debate político. Não tem como separar as coisas, menos ainda quando a política tenta deliberadamente interferir no festival, como aconteceu no Lolla.

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