" /> O que esperar do Maximus Festival? | Festivalando
dicas para o maximus festivalMaximus Festival/Divulgação

O que esperar do Maximus Festival?

O Maximus Festival foi anunciado há uns dois meses em tom de mistério – revelado oficialmente só no fim do mês passado e agora, o festival deixa todo mundo na expectativa durante essa semana para a revelação do lineup oficial, no dia 20 de maio. Já sabemos pelo menos que o headliner do evento será o Rammstein, grupo alemão de metal industrial de grande popularidade, e que o festival vai rolar em setembro, na cidade de São Paulo. Junto com a confirmação das bandas, também serão anunciados detalhes sobre o local do evento, horários, preços e início da venda de ingressos. Enquanto não chega a sexta feira, já que não temos mais detalhes sobre o evento, bora especular. Faço aqui cinco apostas para o Maximus Festival Brasil, quero saber se vocês concordam comigo:

O ingresso vai ser caro de lascar

 

money

Para mim, essa é a aposta mais certeira. Não há dúvidas de que os preços das entradas inteiras devem ser vendidos por algum valor entre 500 e 800 reais, ou seja, caro! Quem produz o Maximus Festival aqui no Brasil é a Move Concerts, a mesma empresa que produziu o Iron Maiden aqui, por exemplo. Aí, tirando como base os preços dos ingressos para o show do Iron (na casa dos $500), fica difícil acreditar que um festival com várias bandas de porte grande e médio vá custar muito menos. É só comparar, por exemplo, com eventos parecidos que tivemos no ano passado, como foi o Monsters of Rock, cuja entrada inteira custou $700.

Bem como o ingresso, não espere que a bebida e comida lá dentro sejam baratas. Provavelmente, você vai gastar entre $50 e $100 para ficar de boa, alimentado e com a garganta molhada durante os shows. $6 a água? $12 a cerveja? $20 algum rango? Ou seja, prepare seus dólares!

 

LINE UP DIGNO DE FESTIVAL

 

Além de confirmado que o Rammstein vai ser o headliner do festival – o que já faz o evento ser extremamente atraente, ainda existe o ‘rumor’ da confirmação de bandas como Halestorm,  Bullet For My Valentine, Hellyeah, Disturbed, Shinedown, Hollywood Undead e Black Stone Cherry. Bom, aí já são pelo menos 7 bandas, umas mais conhecidas do que as outras, mais ou menos estouradas do que as outras, o que é normal de acontecer em festival.  Rammstein e Bullet For My Valentine (ambos anunciados como grandes headliners dos festivais de metal desse ano) e  Halestorm prometem ser os shows mais atrativos e bem produzidos. O Hellyeah, apesar de ser menor, traz na bateria Vinnie Paul, ex-Pantera – algumas vezes extremamente subutilizado (Parental advisory: explicit opinion =P). Vi os caras tocando no Wacken, acho que vão animar a galera, pois o repertório dialoga em vários pontos com a proposta das demais bandas.

bullet

Eu acho que pode ter mais surpresas. A produtora pode, talvez, trazer alguma banda grande guardada na manga para o festival. Como se trata de uma empresa que é responsável por contratar os artistas para o Rock In Rio desde 85 até os dias de hoje, e ainda foi responsável por trazer artistas para eventos como o Live Earth da América do Sul, acredito que eles teriam culhão para trazer as bandas apontadas pelos rumores e ainda mais gente. Será que seria otimismo demais?

Ainda estou um pouco indecisa, mas certamente esse será um festival de um dia só, caso permaneça com esse número de bandas. Uma coisa de que estou mais convencida, entretanto, é que com esse line up você certamente vai voltar para casa com alguma boa lembrança musical desse fest.

 

PALCÃO OU PALQUINHO?

 

rammstein

Em termos de estrutura, esse festival vai ter provavelmente um som muito bem feito e uma boa produção de palco, tendo em vista a qualidade dos outros eventos nos quais a produtora esteve envolvida. Acho que vai rolar palcão, para comportar a apresentação do Rammstein, principalmente. E também, porque festival sem palcão fica meio que descaracterizado.

Mesmo apostando que vai ser palcão, ainda estou em dúvida sobre a escolha do local para o festival. Eu chutaria a Arena Anhembi, por conta da tradição do Monsters Of Rock por lá, entre outros. Até o espaço de Interlagos talvez fosse adequado. Mas, quando penso no line up dos rumores atuais, eu realmente tenho as minhas dúvidas sobre a capacidade daquelas bandas arrastarem 35 mil pessoas junto com elas. Pode ser que eu esteja subestimando, mas acho que também há chances grandes de esse festival ocorrer em um local fechado, que comporte um número um pouco menor de pessoas.

 

FESTIVAL COM CARA TEEN

 

britney

Não, esse não é um festival para quem está ouvindo rock e metal há mais de três décadas, não predominantemente. Não é que estou sendo preconceituosa com as bandas ou com o público em si, mas o line up suposto até agora é feito para um perfil de fã que está numa faixa etária entre a adolescência e a juventude. Até agora, só acredito que o Rammstein possa atrair pessoas de outras faixas etárias. Sendo assim, você certamente vai se deparar com uma galera com carinha de colegial zanzando por lá.

hight school

 

COLA OU NÃO COLA?

 

Essa aposta é a mais complicada, ainda mais quando se trata da primeira edição de um evento: restam dúvidas se Maximus Festival é uma marca que veio para emplacar. Ele tem tudo para dar certo, pois tem uma produtora competente por trás, vai trazer grandes nomes e escolheu uma área de fácil acesso no país. Porém, acho que somos todos meio traumatizados com os festivais que nos deixaram saudosos, tipo o Live ‘n’ Louder. E também ficamos com o pé atrás até por conta do Monsters Of Rock, que é uma grande marca, mas ficou um tempão acontecendo de forma irregular por aqui – às vezes de um ano para o outro, às vezes com intervalo de três, às vezes parecendo que nunca mais ia voltar! Tudo isso gera uma ansiedade enorme nos fãs.

E vocês, quais são seus palpites, pitacos apostas para esse evento?

A gente fica aqui, em vigília internética para o que eles vão anunciar nessa sexta. Todo mundo ligado no Maximus Festival.

Gostou deste post? Temos muito mais pra você!

Receba sempre nossas dicas, histórias e novidades sobre viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

No comments

Add yours

Deixe seu comentário